A Efeméride Nacional

11 DE NOVEMBRO DE 1975

domingo, 31 de maio de 2009

Kalemba (Wegue Wegue) - Rewatered by Rasos/Flashed by Toke, over a Buraka Som Sistema original

maio 31, 2009 0

31/05/09 - Afrikya Podcast - LAC

maio 31, 2009 0



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Afrika symbol II

maio 31, 2009 0
Frédérick Candon


Pensar e Falar Angola

Huambo Rock's

maio 31, 2009 0




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Ágora (67) - 25 de Abril de 1974

maio 31, 2009 0




Mais vale uma tempestuosa liberdade, que uma tranquila escravidão

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andersen (1919-2004)


Minha querida amiga R.

Lembras-te quando chegámos de Luanda, naquele Outono frio de 197...? Lembras-te certamente, meu amor!
O cinzento das casas, das pessoas, dos polícias, dos governantes, de tudo! Portugal era pintado de névoa!
O nosso pequeno quarto, num 3º andar de um prédio com uma entrada lúgubre, onde uma enfezada passava dias inteiros a apanhar malhas de meias de nylon, num vão de uma escada de madeira carunchosa.
Lembras-te das nossas primeiras aulas e o que por lá acontecia?
Lembras-te da primeira carga policial que apanhámos, só porque resolvemos ir ver onde é que outros colegas nossos iam manifestar-se, sem percebermos bem porquê?
Lembras-te dos comunicados que começámos a distribuir?
Lembras-te das eternas noites de discussão que tínhamos em casa de L?
E a aflição que foi, quando a Pide foi a casa de L naquela manhã teimosamente cinzenta e triste? Os dias de angustia que se seguiram, com aqueles dois, sempre junto daquela cabine telefónica amarela da esquina da praça, com uma gabardina e um chapéu enterrados, sem que nunca lhe conseguíssemos ver a cara?
Lembras-te de A. vir ter connosco, naquela noite e dizer que eu teria de bazar, pois L. falou e não havia hipótese! Ainda por cima comigo era pior, porque era das colónias!
Lembras-te?
A partir dessa noite lembro-me eu!
Fui para os lados de O, numa casa distante da aldeia, onde a comida era coisa que só se via de tempos a tempos, e chegar à janela era do pior.
No rádio da sala íamos ouvindo coisas que nos entusiasmavam, mas em Portugal tudo na mesma!
Recebi e ainda guardo a tua carta, e não hesito em colocá-la, porque ainda a guardo:"Às vezes, apetece-me estar a conversar contigo ao pé da lareira (que bonita é a luz que dá aos nossos rostos), como tu gostas. Às vezes, tenho vontade de estar contigo na praia, em Luanda, como eu gosto. Às vezes podia ser na ribeira do teu jardim, onde tu gostas, mas também ao fim do dia, olhando o nosso mar de Angola, porque é especial. Podia dar-te a mão, e até encostar a cabeça no teu ombro. Teria vontade de te abraçar com forca e dizer-te ao ouvido, que gosto bue de ti. Mas, e depois?"Tanto chorei quando a recebi, e compreendi que de facto mais nada senão a resignação.
Numa qualquer madrugada de Abril, que não foi bem qualquer, foi o princípio de tudo! Abril, 25/1974!
Lembro-me bem querida R., peguei na carta que me tinhas enviado amargurada, e eis-me a caminho de uma Lisboa, que vi diferente, vi pela primeira vez, Lisboa diferentemente bonita, gente linda, alegria, e o frenético de uma liberdade por que tanto ousámos e que afinal estava ali. Lembras-te como nos beijámos nesse dia? Beijei-te tanta vez, mas só me recordo como foi dessa vez!
Lembras-te como vagueamos numa Lisboa que era enfim nossa, e que sentimos que pele de galinha, por termos medo de tanta euforia.
Mas não esta liberdade tínhamos que a gozar, querida R, podia ser efémera e não podíamos perder um minuto que fosse que não a desfrutássemos.
Pela primeira vez sentimos liberdade, e pela primeira vez olhamo-nos nos olhos e sentimos que a nossa Angola, a Angola independente estava perto! Querida R., o tempo e as circunstâncias da vida separaram-nos, mas ainda juntos vimos subir a nossa bandeira bi-color com a roda dentada, catana e estrelinha no Novembro do nosso muito grande contentamento. Escrevo-te 35 anos depois, de muita coisa, para te agradecer o que passámos nesses anos de lutas, alegrias, angustias, incertezas e tanto ou quase muito oportunismo.
Pouco interessa, quero pegar na carta já amarelecida pelo tempo, e fazer tudo aquilo que desejávamos fazer nos anos da ditadura e do ostracismo.
O 25 de Abril não foi nosso, mas também foi nosso, e por isso querida R.,hoje sinto-te como ontem, a desfilar por Lisboa de mãos dadas, a cantar e a inebriar-nos por aquela contagiante amálgama de gente que sentia o pulsar da linda palavra. LIBERDADE!
Querida R, lembras-te quando os dois declamávamos Eluard, façamo-lo sempre onde quer que estejamos!
Estamos juntos...sempre e por perto!!!!




Pensar e Falar Angola

sábado, 30 de maio de 2009

agenda cultural

maio 30, 2009 0

Pensar e Falar Angola

o google, não nos da os cheiros [2ª parte]

maio 30, 2009 0
o deserto. "Todo o homem, mulher e criança devia conhecer pelo menos uma vez na vida e descobrir o que significa a palavra silêncio." Ivo Canelas [actor].
 
o deserto não tem explicação, não tem cheiro, não tem entrada, não tem saída, mas no Namibe, o deserto, tem o mar.
 
não sei nem quero explicar a sensação de ali estar. a vista nunca acaba e a paisagem parece igual na esquerda e na direita, o sol diz olá e as welwitschias aguentam-se dia e noite como parte inseparável daquele lugar.

sentamo-nos e como crianças que admiram um novo objecto fomos falando da sensação individual que cada um sentia no momento, uns mais eufóricos que os outros, até que veio o por do sol e o cota S. (cabo-verdiano com trinta anos de deserto) disse: calem-se e olhem.












Pensar e Falar Angola

Sábado Musical

maio 30, 2009 0


Pensar e Falar Angola

Tantã Cultural Nº 316

maio 30, 2009 0

Semanário de informação cultural e lúdica.
Boletim Interno.
28 de Maio a 03 de Junho.



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quinta-feira, 28 de maio de 2009

o google, não nos da os cheiros

maio 28, 2009 1
Angola é um país de difíceis escolhas, seja para que destino for. a falta de informação especializada para aqueles que escolhem o destino de uma viagem nas paginas do google aqui não funciona, e por isso mesmo, partir assim me fascina ainda mais. não ter informação pode ser de alguma forma bom para quem parte.

sabíamos do deserto, das mumuílas, da Serra da Leba, da welwitschia, das acácias e de outras coisas que quase todo mundo sabe, mas e o restante, quem sabe do restante?

4h:30, aeroporto domestico de Luanda com gente que nunca mais acaba; bom porque hoje há varias companhias a voar para o interior do país e mau porque a fila de pessoas para embarcar eram na sua maioria de estrangeiros, talvez porque infelizmente têm os expatriados [detesto a expressão] um poder de compra maior que o nacional, mas isso, sou eu que acho.

na Catumbela, aterramos numa antiga base militar hoje adaptada para receber voos domésticos. o pouco tempo que durou a escala pouco ou nada se via da minha janela, alguns Mig´s que nos fazem regressar ao passado, um avião duma outra companhia e verde, tudo a volta era verde... do céu, ainda vimos as dunas e o mar, mas o meu cérebro estava concentrado no destino.

partimos e em pouco tempo estávamos no Lubango, cidade de muitos amigos e que desde criança oiço historias sobre o clima que se parece com a Europa. recepção calorosa e partimos para o centro... no caminho, estranhamos os sinais do desenvolvimento, há muitos pedaços que se assemelham a capital, para um sábado de manha, o movimento fez-nos desconfiar... muitos carros, muitas pessoas, muitas obras, alguns chineses, muitas stand´s com carros top de gama e muitas acácias, que foi para mim o primeiro sinal alegre de que finalmente pisei um pedaço de terra a sul de Angola.

antes de nos fazermos a estrada, indicam-nos o café de paredes cor de rosa para despistarmos a fome. a entrada, espantou-se o cubano do grupo com a paisagem no interior do café, afinal, éramos apenas quatro negros num espaço com mais de 15 pessoas. retiraram-lhe a preocupação, esclarecendo de que o único não angolano dos presentes era ele mesmo, ou não seria a Huíla o canto de Angola com mais mangopes de pele clara.
 
seguimos para sul logo depois de comer o melhor palmier da minha vida, aos poucos, atravessamos a cidade e na subida do monte com casas de arquitectura “antiga”, olhamos o Cristo ao som de Velha Chica do cota Waldemar. há no Lubango provas de um cantinho sortudo, felizmente, ali as balas pouco passaram. descemos o monte e pouco depois estávamos na Serra da Leba, a famosa serra das 26(?) extraordinárias curvas! perdoem-me a arrogância, mas como é possível a minha Angola ser conhecida pelos 30 anos de guerra, o petróleo e os diamantes!? não é possível, não é justo, não é compreensível, não é aceitável. e o restante? o inexplicável? o único? por onde para?

a medida que fomos descendo, apercebi-me que fazer fotos seria distrair-me de saborear aquela paisagem...parece mentira estar rodeado de tanta beleza, um céu de sorriso aberto, rochas que parecem uma pintura em óleo, um silêncio que nos da as boas vindas e uma água que do nada, sai da enorme parede rochosa!

duas horas e tal de viagem e sem que ninguém o dissesse, não foi difícil sentir que o deserto se fazia presente, a subida da temperatura e o castanho que se via ao longe, despertou do sono os que não conseguiam combater o cansaço. as portas do Namibe, era em vão a minha tentativa de procurar mumuílas, a par da paisagem, eram os camiões conduzidos por chineses com quem mais nos cruzamos.

adoro partir, Miguel Torga escreveu que "em qualquer aventura, o que importa é partir, não é chegar", não podia estar mais de acordo, mas chegar ao Namibe foi diferente de todas as outras chegadas. os edifícios, as ruas, a estação de comboio, os cheiros, aquele monte que espreita a cidade e até o mar pouco se parecem com Angola de hoje. no centro, nada difere das fotos do livro de Língua Portuguesa que tinha na primeira classe, é quase uma estagnação no tempo, mas uma estagnação bem conservada como comprovavam as placas na maioria dos prédios: Sociedade Cooperativa de Moçamedes. chegamos.

em pouco tempo, hospedamo-nos e saímos a pé de calçada em calçada e com máquinas ao peito fomos olhar a cidade.














Pensar e Falar Angola

Exposição fotográfica

maio 28, 2009 0

Ndalatando - Uma exposição fotográfica que retrata a evolução histórica de Ndalatando, sede capital do Kwanza Norte, foi aberta hoje ao público, naquela cidade, no quadro das actividades alusivas às festas da cidade, a assinalar-se a 28 de Maio.

Promovida pela administração municipal do Cazengo, a amostra, denominada "Ndalatando ontem e hoje", reúne cerca de 100 fotografias que retratam as várias etapas da história e do crescimento da cidade. A mesma estará patente ao público até ao próximo dia 31 do corrente. A exposição aberta pela administradora municipal do Cazengo, Edviges de Jesus Ribeiro, foi antecedida de uma cerimónia de ritual tradicional, de invocação às divindades, realizada no morro do Binda (cerca de 20 quilómetros a sul de Ndalatando).

O acto foi presenciado por diversas entidades do governo da província, autoridades tradicionais, convidados e população.

O programa das celebrações circunscreve, entre outras, a realização de actividades recreativas, culturais, desportivas e campanhas de embelezamento em várias artérias da cidade. Fazem igualmente parte das actividades comemorativas inaugurações de chafarizes na periferia da cidade, festival de música sacra com a participação de diversas comunidades religiosas e espectáculos músico culturais. A realização, sábado último, de uma gala de homenagem à mulher empreendedora que se destacaram em várias vertentes da vida social da região, promovida pela associação "Mwanakazi Mwene" marcou a abertura das festividades que lembram a ascensão da ex-vila Salazar à categoria de cidade, a 28 de Maio de 1958.

A actividade decorrida no largo 1º de Maio de Ndalatando foi marcada pela entrega de diplomas de mérito a 16 mulheres da província, seguida de uma gala músico-cultural animada pelos artistas Elias Diakimuezo, Kituxi e seus acompanhantes, Nazarina Semedo, Bela Chicola, Djamila Delvis, entre outros.

Fonte: Angola press


Pensar e Falar Angola

domingo, 24 de maio de 2009

Ágora (66) - Imenso Adeus

maio 24, 2009 1


Reeditado, agora pela Asa, de Milan Kundera, “O livro do Riso e do Esquecimento”, lançado em Paris há 30 anos, e segundo o Observer, é um dos cem melhores livros da literatura mundial.
Lembro-me de o ter lido, de ter gostado, mas de facto Kundera não era do meu “clube”, e para mim não era fácil, ao tempo, aceitar que um escritor que tinha abjurado o socialismo da Checoslováquia, escrevesse bem! O seu outro livro, “A Insustentável leveza do ser”, saído em 1984, é uma obra mais trabalhada, imensamente cáustica para com o regime saído da invasão soviética de 1968, e só me caiu no goto, porque estava num processo de rotura com alguns dogmas, talvez porque tinha tido a oportunidade de “ver para descrer”.
Já que se efemeriza, recordo António Machado (1875-1939), escritor sevilhano ,dizia que “há horas que são minutos e outras que são séculos”, foi um dos muitos que sofreu na guerra civil de Espanha, que comemorou no dia 1 de Abril deste ano, setenta anos sobre o seu trágico epílogo. 
A história da guerra civil de Espanha fascina-me, porque na realidade foi a ultima guerra romântica da história. Quando visito a “desinteressante” cidade de Guernika, no País Basco, e passeio nos lugares bombardeados, avulta-me um sentimento de indignação, pois a Europa, e os países ocidentais aceitaram e apoiaram economicamente a ditadura espanhola, que esmagou a democracia, até ao estertor de Franco na segunda metade da década de 70.
Quando o primeiro-ministro Zapatero, neto de um fuzilado na Guerra de Espanha, faz aprovar a “Lei da memória histórica”, demonstra uma invulgar coragem, porque vai mexer em feridas que só assim podem sarar de vez, recuperando a dignidade de muitos que tombaram, e jazem em valas comuns, porque cometeram o “crime hediondo de defender a liberdade”.
Foi a guerra que mais livro pariu, e foi a que teve maior número de voluntários a lutar por ambos os lados. Ao fim destes setenta anos é bom vermos, quando passamos em localidades emblemáticas de Espanha, os símbolos da falange e do seu caudilho Franco serem apeados, sem qualquer tipo de problema, já que a justeza da lei é incontornável.
Ainda de Espanha, fomos surpreendidos pela morte de Corin Tellado (1927-12/04/2009), a espanhola de literatura de cordel e fotonovelas, que era mais lida que Cervantes. Muito lida em Angola no tempo colonial, ainda manteve fãs durante estes quase trinta e quatro de independência!
Como estamos num mês de efemérides, é justo que se faça uma referência ao 17 de Abril de 1969, que marca o início de uma das greves académicas mais participadas e longas, do regime deposto em 25 de Abril de 1974.
Inaugurava-se em Coimbra o edifício das Matemáticas, com a presença do Presidente Tomás e outros dignitários do regime. A contestação à “Velha Universidade” assumia um cada vez maior entusiasmo, com o eco do “Maio de 1968” em Paris, e a vitória da lista de “Esquerda” para os órgãos sociais da AAC, proposta pelo Concelho de Republicas, contra o “Riso e Ritmo” apoiante da lista de direita, cilindrada na votação democrática dos estudantes.
Não acho que seja oportuno, estar aqui a explicar detalhadamente o que se passou, e talvez por isso recomendo entre outros, “Grandes Planos” de Gabriela Lourenço, Jorge Costa e Paulo Pena, editado pela Ancora, que ilustra bem esses tempos, num trabalho feito por jovens já nascidos no dealbar dos anos 80, e por isso com alguma distância do processo.
Só estou a referir esta efeméride, porque na realidade houve muito angolano engajado nessa luta. Alguns vivos, como Roberto Monteiro (Ngongo), Gil Ferreira, Décio de Sousa, Luis Filipe Colaço, Saraiva de Carvalho, Aníbal Espírito Santo, Orlando Rodrigues, Nene Pizarro, Manuel Rui, Carlos Correia, outros já falecidos como, Eurico Gonçalves, Garcia Neto e Fernando Sabrosa, entre outros.
A 19 de Março de 1959, em La Jolle, numa cidadezinha costeira perto de San Diego, falecia um dos meus preferidos escritores de romances policiais: Raymond Chandler, que curiosamente detestava o mar ("Too much water! Too much drowning!"), e por ironia acabou por morrer à sua beira. O seu Philip Marlowe, foi provavelmente a figura mais fascinante da literatura policial, e um anti-herói que todos, os que de forma quase omnívora, devorávamos Chandler desejávamos ter sido um pouco, levando menos surras. O seu “Imenso Adeus” traduzido por Mário Henrique Leiria, da Vampiro, é uma obra para reler muitas vezes, até que um estado demencial mo impeça.

Fernando Pereira 25-04-2009

Pensar e Falar Angola

Caroco quente - Patricia Faria

maio 24, 2009 0






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sábado, 23 de maio de 2009

Sábado Musical

maio 23, 2009 0


Pensar e Falar Angola

Predadores

maio 23, 2009 0

Pepetela está entre 50 finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura, com a obra "Predadores".


"Caposso não abriu a boca de assombro, mas admirado ficou. Muitos Portugueses e Angolanos tinham começado a abandonar o país desde o ano passado, quando reconheceram a inevitabilidade da independência. Achavam que o país era deles, se babavam todos com as riquezas reais ou supostas de Angola, a terra do futuro, mas se fossem eles a mandar, não com negros no poder. E a guerra que estoirou entre os movimentos de libertação aumentou o pânico e as filas de embarque. O aeroporto de Luanda tinha virado um hotel de três estrelas negativas, centenas de pessoas dormindo pelo chão dias a fio, à espera dos aviões da ponte aérea, o lixo se acumulando e as paredes enegrecendo de sujo. A terra estava de facto a ferro e fogo."O regresso deste apreciado escritor angolano, com um retrato do novo-riquismo neste país. O olhar atento de quem conhece esta realidade, associando a vertente crítica à capacidade de criar uma história cativante. A trama tem início no ano de 1992, por altura das eleições e socorrendo-se de avanços e recuos, evolui até 2004. O ambiente político, os negócios que servem a ascensão de novas fortunas (acautelados pela "sombra" do poder) e as implicações de todo esse quadro na evolução do próprio país."




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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Pólo Industrial do Huambo

maio 22, 2009 0

Pólo Industrial do Huambo com novas fábricas


O ministro da Indústria, Joaquim David, anunciou, ontem, no Huambo, a implantação de 19 fábricas de indústria transformadora no Planalto Central, dentro do programa do Governo Central para o período de 2009 a 2012.

As 19 indústrias transformadoras, disse o ministro, já foram aprovadas pelo Governo, “o que quer dizer que o ministério está de braços abertos para o relançamento de novas indústrias e, ao mesmo tempo, apoiar todos os empresários, nacionais e estrangeiros, que mostrem interesse no arranque do projecto, num curto espaço de tempo”.

O projecto do Huambo prevê a construção de fábricas de tintas e plásticos, cerâmica de barro vermelho, vidro, lâmpadas fluorescentes, cabos eléctricos, carpintaria e transformação de madeira. No Pólo Industrial da Caála vão, também, nascer fábricas de arame farpado, calçado, moagem, equipamentos de rádio e televisão, colchões de molas, impressão gráfica, recauchutagem e metalomecânica.


Fonte: Jornal de Angola







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quinta-feira, 21 de maio de 2009

«O Salazar Nunca Mais Morre»

maio 21, 2009 0
«O Salazar Nunca Mais Morre» retrata guerra em Angola

«O Salazar Nunca Mais Morre», de Manuel Beça Múrias, já está nas livrarias nacionais. Editado pela Planeta e com prefácio de Joaquim Furtado, o livro oferece ao leitor um retrato lúcido e humano sobre os tempos da guerra colonial em Angola.

A obra tem como estrutura as cartas de Manuel Beça Múrias à sua mulher Maria João. Jornalista, é em Angola como alferes que as palavras surgem, palavras que retratam perplexidade (a descoberta do cenário do conflito), ternura (pela terra africana e pelas suas populações), distanciamento crítico (a consciência política do miliciano), repugnância (pela violência contra as populações civis negras), saudade (pelo que deixou para trás) e amor (pela sua mulher e filhos, que o seguiram à distância para depois se juntarem a ele ainda durante a sua comissão nos anos que passou na guerra entre 1962 e 1964). 



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