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sábado, 31 de janeiro de 2009

Homenagem



Luanda - O grupo carnavalesco União Mundo da Ilha, do município da Ingombota (Luanda), será homenageado pela Comissão Central do Carnaval, durante o desfile 2009 do certame, a decorrer em Fevereiro próximo.

Angola press




Pensar e Falar Angola

Sábado Musical



Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"Café da Manhã"com José Rodrigues
27/01/09 - James Manzo, embaixador do Zimbábue


Café da Manhã
Com José Rodrigues

27 de Janeiro 2009

LAC 95.5 FM
Luanda Antena Comercial
Luanda-Angola



Esta semana, o director de informação da Luanda Antena Comercial, José Rodrigues recebeu pelo Café da Manhã o embaixador do Zimbábue em Angola, James Manzo.








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Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Hoje eu comento porque fico triste


Há uns dias eu li no blog Morro da Maianga:


A "mina" chama-se tratar de um visto para entrar em Angola, com base na "lei da gasosa", que ao que parece é o novo produto de exportação da economia angolana.
Na matéria que dedicou ao assunto o "Angolense" refere que o “negócio” em causa é antes mais produto do aumento exponencial do interesse de Angola como destino para um número crescente de portugueses (mas não só) que procuram no mercado angolano uma solução para os seus problemas sociais ou uma resposta aliciante para as suas expectativas mais empresariais.Esta procura parece traduzir, por outro lado, a situação de crise (recessão económica) que se vive em Portugal, nomeadamente, com as falências e o consequente aumento do desemprego, a aconselhar os portugueses a procurarem além-mar perspectivas mais animadoras para o seu futuro.O “negócio” chama-se obtenção de um visto para entrar em Angola, numa altura em que são cada vez mais notórias as bichas que se formam no Consulado de Angola em Lisboa. Ao que garantem as fontes do Angolense na capital portuguesa, a única solução para conseguir entrar no Consulado angolano é pernoitar nas suas imediações de modo a integrar a bicha das primeiras 50 pessoas que é o número máximo de solicitantes que são atendidos por dia.
O "Novo Jornal", o outro semanário luandense que se referiu a este assunto, revelou que o Consulado Geral de Angola em Lisboa vai ser alvo de uma inspecção devido às denuncias de o seu funcionamento estar a macular a imagem do país, nomeadamente com as dificuldades para atribuição de vistos de entrada e outros documentos.
O "Novo Jornal" destaca que entre os cidadãos portugueses que pretendem visitar Angola e têm maiores dificuldades, encontram-se os jornalistas, que muitas vezes vêem os seus pedidos pura e simplesmente recusados sem qualquer razão plausível e depois de mais de um mês de espera.

Hoje recebo estas fotos via e-mail:

fotos by P.

Não há necessidade. Já chegou a altura de sermos crescidos. Já se passaram anos, bolas. Os complexos devem ser enterrados nas covas fundas da História e devemos partir para a paridade, igualdade e fraternidade sem medos, sem falsos obstáculos ou moralismos.
Eu penso que neste momento de Crise Mundial, que afectará todos os países, uns mais que outros é certo, as sinergias podem ser benéficas para estes dois países, estes dois povos. O Mundo Lusófono deve ser uma Unidade dentro da identidade de cada um. As regras, claras, devem ser respeitadas.
Mas não façamos mais uma tempestade duma pequena chuva molha tolos.

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INFORMAÇÃO POPULAR 1


Pensar e Falar Angola

Escritores Angolanos - Adriano Botelho de Vasconcelos


O escritor angolano Adriano Botelho de Vasconcelos publica, hoje, em Luanda, a obra "O Amor é Sempre Agora – Antologia do Edem Angolano", em cerimónia a ser organizada pela União dos Escritores Angolanos (UEA) e pelo Instituto Camões, Centro Cultural Português.

Adriano Botelho de Vasconcelos nasceu em Malanje, em 1955.

Poeta, escritor e político angolano, publicou os livros de poesia "Vozes da Terra (1974)", "Vidas de Só Revoltar (1975)", "Células de Ilusão Armada (l983)", "Anamnese(1984)", "Emoções (1988)", "Abismos de Silêncio (1992)", "Tábua (2003)", "Olímias (2005)" e "Luanary (2007)".

Organizou várias colectâneas, entre ais quais "Boneca de Pano (2005)", "Colectânea do Conto Infantil Angolano", "Caçadores de Sonho (2005)", "Colectânea do conto Angolano", "Todos os Sonhos (2005)" e "Antologia da Poesia Moderna Angolana".

Editou os jornais Unidade e Luta (1974), Angolê, Artes e Letras (1984), Maioria Falante (RJ) e, ao longo da carreira, foi agraciado com o grande prémio Sonangol de Literatura – Ex-aequo (2003), pela obra "Tábua".



Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Angola na Imprensa (14)





O Jornal A Bola vai lançar edição em Angola
O jornal desportivo A Bola vai lançar uma edição angolana que, para já, será publicada três vezes por semana e composta por um caderno principal com notícias de Portugal e um suplemento dedicado ao desporto angolano.
O lançamento em Angola, uma operação já falada há alguns anos no jornal, foi decidido este mês e deverá ser formalizado segunda-feira, estando planeada a sua concretização para o mês de Fevereiro.
Segundo avançou fonte ligada ao jornal, a edição angolana será publicada às segundas, quartas e sextas-feiras e será impressa na gráfica Damer, empresa de capitais angolanos considerada a mais sofisticada do sector na África Austral.
A Bola, que comemora quinta-feira o seu 64º aniversário, tem uma tiragem de 120 mil exemplares, não sendo conhecidas as suas vendas já que este diário desportivo não disponibiliza essa informação à Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação.
A Lusa tentou contactar a Direcção e a Administração de A Bola, mas até ao momento não foi possível.
Diário Digital / Lusa


Pensar e Falar Angola

DNS

O DNS é uma Escola de Treino de Professores Alternativa
Com uma metodologia de ensino baseada no “aprende fazendo”, o DNS é uma educação moderna com a duração de quatro anos para o tipo de pessoas que aspiram fazer algo de extraordinário como professores, ou que talvez queira trabalhar com crianças ou jovens com necessidades especiais, como educadores ou porque não com Lideres de Projectos ou Instrutores de Desenvolvimento em áreas como o ambiente, desenvolvimento social ou econômico, desenvolvimento sustentado...os caminhos são muitos, mas a escolha é só uma...fazer a diferença.

Durante 30 anos a Escola Necessária de Treino de Professores( The Necessary Teacher Training college ou
Det Nødvendige Seminarium ) graduou cerca de 450 professores, 70% dos quais trabalham em escolas publicas ou privadas por toda a Europa e América do Norte, ou como Lideres de Projecto e Instrutores de Desenvolvimento em ONG’s em África, Ásia ou América Latina.

O ProgramaOs quarto anos no DNS incluem todas as disciplinas e exames necessários para obter o diploma numa educação “normal” de professores.

As disciplinas base são: “A Escola na Sociedade”, Didática Geral, Pedagogia, Psicologia e Filosofia da Vida/Cristianismo. Mais para a frente, cada aluno escolhe 4 disciplinas prioritárias de um total de dezoito praticadas nas escolas Dinamarquesas. Estas, devem cobrir pelo menos duas das três áreas: Humanidades, Ciência e Área Criativa.

Mas o mais importante é que..há muito mais a aprender nesta educação que apenas disciplinas...
Pode-se ver aqui os pontos básicos dos quarto anos:1ºAno "O Campo de Prática Internacional" Onde se Inclui o ponto alto deste período, uma viagem de 4 meses pela Ásia ( Índia, China...) . De seguida segue-se um período onde se desenvolvem as mais variadas actividades desde a elaboração de relatórios e “produtos” relacionados com a viagem ou a criação de uma peça de teatro que seguirá depois para uma competição teatral de inúmeras escolas Dinamarquesas, e muito mais...no fim o primeiro exame

2ºAno "O Campo de Prática Escolar inicial" Cinco meses de experiência de trabalho numa escola onde se tiram as primeiras ilações acerca do ambiente escolar . Depois, segue-se um período de estudos em Ciências Sociais baseadas na Europa Ocidental de preparação para mais um exame. Feito o exame pode-se então começar a preparação de um período de 3 meses chamado “Fazer a Diferença” onde a equipa se decide por um ou mais projectos que pretendem desenvolver neste imenso mundo.

3ºAno " O Campo de Prática Escolar na Sala de Aula "O 3º Ano reserva um período de práctica escolar diferente e alargado onde o objectivo é agora ser um professor de classe e ensinar diferentes tópicos, durante 10 meses, em escolas residências na Dinamarca. Inclui também um período de estudos ao qual se segue um par de exames.

4ºAno " O Campo de Prática Escolar Internacional" É aqui que se vai escolher a especialização que se quer seguir e depois ir trabalhar durante 8 meses em qualquer parte do mundo de acordo com as expectativas e interesses de cada um ( ...desenvolvimento educacional em África, trabalhar com crianças com necessidades especiais, colaborar com projectos educacionais de diferentes tipos, professor de classe numa escola publica...etc, etc...)

Que tem de especial o DNS? Eis alguns exemplos:
A Teoria e a Práctica estão sempre interligadas e em constante rotação. Por exemplo: O programa inclui dois anos e meio de prática escolar onde se integram as questões teoréticas e estudos a todas as respostas e conclusões a que se chega depois de um período de pratica e muitas discussões e debates com os colegas e professores acerca desse período.

Trabalho em Equipa e estilo de vida em Comunidade.Tu pertences a uma equipa que vai enfrentar uma educação em conjunto. Juntos, os planos irão ser feitos, executados, resolver os problemas económicos da equipa, sorrir, rir, chorar... tanta coisa que se partilha nestes 4 anos, que os torna inesquecíveis.

Descobre Viajando. Nestes 4 anos estás em constante movimento. Nunca estás parado seja fisicamente seja mental mente. Seja a viajar pela Ásia ou pela Dinamarca ou a viajar no teu sub-consciente de idéias e planos. Seja a conhecer o povo Africano seja a conhecer os teus colegas.

Contacta-nos!
DNS - The Necessary Teacher Training
College Skorkærvej 8, 6990 Ulfborg,
Denmark
FONTE DNS MAKING A DIFFERENCE






Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

AONDE VAMOS ?

Os políticos e os lideres em geral desfilam , de preferência na mídia internacional que dá mais estatura e assim se vão ... nos palácios da vida ou nos estádios .

E continuamos a assistir aos fogos nas florestas da Europa e em outras florestas inclusive na Amazónia , assiste-se ao tornados na América do norte e do sul sem se questionar as monoculturas , aos Tsunamis naturais ou económicos , tempestades e terramotos da vida em geral , aos degelos nos Pólos , ao aumento dos desertos na África e em outros continentes , ao aumento de carros e respectivas poluições , à poluição dos mares e seus lixos tóxicos e radioactivos , à diminuição da quantidade de peixes nos mares e rios , à fome e tantas outras situações que nos comprovam as tempestades presentes e futuras .

E os dirigentes mundiais de todos os quadrantes , com poucas excepções , orgulhosamente continuam soberbos na sua estaturas mentais e solicitam a seus parlamentos verbas extraordinárias para acudirem esporadicamente a estas situações que acham que podem dominar

E o protocolo de Kyoto continua nas entrelinhas da vida de todos e pouco se altera nesta desordem do mundo pois não interessa a alguns , políticos e outros .

E assim vamos todos , uma minoria que pensa e uma maioria obediente ou alienada , em toque de tambor , obedientemente perfilados .

É muito incomodo alterar este modus vivendi humano e isso certamente não interessa à minoria humana que comanda assim como a uma grande maioria que se incomoda muito com mudanças ou inovações pois pensar exige esforço .

As esmolas das ajudas para acudir nas tempestades vão saindo dos cofres dos governos e lavagens financeiras … até quando ?

Não é mais barato e profícuo cumprir o protocolo de kyoto e reconstruir uma economia menos consumista ?

.( Valdemar F. Ribeiro )

Escolas de Professores do futuro


Minimizando as insuficiências e proporcionando maiores as condições às zonas rurais, a ADPP desenvolve em parceria directa com o Ministério de Educação e Cultura, programas de formação de professores rurais. São preparados em Escolas que os habilitam, ao longo de cursos de cerca de 21/2 anos (dois anos e meio) de duração, a não só ensinar as crianças das comunidades em que são enquadrados, como a agir e a intervir como agentes de desenvolvimento.
Somos já 445 formados nas Escolas de Professores do Futuro da ADPP.

Mais 443 estão a concluir a sua apredizagem, em 6 províncias do país: Luanda,Bengo, Huambo, Benguela, Cabinda e Zaire.

Todos acreditámos e cremos que somar os conhecimentos à nossa nova experência, nos tornou e transformou emcidadãos mais capazes de compreender o nosso mundo e aprender uma nova formade estar, de o olhar, sentir e partilhar.


Fonte: DNS making a difference




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Cidades mais caras do mundo / Most expensive cities in the world!!




The most expensive cities in the world
Research by ECA International

THE MOST EXPENSIVE CITIES IN THE WORLD
ECA International survey (June 2008): Introduction Table: World Table: Europe Table: Asia
UBS survey (March 2008): Most expensive cities (Intro) World's most expensive cities (table) Richest cities by personal earnings (table) Richest cities by purchasing power (table
Mercer survey (July 2008): Most expensive cities
EIU survey (2007): Most expensive cities

RICHEST CITIES BY GDP
Introduction 150 richest cities in 2005 150 richest cities in 2020 Europe's richest cities


Most expensive cities in the world
Rank 2008
Rank 2007
Cities
Countries
1
1
Luanda Angola
2
2
Oslo Norway
3
4
Stavanger Norway
4
5
Copenhagen Denmark
5
3
Moscow Russia
6
9
Geneva Switzerland
7
8
Libreville Gabon
8
12
Zurich Switzerland
9
15
Basel Switzerland
10
17
Bern Switzerland
11
14
Helsinki Finland
12
6
Kinshasa Congo
13
13
Tokyo Japan
14
16
Abidjan Cote d'Ivoire
15
18
Yokohama Japan
16
21
Abuja Nigeria
17
11
St Petersburg Russia
18
7
Seoul South Korea
19
27
Paris France
20
20
Nagoya Japan
21
29
Berlin Germany
22
28
Vienna Austria
23
26
Istanbul Turkey
24
10
Central London UK
25
33
Strasbourg France
26
23
Dakar Senegal
27
36
Stockholm Sweden
28
31
Munich Germany
29
30
Kobe Japan
30
37
Rome Italy
31
41
The Hague Netherlands
32
38
Milan Italy
33
40
Brussels Belgium
34
47
Gothenburg Sweden
35
39
Dusseldorf Germany
36
46
Dublin Ireland
37
45
Ankara Turkey
38
62
Tel Aviv Israel
39
59
Jerusalem Israel
40
53
Toulouse

domingo, 25 de janeiro de 2009

SÓ FALTAM 2 ANOS


Ensino superior chegará no Moxico em 2010


Luena – O ensino superior chegará à Província do Moxico em 2010, segundo garantias dadas pelo Secretário de Estado para o Ensino Superior, Adão de Nascimento, no termo de três dias de trabalho ao Luena.

Segundo aquele responsável para o primeiro ano, serão administrados os cursos de ciências da educação e medicina, bem como os cursos técnico-profissionais de engenharia mecânica e de construção. Disse ainda que as aulas serão asseguradas por docentes angolanos devidamente capacitados em diferentes especialidades e com requisitos exigidos pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Quanto à questão de escassez de quadro no país, a fonte da Angop admitiu que serão recrutados docentes estrangeiros para algumas especialidades. Sem adiantar a nacionalidade dos docentes estrangeiros, Adão de Nascimento assegurou que todos os contactos estão avançados para vinda dos mesmos ao país aguardando apenas o término das obras da empreitada prevista para os finais do presente ano.

O Secretário de Estado para Ensino Superior revelou que a instituição que dirige vai conceder bolsas de estudo, este ano, aos quadros docentes locais para cursos de bacharelato e mestrado para o exterior do país, que poderão leccionar no futuro instituto superior politécnico.

A implementação do ensino superior na província do Moxico enquadra-se nas orientações do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, no âmbito da politica de extensão da rede universitária em todo o país. Acompanhado por funcionários de seu gabinete e a convite do governo da província do Moxico, Adão do Nascimento regressou hoje à capital do país (Luanda), depois de avaliar as condições que estão a ser criadas para o ensino superior no Moxico.
ANGOP


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(49) Àgora - Cidadão de Luanda



Restam em Luanda muito poucas estátuas, peanhas ou bustos do tempo colonial, teimosamente permanece a de Manuel Alves da Cunha, no jardim fronteiro ao edifício onde funciona a Universidade Católica de Angola.
Monsenhor Alves da Cunha foi uma figura incontornável na sociedade angolana desde que desembarcou nas Portas do Mar em Dezembro de 1901. As Portas do Mar eram o local onde as barcaças atracavam, com os passageiros que vinham em navios que ficavam fundeados na baía, e que era precisamente em frente ao Rialto, ali no largo dos Correios. 
Tendo falecido em 1947, Alves da Cunha foi bem a imagem das relações estreitas entre a política e a religião, nos primeiros cinquenta anos do século passado. O Dr. Cunha veio para Luanda como vigário geral de um bispo de nome António Gomes Cardoso, e à morte deste em 1904, foi sendo sucessivamente nomeado pelos bispos que se seguiram, que por contingências diversas permaneciam pouco tempo no lugar, já que quase todos iam morrendo, pois a cidade era lugubremente doentia para certas pessoas que vinham da então metrópole.
Monsenhor Alves da Cunha foi durante 46 anos, um verdadeiro florentino. Contava-se em Luanda, aí pelos anos 30 uma história em que o monsenhor saindo do Paço episcopal, na cidade alta, passava pela estátua de Salvador Correia e parava, olhava para o alto da peanha e dizia: “Oh, Salvador Correia, aqui em Angola só os dois é que não comemos!”.
Alves da Cunha combateu tenazmente a “escravatura”, e foi o dinamizador da presença de Angola, com uma representação valorosa na “ Exposição colonial do Porto” em 1935, onde expôs a sua valiosa exposição etnográfica. 
A sua actividade mais relevante foi a criação do Liceu em 1919, uma velha aspiração das forças vivas da colónia, tendo movimentado muitos esforços para se iniciar nesse mesmo ano as aulas, tendo sido ele um dos professores iniciais, não exigindo qualquer contrapartida do seu trabalho.
Foi vereador e vogal da Comissão administrativa de Luanda, entre 1914 e 1936, uma vezes de forma mais ou menos participada, mas sempre empenhado. Foi com Alves da Cunha que se urbanizou a zona do Maculusso e se ordenaram alguns bairros operários, obviamente com a inerente estratificação racial, que o colonialismo sempre desenvolveu como forma de domínio. Foi nessa altura que se começaram a criar estruturas para a municipalização das águas, a construção do matadouro, que era no Kinaxixe, ao lado de um belo edifício dos serviços pecuários, que foi vítima da sanha do camartelo, algo que acontece de tempos a tempos na “nossa cidade capital”, como dizia o saudoso Francisco Simons.
No domínio do saneamento, começou a exigir a construção de fossas sépticas e começou a estrada que ligava junto ao mar, a Samba à baía. Equilibrou as finanças municipais e criou códigos de regulamentos, posturas e emolumentos exigentes.
Foi ele que dinamizou a construção da Igreja e missão de S. Paulo, e era provavelmente a pessoa com maior importância na cidade, a quem muitos se dirigiam para ver satisfeitas algumas das suas pretensões.
Obviamente, que uma personagem deste quilate, na Luanda eternamente mesquinha e nalguns aspectos pacóvia, as histórias sobre Manuel Alves da Cunha abundavam, e esta reflecte bem a importância e a bonomia do homem.: Um rapaz chega a Luanda sem recomendações, e em vão vai procurando emprego.Cansado senta-se na peanha do Salvador Correia, em frente ao Paço Episcopal, e passa um indivíduo que lhe pergunta de onde era; Ele disse que era perto de Aveiro e que queria um emprego, ao que o outro disse, a gozar, para escrever uma carta ao Salvador Correia. O rapaz assim fez, mas lembrou-se que não tinha pedido a direcção e resolveu ir ao sítio onde tinha estado, para perguntar a alguém a direcção da pessoa, que pelos vistos era muito conhecida na terra. Perguntou ao primeiro que viu, a direcção, ao que o interpelado, respondeu que era um tipo de barbas compridas e brancas, que todos os dias passava ali. Apareceu o sacerdote, que coincidia com a descrição, ao que o rapaz perguntou, se ele era Salvador Correia, a que Alves da Cunha disse, que sim, e depois de ler a carta, mandou-o ir no dia seguinte ao Paço, onde lhe indicou o governo geral, onde o empregaram como jardineiro, e lhe disseram que quem ele andava à procura tinha morrido há 360 anos.
Já agora, a estátua está sem algumas letras, pelo que se pede que coloquem as que faltam, ou se tiram as que estão, para que não seja a actual situação motivo de dichotes.
12/12/08


Pensar e Falar Angola

Afrikya na LAC
Podcast de 25 de Janeiro de 2009






Posted by Toke



Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Palanca negra


A Palanca Negra, foi listada como uma espécie ameaçada na Lista Vermelha da UICN, em 2006 (IUCN: União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais).

O místico animal, orgulho nacional, não era avistado há mais de 20 anos a qual se considera quase extinta devido ao abate de carnes, caça furtiva e guerra civil em Angola.

A Palanca Negra, uma enorme criatura, elegante, com chifres protuberantes dobrando-se para a parte traseira de sua cabeça, sempre foi percebida como um ser sagrado pelos habitantes locais. Essa reverência e atitude para com a Palanca Negra é um dos motivos por que ela sobreviveu, caso contrário não restaria nem um exemplar. Temos de a proteger!


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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Angola Na Imprensa (13)


Brasileiros restauram "Palácio de Ferro" de Angola

LUANDA, 19 Jan 2009 (AFP) - Símbolo do renascimento da capital de Angola depois de 27 anos de guerra civil, o "Palácio de Ferro", restaurado pela construtora brasileira Odebrecht, é uma estrutura única projetada pela escola de Gustave Eiffel que ressurgiu da ferrugem e do abandono para virar um centro cultural.

A recuperação econômica do país de língua portuguesa rico em petróleo, que disputa com a Nigéria o posto de líder em produção do combustível na África subsaariana, se reflete em várias obras públicas em Luanda.


A capital, onde se refugiaram milhões de angolanos que fugiam da guerra, é cenário da construção de estradas e edifícios modernos. Ao invés de demolir os prédios históricos danificados, o município decidiu restaurar os imóveis.


"A história do Palácio de Ferro conserva seus mistérios", afirma Emanuel Caboco, do Instituto Nacional Angolano para a Herança Cultural.


"Não há arquivos sobre esta obra, mas pensamos que data de 1890", acrescenta.


O edifício, construído na Francia por partes para Madagascar, teria sido interceptado pelos colonos portugueses quando o navio que o transportava foi obrigado a atracar na costa atlântica do continente, bloqueado pelas fortes correntes da Skeleton Coast.


"Diante da falta de documentos da época é impossível dizer por quê chegou aqui e não foi transportado até Madagascar", afirma Caboco.


"Pensávamos que havia sido desenhado por Gustave Eiffel. Depois soubemos que por razões de datas deve ter sido obra de um de seus alunos".


A estrutura de dois andares parece ter sido utilizada como centro de exposições de arte até a saída dos portugueses, na independência de Angola em 1975.


O Palácio de Ferro, como todos os edifícios da época, foi abandonado durante a longa guerra civil que explodiu com a independência.


Com o passar dos anos, vários sem-teto se refugiaram no local. Há pouco tempo, os habitantes da capital utilizavam o terreno como estacionamento.


Depois de dois anos de obras financiadas pela empresa paraestatal de extração de diamantes Endiama, o Palácio exibe com orgulho atualmente os muros amarelos e as balaustradas de aço, como um símbolo do renascimento da cidade.


A Odebrecht começou os trabalhos com a retirada das partes destruídas.


"Depois isolamos, parte por parte, o que restava do edifício", conta Alan Cunha, um dos engenheiros que supervisionaram os trabalhos.


"Alguns pedaços estavam em boas condições, mas outros tiveram que ser reparados e os enviamos ao Brasil de avião", completa.


As peças muito destruídas tiveram que ser fabricadas no Rio de Janeiro, já que nenhuma indústria viável sobreviveu à guerra civil em Angola.


Agora que a restauração terminou, os moradores se perguntam sobre o futuro da estrutura.


Para alguns, o Palácio de Ferro abrigará um museu de diamante. Outros afirmam que o andar superior foi preparado para receber uma cozinha industrial e que o Palácio será transformado em restaurante.


A Endiama ainda não tomou uma decisão.


"A decisãp deve ser tomada pelo ministério da Cultura. São os responsáveis pelo projeto. A única coisa que nós fizemos foi entrar com o dinheiro", afirma Cláudia Caldeira, porta-voz da empresa de diamantes.



Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

IMPRENSA REGIONAL E LOCAL EM ANGOLA (I)

Retirado do BLOG Serra da Chela



O AGORA, semanário de grande informação, completou, com alguma pompa e muita circunstância, neste fim-de-semana, o seu décimo segundo aniversario.
Fruto da “ teimosia” de alguns escribas cá da praça, que optaram por romper as barreiras do formalismo dos tempos que se seguiram a tímida abertura democrática no última década, 11 jornalistas decidiram dar corpo á um dos mais projectos jornalísticos privados de Angola.
Com o propósito de falar sobre a data e o rumo do nosso jornalismo convidei o Aguiar dos Santos para o espaço de grande entrevista no programa “ Discurso Directo” da Ecclesia. Foi directo como sempre, tendo falado do passado e do presente, mas também do futuro. Aguiar dos Santos disse “ enquanto for director do Agora, o jornal não vai desaparecer”, numa clara alusão ao surgimento de projectos jornalísticos aparentemente mais “ folgados” financeiramente e mais aptos a captarem para si a já rara fauna jornalística com “J” maiúsculo.
Mas a reflexão sobre a imprensa regional e local é a que mais chama a atenção. Ana Faria, jurista, foi convidada a falar sobre o assunto.
Em zonas remotas de Angola não há um jornal local, uma rádio regional (fora da alçada do poder) ou um mecanismo para a distribuição de jornais ou revistas que se imprimem em Luanda. Está tudo concentrado em Luanda.
Se no passado a Huíla e Benguela tinham experiências neste capítulo, as coisas parecem hoje mal paradas. O jornal “ Kessongo” de Benguela tem dificuldades de sobrevivência. O “Chela Press” tem hoje uma tiragem aquém das expectativas.
O Cruzeiro do Sul, que tinha redacções espalhadas pela Huíla, Huambo, Cunene e Menongue, encontra dificuldades para se manter fora da capital. O jornal huilano “ Omukanda” desapareceu de circulação no Lubango, quando os seus redactores emigraram para Luanda ou perderam a vida. O Lubango ficou sem uma publicação local e que fale das gentes locais.
Hoje apenas se vive de pequenos boletins, geralmente, ligados a igreja católica ou a organizações não governamentais.
Quanto as rádios á situação são pior. Faltam rádios comunitárias, estações privadas no verdadeiro sentido da palavra ou uma rádio que por exemplo localizada no Lubango emita também para o Namibe, o Cunene ou o quanto Kuando Kubango, aquilo a que chamamos de “ estação de rádio regional”, com o auxílio de repetidores em FM. Uma rádio dessas teria uma grande influência na vida das comunidades locais, mesmo com as receitas publicitárias estarem a grande forma agora no sul do país.
Outro ponto, é a necessidade de se criarem Centros de Imprensa a exemplo de Luanda (tarefa das direcções províncias de comunicação social) ou a constituição de Clubes de Imprensa (tarefa dos jornalistas). Benguela é uma das poucas províncias que estabeleceu o seu Clube de Imprensa.
Cada uma das estruturas teria a possibilidade de facilitar a articulação entre os jornalistas locais e aqueles que enviados ou de férias cheguem ao interior.





Pensar e Falar Angola

Escola de Samba TOM MAIOR - S. Paulo, Brasil

Além de homenagear a influência da cultura africana nos hábitos dos brasileiros, a escola de samba Tom Maior pretende ultrapassar a crise económica e surpreender com uma homenagem ao sambista Martinho da Vila. A escola será a quarta a desfilar em São Paulo, em 20 de Fevereiro, e promete agitar a avenida com a história da reconstrução de Angola.


Veja fotos dos preparativos da escola

Enfrentamos grandes dificuldades com a crise em 2008 e acabamos inclusive perdendo nossa quadra em Pinheiros, já que o terreno foi vendido para a construção de um complexo de prédios. Estamos provisoriamente na Barra Funda, mas já sabemos que teremos que sair. Apesar desses problemas, estamos preparando um carnaval maravilhoso”, diz o presidente da escola, Marko Antonio da Silva, eleito aos 17 anos e está no cargo há 24 anos.


Nathália Duarte

Para contar a história da reconstrução de Angola, desde a guerra civil e a luta pela independência do país, Marco Aurélio Ruffinn, o carnavalesco, no seu 16º Carnaval pela escola, vai apresentar 24 alas e cinco carros alegóricos para abrigar os 3,8 mil componentes da escola. “Vamos levar ao público uma nova Angola, um país livre e sua reconstrução física, econômica, cultural e espiritual, que é o que está acontecendo lá agora. Nosso objetivo é homenagear e enaltecer a história de um país que influenciou fortemente nossos hábitos e a cultura brasileira”, diz Ruffinn.


O enredo foi ideia do próprio carnavalesco, em parceria com o sambista Martinho da Vila, que também será homenageado e desfilará pela escola ao lado de sua família. “Martinho tem uma ligação muito forte com a escola. O nome da escola foi inspirado em uma música dele. Além disso, Martinho sempre se dedicou muito a divulgar a cultura angolana, então achamos que esse enredo completa e homenageia a tríade Tom Maior, Martinho da Vila e Angola”, afirma.

Nathália Duarte

Além de Martinho da Vila, a Tom Maior vai desfilar com outros destaques como Frank Aguiar, Luiza Ambiel, Aílton Graça e Tânia Oliveira. Como madrinha de bateria, a escola terá a dançarina Adriana Bombom.

Ainda na bateria, uma surpresa: a rainha de bateria Andreia Gomes deve desfilar grávida de oito meses. À frente da bateria, o piloto de Stock Car Carlos Alves, conhecido como Mestre Carlão, vai comandar 262 ritmistas na avenida.

Sem dar detalhes, Ruffinn adianta que a maior novidade da Tom Maior na avenida será a simulação de uma guerra em pleno sambódromo.



Pensar e Falar Angola

domingo, 18 de janeiro de 2009

(48) Àgora - Jean Depara percurso de um fotografo angolano



Bilbao é provavelmente uma cidade que fica fora de quase todos os circuitos de referencia, para gentes com grande dinamismo para o negócio, para o ócio e acima de tudo para fazerem de beócios.
Faz agora um aninho, que aproveitei um périplo pelo País Basco, e tive oportunidade, melhor dizendo, criei a oportunidade, de ir ver a exposição 100% África no museu Guggenheim, essa verdadeira obra prima de Frank Gehry, que transformou a degradada zona, da decrépita industria metalo-mecânica de Bilbau, num espaço apelativa à modernidade e á fruição dos bilbaínos, em torno de um edificio que será uma obra imorredoira.
Durante seis meses, essa museu acolheu uma exposição de trinta e cinco artistas da África subsaariana que mostraram numa colectiva de artes-plásticas e fotografia, argumentos artísticos que os europeus nunca tinham visto em termos de um conjunto tão diversificado.
Neste edifício, onde acaba por ser difícil as pessoas alhearem-se do espaço criado, por muito que o revisitem, todo o 3º piso foi ocupado por esta exposição, que se deveu a Jean Pigozzi, um suíço, herdeiro dos patrões da Simca, com um misto de profissional e de diletante como fotógrafo, riquíssimo, e que desde 1989 com a colaboração do seu conservador André Magnin, tem adquirido em África tudo o que acha que valorize a sua colecção, que é já a maior colecção de arte contemporânea africana com um acervo de milhares de obras diversas.
Nesta exposição de 25 artistas, que a CAACART da Pigozzi Colection e o Guugenheim de Bilbao deram a conhecer, releva-se o facto de entre algumas obras de alguns desconhecidos, ou menos conhecidos, estarem trabalhos de Abu Bakarr Mansaray, (1970), da Serra Leoa, e Pascale Marthine Tayou (1967) dos Camarões e de Pathy Tshindele (1976) de Kinshasa. Notou-se contudo algum desiquilíbrio pois de Moçambique estava apenas Titos Mabota(1963), da África do Sul apenas Esther Mahlangu (1935) e ninguém de Angola.
Se nas artes plásticas não encontrámos nenhum angolano, já na fotografia encontrámos Jean Depara, que nasceu em 1928 em Kboklolo no norte de Angola, e chega a Kinshasa em 1951, cidade onde acidentalmente pega numa Adox e começa a fotografar, tendo deixado de o fazer apenas quando da sua morte em 1997, na cidade onde se casou e viveu desde o dealbar dos anos 50.
Depara nos trabalhos expostos, mostra a noite em Kinshasa e noutras cidades da RDC, onde há fotos notáveis das rumbas, cha-cha-chas, bem como muitos testemunhos de night-clubs, principalmente onde actuava o cantor “zairense” Franco, tendo nessa altura aberto o estúdio Jean Whisky Depara, onde até ao seu encerramento em 1989, a fotografia a preto e branco testemunhou três décadas da noite congolesa.
Paradoxalmente, as suas fotos só começaram a ser expostas na Europa e em África, depois da sua morte, quando Pigozzi comprou todo o seu acervo.
Era bom que em Angola pudessem ver uma exposição de Jean Depara, nem que fosse só com as fotos que vi no Guggenheim, pelo que creio que há-de haver vontade bastante, para que isso possa ser uma realidade em breve.
Para já o que posso dizer é que na Tate Modern em Londres, e até 31/3/09, Seydou Keitha do Mali tem uma exposição de fotos, que mostram um quotidiano interessante, polvilhado de gentes de Bamako.
Confesso que fiquei maravilhado com o que vi, naquela visita à referencia maior de Bilbao, que é uma das cidades europeias mais equilibradas arquitetónicamente dentro de um conceito de cidade de vale e montanha, e onde se tem desenvolvido ao longo de décadas propostas de urbanismo interessantíssimas.


Fernando Pereira
10/12/08

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