A Efeméride Nacional

11 DE NOVEMBRO DE 1975

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Uma reflexão

outubro 11, 2017 0
http://www.angola24horas.com/index.php?option=com_k2&view=item&id=8551:a-mudanca-e-agora&Itemid=649
Na política, as palavras têm significado. "Melhorar o que  está bem e corrigir o que está mal" O slogan usado pelo vencedor das eleições de 23 de agosto de 2017 durante sua campanha é muito cativante e prometedor em termos de estratégia discursiva. Despertou a curiosidade dos especialistas em particular na comunicação política e, ao mesmo tempo, a vigilância dos angolanos nos próximos cinco anos.
Por Pody MINGIEDI, Politólogo - Genebra, Suíça
É responsabilidade dos novos governantes  do país não decepcionar. Claro, o MPLA ainda está no poder. Para marcar a diferença com o passado, seria necessário avançar rapidamente para as mudanças notórias. Um diagnóstico é necessário para ter um inventário melhor.
É com base nesta avaliação que o novo governo tentará tomar medidas adequadas. Não é suficiente alterar o produto como foi apresentado até a data da eleição. A mudança de conteúdo e embalagem é crucial.
Como ilustração, vale lembrar o que aconteceu em Benin em 1991. Após vários anos de gestão do país sem compartilhar, o presidente Mathieu Kérékou organizou eleições livres em seu país. ele foi vencido por seu oponente, Nicéphore Soglo, ex-Alto Funcionário do Banco Mundial, levantando a esperança de todo um povo. Após um período de cinco anos, ele foi vencido pelo mesmo Kérékou.
A moral da história é que os anos passam tão rapidamente que Soglo não teve tempo de cumprir suas promessas feitas durante sua campanha eleitoral.
O mesmo cenário pode acontecer em 2022 se o novo governo passar por erros. Para evitar uma possível implosão do partido ao poder a longo prazo, uma nova era deve ser aberta privilegiando a competência à custa de considerações partidárias. Oo país estando em reconstrução após várias décadas de conflito armado, seria ilusório argumentar que o monopólio da gestão por um partido político pode ajudar a reparar os danos do passado nos próximos cinco anos.
O fardo é tão pesado que requer muitos braços para carregá-lo. A renovação da classe política e a abertura à sociedade civil estão entre outros os elementos que merecem contribuir para a reflexão na tomada das decisões dos líderes recém-eleitos. Para que a luta contra a corrupção seja credível e eficaz, seria crucial configurar rapidamente uma estrutura independente que tivesse o poder amplo de denunciar e sancionar os corruptos e corruptores.
A apropriação indevida de fundos públicos e o problema dos recursos mal adquiridos serão objecto de condenações inequívocas, independentemente das identidades dos autores.
O encorajamento das denúncias espontâneas deve ser fortemente apoiado por uma lei proposta e votada pelo parlamento. É verdade que a transição política em Angola tem sido um sucesso e deve servir de referência para outros países do continente africano. Seria decepcionante se não fosse seguido pelos resultados em termos de mudanças neste caso,à maneira de governar.


Pensar e Falar Angola

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Caminho Longo

outubro 10, 2017 0

No próximo dia 13 de Outubro, temos o grato prazer em receber um nosso compatriota e associado antigo da nossa "Casa". Será um evento especial na apresentação da sua obra "Caminho Longo"; convidamos todos os admiradores e amigos de Jaime de Sousa Araújo a estarem presentes e assim honrarmos os seus 97 anos.


Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

(DES)construção - CDC Angola

outubro 09, 2017 0
Nos dias 14 e 15 de Outubro a Companhia de Dança Contemporânea de Angola vai repor a peça, (Des)construção, da coreógrafa convidada Mónica Anapaz, estreada no mês de Junho, no Camões – Centro Cultural Português, em Luanda.

De uma forma livre de preconceitos, este trabalho recupera e reorganiza, em diferentes situações cénicas, um património cultural tradicional, sem o esvaziar da sua essência. Estabelecendo um diálogo entre o antigo e o novo, propõem-se outros universos onde a (re)significação é utilizada como proposta para a continuidade.

LOCAL:  Casa das Artes (Talatona)
DIAS E HORAS:  Sábadodia 14, às 19.30 H |  Domingodia 15, às  18.00 H.
BILHETES: Os bilhetes serão vendidos no local da apresentação, ao preço de 5.000 Kwanzas ou reservados através do contacto telefónico 925 155 887
NOTA: Não é aconselhável a presença de crianças com menos de dez (10) anos de idade. 

Recordamos que esta companhia, à qual se deve a grande transformação do panorama da dança em Angola, foi fundada em 1991, é membro do Conselho Internacional da Dança da UNESCO, possui um historial de centenas de espectáculos apresentados em Angola e no exterior, com cerca dezenas de obras originais, sendo hoje a referência da dança cénica angolana no mundo.

Com quase 26 anos de existência, a CDC Angola ocupa um lugar privilegiado na História de Angola, ao ter semeado o “novo” no vasto terreno da dança onde continua a desenvolver um trabalho artístico único e original.

No mês de Novembro a CDC Angola segue para uma tournée internacional por Portugal e Espanha. 

A foto em anexo é do fotógrafo Rui Tavares, pelo que agradecemos a inclusão dos respectivos créditos em caso de publicação da Nota de Imprensa em Anexo.

Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

KALUANDANDO

outubro 04, 2017 0

Detalhes
CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS
em Parceria com a 
FÁBRICA DE SABÃO DO CAZENGA


KALUANDANDO.COM” 

Exposição colectiva, itinerante e multidisciplinar 

Participação de 21 Artistas 

Álvaro Macieira, Ana Paula Sanches, Binelde Hyrcan, Caetano Tomás, Casca|Pedro Pinto, Cristiano Mangovo, Fisty, Grácia Ferreira, Horácio Mesquita, Kidá, Luís Cebolo, Marcela Costa, Olga Medeiro, Ondjaki, Paulo Amaral, Paulo Kussy, Raúl Rosário, Sanguito, José Pinto, Thó Simões, Trigo Limpo 

No dia 03 de Outubro de 2017 (3ª feira), às 18H30 no Camões/Centro Cultural Português (Av. de Portugal nº 50), será inaugurada a exposição colectiva, itinerante e multidisciplinar “KALUANDANDO.COM, numa parceria com a “Fábrica de Sabão do Cazenga”. 
A exposição ficará patente ao público no Camões/Centro Cultural Português até dia 27 de Outubro, seguindo depois para a Fábrica de Sabão do Cazenga, onde ficará patente de 04 a 30 de Novembro 

SOBRE A EXPOSIÇÃO

KALUANDANDO.COM vai reunir obras de pintura, fotografia, gravura, grafite, instalação, cerâmica e tapeçaria. Um trabalho artístico colectivo que vai construir o diálogo entre dois pólos da mesma cidade. Um diálogo entre o centro e a periferia, entre o centro e o musseque, entre o asfalto e a terra batida, envolvendo uma diversidade de artistas de diferentes expressões e diferentes gerações, todos eles, de um modo ou outro, também kaluandas. Cada um dos 21 artistas, no seu estilo e rasgo criador próprios, vai pôr em evidência antagonismos, contradições e contrastes, mas, certamente, também muitos pontos de contacto e afinidades que marcam o perfil de Luanda. Proximidades, quiçá, alimentadas pelo “Espírito Kaluanda”, evocado por autores e artistas ao longo dos tempos e, recentemente, reinventado por António Ole num dos seus últimos trabalhos. 

O vasto universo “Kaluanda”, que alberga um mosaico, cada vez mais diversificado, de realidades económicas, sociais, sociológicas, culturais, pessoais e afectivas, na sua dinâmica própria de renovação e transfiguração, ao longo da história, permanece como fonte inesgotável de pesquisa, descoberta e inspiração para académicos, escritores, poetas, sociólogos, músicos, pintores, escultores, e todos os criadores em geral. 

SOBRE OS ARTISTAS

ÁLVARO MACIEIRA é jornalista, escritor, artista plástico e consultor cultural. Nasceu a 13 de Maio de 1958, na vila de Sanza-Pombo, na Província do Uíge.
Como jornalista, foi Editor de Cultura na Angop – Agência Angola Press, onde começou em 1983, no Jornal de Angola e no semanário “Correia do Semana”. Colaborou para a Rádio Nacional de Angola, Televisão Pública de Angola e Tribuna Cultural da BBC – Londres, em Língua Portuguesa, a partir de Luanda. 
Durante mais de 20 anos, dedicou-se à investigação dos vários aspectos da vida cultural angolana, percorrendo o páis e tomando contacto com a realidade nacional, consolidando os conhecimentos que lhe vêm da sua vivência rural e do privilégio de ter viajado desde muito jovem pelas inúmeras regiões de Angola.
O paradigma da sua inspiração pictórica é a poesia, a filosofia dos provérbios, os contos, as histórias que ouviu na sua infância rural, o contacto com as artes e as tradições africanas, as viagens, os museus que tem visitado pelo mundo e os lugares e sítios de memória. 
Com o pintor alemão Horst Poppe e o angolano Augusto Ferreira fundou em 2002, o conhecido grupo Conexão Cultural (www.conexao-cultural.com). Em 8 anos de intercâmbio e diálogo artístico ora na Alemanha, ora em Luanda, Álvaro Macieira e o seu colega alemão fizeram várias exposições e pinturam juntos 108 obras conjuntas de pequenas e grandes dimensões. Três das suas obras estiveram expostas no Nord Art 2009, tida como a maior exposição colectiva de artes plásticas do ano realizada em Randsburg, norte da Alemanha. 

ANA PAULA SANCHES nasceu em Luanda. Fez o curso de Monitora de artes plásticas na UNAP, juntamente com Marcela Costa, Jorge Gumbe, Helena Castilho, Van, Helga Gambôa Cecília Amaral e Filomena Coquenão.
Trabalhou em Lisboa com António Inverno, serigrafista e com o arquitecto Troufa Real. 
Autodidacta, especializou-se em tapeçaria, tecelagem e tinturaria.
Em 2017, realizou a sua primeira exposição individual no Camões/Centro Cultural Português intitulada “Estudos Sensoriais – a poesia das coisas materiais”. 
Participou em algumas exposições colectivas.
Fez alguns trabalhos de curadoria, designadamente:
- Exposição de fotografia de José Rocha, Elinga Teatro, 2010;
- Exposição de Artes Plásticas de Eleutério Sanches, Camões/Centro Cultural Português, 2015;
- Exposição colectiva e Itinerante de Artes Plásticas “Olongombe”, Camões/Centro Cultural Português, 2015.

BINELDE HYRCAN nasceu em 1982, em Luanda, tendo passado os primeiros anos da sua vida em Angola. Durante a sua infância a guerra em Angola marcou-o profundamente, pelas mortes e pela destruição maciça na cidade. Binelde Hyrcan é o mais novo de uma família de 13 crianças. Logo cedo sentiu o desejo de construir muros para se proteger contra um mundo de desespero.
Quando tinha 10 anos construiu uma bicicleta gigante de pedaços de sucata de ferro que encontrou ao lado de sua casa. Já na sua infância era visto como um grande engenheiro, também costurava pára-quedas para cães e gatos. Considerado inventido e “enfant terrible”, a premissa do seu trabalho foi sempre evidente. Na sua adolescência, estudou em França e foi em Nice que começou os seus estudos artísticos. 

CAETANO TOMÁS, trabalhou, em 2017, a obra “Uma merda que se chama arte”, escrita por Caetano T. Forriel e direcção de Marcela Garcia Oliveira (cubana). Em 2016, foi vencedor da temporada de Monólogo pela Cena Livre, com o espectáculo “Grito”, uma adaptação do livro “Sagrada Esperança” de António Agostinho Neto e direcção de Adorado Mara. No mesmo ano trabalhou com o Elinga Teatro na peça “Porque é Cuba”, com direcção de José Mena Abrantes. 
Em 2014, apresentou a peça “Mulher com M e Homem sem H”, escrita por Caetano T. Forriel. Direcção de Afonso Zamunda, docente do ISART.
Em 2013, participou do projecto da lusofonia com a peça “Mcbeth”. Direcção de Rui Madeira. 
Em 2012, apresentou a obra “Viagem”, escrita por Caetano T. Forriel. Direcção de Adorado Mara. 
Oficinas:
Oficina de dança e teatro, oferecida pelo Ministério da Cultura, em 2013.
Oficina de dança, oferecida pela Alliance Française de Luanda, com o professor Colibali, em 2014.

CASCA | PEDRO PINTO nasceu em 1976, em Alverca, Lisboa. É um dos poucos artistas luso-angolanos no mundo da arte contemporânea nacional. É um artista auto-didacta que sempre apreciou o mundo das artes plásticas, acreditando que é uma paixão e fervor da sua vida. Como qualquer artista quando cria uma obra, é inevitável não passar o que realmente é e sente para as suas criações. Ficou conhecido pelo trabalho de cenários que fez para a TEA Club, teatro musical no Cine Atlântico, em Luanda. Fez a sua primeira exposição colectiva com o artista plástico Guilherme Mampuya, no Hotel Términus, Lobito. 

CRISTIANO MANGOVO, nasceu em Cabinda, em 1982.
Prémios 
Julho 2014 – Menção Honrosa em Escultura, Prémio EnsArt’14, Camões/Centro Cultural Português, Luanda 
– Menção Honrosa em Pintura, Alliance Française, Luanda 
Fevereiro 2014 – 1º Classificado e Prémio do Público do Prémio ‘’Mirella Antognoli Argelá’’ de Pintura e Escultura Artistas Angolanos, organizado pela Embaixada da Itália em Angola ONLUS, Galeria Celamar, Luanda 
Maio 2007 – 5º Classificado do “Concurso da Francofonia», Sociedade Francofonia, Kinshasa, RDC 
Junho 2006 – 3º Classificado do “Concurso Nacional/Regional» sobre “Promessa de Igualdade” pelo Fundo das Nações Unidas para a População, Kinshasa, RDC 
Novembro 2005 – “Prémio Especial do Concurso do Fundo das Nações Unidas para População sobre “Promessa de igualdade, violência e desigualdade sexual feita às mulheres”, Kinshasa, RDC

FINEZA SEBASTIÃO TETA | FISTY, nasceu em Luanda, em 1977.
Exposições Individuais 
2014 – Divergente, Camões/Centro Cultural Português, Luanda 
2015 – As Cores da Liberdade, Memorial Dr. António Agostinho Neto, Luanda 
Exposições Colectivas
2005 – Expo Japão
2007 – Expo Zaragoza
2010 – Expo Coreia do Sul 
2012 – Bienal de Veneza
2015 – Expo Milão 
Prémios 
1988 – Menção Honrosa, Prémio EnsArte’88, Luanda 
2007 – Prémio Juventude, Prémio EnsArte’07, Camões/Centro Cultural Português, Luanda
2014 – Prémio de Pintura, Prémio EnsArte’14, Camões/Centro Cultural Português, Luanda

ENGRÁCIA FERREIRA DOS SANTOS (GRÁCIA FERREIRA) nasceu em Luanda, em 1973. Concluiu o ensino médio de artes plásticas defendendo o trabalho final de escultura com o tema “diferença conceptual entre estatueta e estátua”. Entre 1998 e 2001, foi professora de Educação Visual e Plástica e Formação Manual Politécnica nas Escolas Ngola Mbandi, Colégio Sol Nascente, em Luanda. Para além da docência tem participado em exposições como artista plástica. Encontra-se a frequentar a licenciatura de Arquitectura na Universidade Lusófona, Lisboa. 

HORÁCIO MESQUITA nasceu em Benguela, em 1953. Estudou na Escola de Cerâmica Bordalo Pinheiro, em Portugal. Frequentou um estágio na fábrica de cerâmica SECLA, especializando-se em cerâmica industrial termodinâmica. Especializou-se na tecnologia de metais e construção de máquinas de fundição no Algarve. Quando regressa à sua terra natal, dedica-se à cerâmica e ilustração de selos para os Correios de Angola. É desenhador das notas monetárias de Angola há mais de 20 anos. Actualmente é consultor do BNA. 

ANTÓNIO FELICIANO DIAS DOS SANTOS “KIDÁ” nasceu em 1961, em Sassa-Cária/Dande, Província do Bengo. 
Prémios 
- 1987 – Prémio Nacional de gravura UNAP/87 
- 1999 – Prémio Cidade de Luanda em Artes Plásticas/gravura
É autor da logomarca de Angola na Expo-Zaragoza, Espanha, 2008

LUÍS CEBOLO, nasceu em 1968, na Bibala, Província do Namíbe. Trabalha como formador e suporte em tecnologias de informação para diversas entidades. Possui um vasto conhecimento em análise e desenvolvimento de sistemas. 

MARCELA COSTA, nasceu no Golungo Alto, Província do Kwanza Norte. Fez a sua formação em Luanda, no Instituto Industrial, onde concluiu o Curso de Artes Visuais e posteriormente, o Curso de Instrutor de Artes Plásticas. Em 1984, mudou-se para a Suécia, tendo concluído o Curso de Tecelagem Artísticas e suas Superações, no Instituto Handarbetets Vanner, de Estocolmo e Saterslanta Henslojdes Gard em Dolana. 
Conta no seu percurso com mais de 20 exposições individuais e mais de 30 colectivas, em galerias nacionais e internacionais. 

OLGA MEDEIRO é natural de Luanda e nasceu em 1989. Desder muito cedo que tem uma grande paixão pela arte, tendo participado em diversos eventos (música, teatro, modelo). Frequentou o 3º ano de Relações Internacionais na Universidade Técnica de Angola (UTANGA). Em 2015, concluiu o curso de Esculturação em Legumes e Fruta. 

ONDJAKI nasceu em luanda, em 1977. É Prosador e às vezes poeta. Co-realizou o Documentário “Oxalá cresçam Pitangas”, sobre a cidade de Luanda. É membro da União dos Escritores Angolanos. Licenciado em Sociologia em Portugal, fez doutoramento em Estudos Africanos em Itália. Já recebeu os seguintes Prémios:
- 2002: Menção Honrosa – Prémio António Jacinto (Angola)
- 2004: Prémio literário Sagrada Esperança (Angola)
- 2004: Prémio Literário António Palouro (Portugal)
- 2007: Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco (Portugal)
-2008: Grinzane for Africa – young writer (Itália)
- 2012: Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância (Portugal)
- 2010: Prémio Juvenil (Brasil)
- 2010: Prémio Jabuti (Brasil)
- 2013 – Prémio José Saramago (Portugal) 
Muitas das suas obras encontram-se traduzidas em francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, polaco e sueco. 

PAULO AMARAL, nasceu em Lisboa em 1969. Frequentou o Instituto Médio de Educação de Luanda (Makarengo). É desenhador de projectos e arquitectura. Sempre ligado aos traços, em 1998, descobre o sentido das cores e começa a sua carreira como pintor. Autodidacta, realizou a sua primeira exposição em 2001, tendo desde então participado em mais de 25 exposições individuais e colectivas.

PAULO KUSSY nasceu em Luanda. Desde muito cedo que demonstrou interesse pelas artes plásticas, tendo realizado os primeiros esboços no decurso da instrução primária. 
Funcionário do Ministério da Cultura desde 2006, Professor de Desenho e de Anatomia no Complexo de Escolas de Arte (CEARTE) e desde 2008, Professor de Desenho Artístico e de Geometria Descritiva na Licenciatura de Arquitectura da Universidade Metodista de Angola 
Concluiu, em 2013, o Mestrado em Anatomia Artística na Faculdade de Belas artes da Universidade Clássica de Lisboa.
Licenciatura em Artes Plásticas – variante de Pintura – Faculdade de Belas Artes da Universidade Clássica de Lisboa (2003). 

RAÚL ROSÁRIO nasceu em 1973, em Benguela. Foi instrutor de Equitação e Desenhador Gráfico e, em 1990, descobre o teatro, integrando o Grupo Elinga Teatro. Estreou-se com a obra “Equus” de Peter Sahaffer, encenada por Maria João Ganga. Tem participado em festivais nacionais e internacionais.
Em 1998, após a sua participação na Expo Lisboa, foi para Coimbra onde se profissionalizou na Escola da Noite com a “Tragédia de Esquilo”, “Os Persas” e o “Embondeiro que Sonhava Pássaros” de Mia Couto.
Durante a sua carreira participou em mais de 30 peças encenadas por vários dramaturgos e encenadores, entre os quais Rogério de Carvalho, Maria João Ganga, José Mena Abrantes, Miguel Hurst.
No cinema destaca-se a participação nos filmes “A Cidade Vazia” de Maria João Ganga, o “Herói” de Zezé Gamboa e “Cartas de Guerra” de Ivo M. Ferreira.

MANUEL BERNARDO SANGUE “SANGUITO”, nasceu em 1960, na Província do Bengo. Músico de profissão, com cerca de 40 anos de experiência na música.
Formado em Música Clássica e Instrutor de Música (Angola e Portugal). 
Em Angola participou em diversos projectos como os Agrupamentos, os Anjos, Petro Clave, Semba Tropical, Semba África, etc. 
Em 1997, iniciou a sua carreira de músico a solo, tendo já gravado 4 cd’s: Lenta Vida (1998), Ngueza (2003), Kamba Diami (2010) e Passo a Passo (2011).

JOSÉ DA SILVA PINTO nasceu no Lobito em 1959. Em 1975 foi para Zurique onde estudou Biotecnologia. 
Em 1980 iniciou-se na fotografia, influenciado por Eduardo Gageiro. Citando o artista “Daí para cá, tenho estado a aprender a ver e vou fazendo aquilo que gosto mais, isto é, ver com olhos de ver, contar as minhas histórias simples da vida com verdade. Em 1997 a passagem pela Ásia, ensinou-me a paciência, aprendi a saber esperar o melhor momento, o sorriso, o esgar, o olhar”.
Viveu no Cambodja, no Vietname, e em Espanha. Desde 2000 que reside em Angola. 
Exposições 
2003
“Olhares”
Sala do Casino Hotel Marinha, Luanda
2004 
“Deambulações”
Bar Pub Desigual, Luanda 
2005
“Meet the Arts Of Angola”
Embaixada de Angola em Tóquio, Japão
2006
“Dipanda Forever”
Exposição Colectiva – Trienal de Luanda
2007
Exposição individual em Seoul, Coreia do Sul, a convite do Escritório da Representação de Angola
Livros 
“José Silva Pinto”
BESA, Outubro de 2008
Edição Barbieri
“Cá Entre Nós”
2012
Edições Tinta da China 

ANTÓNIO “THÓ SIMÕES” natural de Malange, nasceu em 1973. Afirma que não é pintor nem artista plástico – nega quaisquer rótulos que limitem as suas intenções. Pinta, faz colagens, cria arte urbana e digital, performances, instalações, filmes e fotografias, mas o trabalho “não obedece a uma componente ou tendência que permita identificar com clareza um determinado estilo. Se calhar o mais fácil seria dizer que sou, somente, um artista”.
Inicou-se nas artes na União Nacional dos Artistas Plásticos Angolanos (UNAP) e depois no Instituto de Formação Artística e Cultural (INFAC), onde se formou. É um pesquisador nato, curioso por natureza e o magnetismo que África e Angola exercem no seu trabalho são inegáveis, tanto como os vários lugares que já visitou no mundo. 
Actualmente, abraça ainda projectos de carácter socio-cultural e ambiental – o graffiti no Elinga Teatro, contra a sua destruição, não deixa ninguém indiferente. Filho da primeira geração de artistas do pós-independência, a passagem de conhecimentos e técnicas é fundamental para o artista, que relembra uma altura difícil para os jovens artistas que entravam no mundo da arte. 
Com os olhos sempre postos no futuro e as mangas arregaçadas, Thó Simões concluiu o celebrado projecto Murais da Leba, em 6000 m2 de parede nas Províncias do Namíbe e Huíla, englobando artistas angolanos e internacionais, alunos do ensino primário e secundário, na arte urbana. 

TRIGO LIMPO (também conhecido como TL) é um grupo formado por 4 elementos (3 músicos e um produtor). O quarteto formou-se em Novembro de 2014 na cidade de Windhoek, Namíbia. Os quatro elementos seguiam uma carreira a solo antes de se juntarem para dar início ao projecto Trigo Limpo. Com um estilo de música moderna e cativante, misturam diversos géneros musicais que são influenciados pelo Kizomba, House Music e outros.


Pensar e Falar Angola

domingo, 1 de outubro de 2017

Novo Governo

outubro 01, 2017 0

Angola: Presidente João Lourenço empossa 32 ministros avisando que serão avaliados pelo trabalho feito01 Outubro 2017

O Presidente da República de Angola pediu «trabalho» aos 32 ministros, que hoje (30), empossou em funções, condição que, disse João Lourenço, ditará a avaliação da qualidade das escolhas feitas para este Governo.

Angola: Presidente João Lourenço  empossa 32 ministros avisando que serão avaliados pelo trabalho feito
«Nós confiamos na vossa capacidade. É evidente que é cedo para concluir se acertamos na composição deste executivo (…) Será pelo nosso trabalho, pelos nossos resultados, que a sociedade nos vai julgar e concluir, daqui a algum tempo, se, efetivamente, este foi ou não o melhor executivo escolhido», afirmou João Lourenço, no final da cerimónia de posse do novo Governo.
O Governo nomeado por João Lourenço foi empossado esta manhã, em cerimónia que decorreu no palácio presidencial, em Luanda, e passa a contar com 32 ministros (mais um do que o anterior), três dos quais de Estado, com Manuel Nunes Júnior a acumular com o Desenvolvimento Económico e Social, Pedro Sebastião com as funções de chefe da Casa de Segurança do Presidente da República e Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso como chefe da Casa Civil.
«Sabemos que temos os olhos, não só dos angolanos mas também do mundo, postos em nós, a julgar pelas grandes expectativas criadas à volta do que este executivo fará nos próximos anos. Temos um desafio muito grande a enfrentar e a vencer, que é, entre outros, o desafio da diversificação da nossa economia, o desafio do combate às assimetrias regionais, o desafio de garantir maior oferta de bens e de serviços para as nossas populações, o desafio de garantir maior emprego para as cidadãos angolanos, em particular para os nosso jovens», exortou João Lourenço.
«Enfim, numa palavra, temos o desafio de melhorar o que está bem e corrigir o que está mal [lema da campanha do MPLA nas eleições gerais de agosto]. Essa palavra é nossa e nós temos que ser otimistas ao ponto de pensar que somos capazes, sim», enfatizou o chefe de Estado.
No Governo hoje empossado, mantêm as mesmas pastas (do executivo anterior, nomeado por José Eduardo dos Santos) Ângelo de Barros da Veiga Tavares (ministro do Interior), Augusto Archer Mangueira (Finanças), Marcos Alexandre Nhunga (Agricultura e Florestas), Bernarda Martins (Indústria), João Baptista Borges (Energia e Águas), Augusto da Silva Tomás (Transportes), Victória de Barros Neto (Pescas e do Mar), José Carvalho da Rocha (Telecomunicações e Tecnologias de Informação) e Carolina Cerqueira (Cultura).
Dos 32 ministros, oito foram promovidos de secretários de Estado à posição de ministro e 11 são mulheres.
«Procurámos também, para além da competência dos quadros, e com bastante atenção, garantir um certo equilíbrio do género. Com certeza que não atingimos as metas que seriam de desejar, mas fizemos o melhor possível no sentido de garantir essa grande representatividade do género neste primeiro executivo», observou o chefe de Estado.
Apelando ao «contributo de toda a sociedade» e dos «angolanos de boa fé» para o trabalho do novo Governo, o chefe de Estado exortou os ministros agora empossados a funcionarem em «equipa», para assim «cumprirem com o programa de Governo», no sentido de «melhor servir o povo angolano».
O Ministério da Defesa Nacional, que no Governo anterior era liderado por João Lourenço, passa a ser tutelado por Salviano de Jesus Sequeira, enquanto Manuel Domingos Augusto é promovido de secretário de Estado a ministro das Relações Exteriores, o mesmo acontecendo com Adão de Almeida, que sobe a ministro do Território e Reforma do Estado.
No novo executivo, destaque para Diamantino Pedro Azevedo, que assume o cargo de ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, duas pastas que no Governo anterior estavam separadas. Antes precisamente na pasta da Geologia e Minas, Francisco Queiroz mantém no Governo, agora como ministro da Justiça e dos Direitos Humanos.
A cerimónia de hoje envolveu ainda a posse dos 18 governadores de província nomeados por João Lourenço, com 13 a serem reconduzidos no cargo.


Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

DISCURSO PRONUNCIADO PELO DR. JOÃO LOURENÇO, NA CERIMÓNIA DE INVESTIDURA COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA

setembro 27, 2017 0
PRESIDENTE DA REPUBLICA: Discurso de tomada de posse
DISCURSO PRONUNCIADO PELO DR. JOÃO LOURENÇO, NA CERIMÓNIA DE INVESTIDURA COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA
SUA EXCELÊNCIA ENGº JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS, PRESIDENTE DA REPÚBLICA CESSANTE,
SUAS EXCELÊNCIAS CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO CONVIDADOS,
VENERANDOS JUÍZES CONSELHEIROS DO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL,
SENHOR PRESIDENTE DA COMISSÃO NACIONAL ELEITORAL,
ILUSTRES CONVIDADOS,
MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES,
É com particular emoção que saúdo todas as angolanas e angolanos, de Cabinda ao Cunene e do mar ao Leste, que são a razão da minha presença aqui e que justificam a minha pretensão de assumir a partir de hoje, em seu nome e benefício, a presidência da República de Angola.
Pretendo endereçar uma saudação especial ao Presidente José Eduardo dos Santos, que cessa hoje a função de Presidente da República. Esta saudação ficaria incompleta se não mencionasse o longo e vitorioso caminho trilhado por Angola ao longo dos últimos 38 anos. O povo angolano agradece a dedicação e o empenho do Presidente José Eduardo dos Santos.
Essa saudação é extensiva a cada uma das personalidades do Poder Legislativo e do Poder Executivo, que cessam funções depois de as terem exercido com merecimento e de forma abnegada ao longo do último mandato constitucional, e também às autoridades judiciais, enquanto detentoras de um dos três poderes do Estado, a quem auguro um empenho cada vez maior no sentido do cumprimento das Constituição e das leis em vigor.
Saúdo igualmente as autoridades eclesiásticas e as autoridades tradicionais que, enquanto parceiras do Estado, têm cumprido o seu papel no árduo processo de harmonização e moralização da sociedade e de inclusão da maioria dos angolanos.
São também objecto da minha saudação as organizações da sociedade civil, que muito têm contribuído e vão por certo continuar a contribuir para o processo de democratização do nosso país e para o indispensável diálogo e aproximação entre governantes e governados.
Foi inquestionável a participação das organizações da sociedade civil no processo eleitoral e espero, que durante este meu mandato elas intensifiquem a sua acção cívica e a sua relação com os órgãos do Estado, contribuindo para a concepção e execução de políticas públicas consensuais.
Dirijo também desta tribuna uma saudação ao Corpo Diplomático acreditado em Angola, agradecendo o papel que desempenham enquanto altos representantes de Estados soberanos com quem Angola mantém laços de amizade e de cooperação.
Excelências,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Neste acto solene da minha investidura, rendo uma singela homenagem a todos os heróis da nossa gloriosa história e da nossa amada Pátria. A resistência à presença colonial durou séculos e estendeu-se a vários pontos do território que é hoje Angola. Os nomes lendários de Ngola Kiluanji, Ginga Mbande, Ekuiki II, Mutu ya Kevela, Mandume, entre tantos outros, simbolizam essa heróica luta que inspirou os movimentos libertadores das décadas de 50 e 60 do século XX.
Nesse movimento libertador, destaca-se no moderno nacionalismo angolano a figura do Dr. António Agostinho Neto, o nosso Kilamba, cujo aniversário natalício comemorámos há dias, que soube interpretar fielmente as tradições heróicas e as aspirações do nosso povo, conduzindo a luta armada de Libertação Nacional, que culminou com a proclamação da Independência Nacional no dia 11 de Novembro de 1975.
Após o seu prematuro desaparecimento físico, a 10 de Setembro de 1979, o MPLA confiou ao Presidente José Eduardo dos Santos a missão histórica de dirigir o povo angolano na defesa das conquistas da Independência Nacional, no fortalecimento do Estado, na implantação e consolidação da democracia multipartidária, na conquista da paz, na reconstrução do país e no lançamento das bases para o desenvolvimento.
O Presidente José Eduardo dos Santos cumpriu a sua missão com brio invulgar, com dedicação e com um elevado espírito patriótico. Por essa razão, a sua figura simboliza a vitória da unidade nacional, da paz e da dignificação dos angolanos no plano interno e internacional.
Angolanas e Angolanos,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Acabo de ser eleito democraticamente para um mandato de cinco anos como terceiro Presidente da República de Angola, em eleições ordeiras, pacíficas e entusiastas que tiveram o justo reconhecimento interno e internacional. Uma vez mais, o Povo angolano atribuiu ao MPLA o papel de força política dirigente do Estado, seja ao nível da Assembleia Nacional, seja ao nível do Executivo.
Isso significa que foi sufragado nas urnas o Programa de Governo do MPLA para o período 2017-2022. Agradeço a todos os que votaram na lista do MPLA, que tive a honra de encabeçar, a confiança renovada, mas, uma vez investido no meu cargo, serei o Presidente de todos os angolanos e irei trabalhar na melhoria das condições de vida e bem-estar de todo o nosso povo.
Para corresponder à grande expectativa criada em torno da minha eleição e a confiança renovada no MPLA, governarei usando todos os poderes que a Constituição e a força dos votos dos cidadãos expressos nas urnas me conferem.
Neste novo ciclo político que hoje se inicia, legitimado nas urnas, a Constituição será a nossa bússola de orientação e as leis o nosso critério de decisão. A construção da democracia deve fazer-se todos os dias, mas ela não compete apenas aos órgãos do poder do Estado. Ela é um projecto de toda a sociedade, um projecto de todos nós. Vamos, por isso, construir alianças e trabalhar em conjunto, para podermos ultrapassar eventuais contradições e engrandecer o nosso país.
Assumo desde já o compromisso de executar as minhas promessas eleitorais, com políticas públicas que vão ao encontro dos anseios dos cidadãos e com uma governação inclusiva, que apele à participação de todos os angolanos, independentemente do seu local de nascimento, sexo, língua materna, religião, condição económica ou posição social.
Procurarei marcar este mandato por uma atitude responsável perante os problemas da Nação. É importante que quem quer que venha a exercer funções no Executivo se preocupe com esta missão, que deve comungar-nos a todos, para além da cor política ou das opções ideológicas de cada um. O interesse nacional tem de estar acima dos interesses particulares ou de grupo, para que prevaleça a defesa do bem comum.
É, pois, nossa responsabilidade a construção de uma Angola próspera e democrática, com paz e justiça social. O mais importante continua a ser resolver os problemas do povo. Mas isso não se faz apenas com palavras, mas sim com políticas públicas que respondam o melhor possível aos anseios e expectativas dos cidadãos, o que implica uma aposta cada vez mais séria no sector social, num contexto de crescimento sustentável do país. É o que nos propomos fazer neste mandato, mesmo num contexto de crise financeira global.
Pretendemos igualmente aprofundar o Estado Democrático de Direito, reforçando as instituições e propiciando o exercício integral da cidadania, com uma acção mais incisiva da sociedade civil. Prestaremos atenção à reforma do Estado, de modo a permitir o desenvolvimento harmonioso e sustentável do território e das comunidades, com a descentralização de poderes, a implementação gradual das autarquias e a municipalização dos serviços em geral. Para tal, é imperioso levar à prática a palavra de ordem da diversificação da economia e do combate às assimetrias regionais.
Nenhuma governação será bem sucedida sem o diálogo aberto com as diferentes forças sociais. Por essa razão, vamos apostar numa maior aproximação aos sindicatos e às ordens profissionais, às organizações não-governamentais e a alguns grupos de pressão, enquanto parceiros do Executivo.
Todas estas forças vivas de Angola têm de ser chamadas a contribuir para a concepção e execução das políticas públicas que a Assembleia Nacional e o Executivo venham a aprovar.
Como Chefe de Estado, irei trabalhar para que os sagrados laços do contrato social estabelecido entre governantes e cidadãos sejam permanentemente renovados, através da criação de espaços públicos de debate e troca de opiniões, bem como através da criação de meios eficazes e céleres para se exigir o respeito pelos direitos e para garantir a participação plena dos cidadãos na resolução dos problemas das comunidades em que estão inseridos.
Nos últimos quinze anos, Angola conheceu um assinalável progresso no que respeita à qualidade da informação. Há mais jornais, mais estações de rádio e mais estações de televisão. O debate é mais plural e melhorou também a liberdade de imprensa. Mas estamos conscientes de que ainda há muito por fazer e que estamos longe de atingir o ideal nessa matéria.
Neste mandato, vamos assegurar um maior investimento público no sector da comunicação social, de modo que os angolanos tenham acesso a uma informação fidedigna em todo o território nacional. Apelo, pois, aos servidores públicos para que mantenham uma maior abertura e aprendam a conviver com a crítica e com a diferença de opinião, favorecendo o debate de ideias, com o fim último da salvaguarda dos interesses da Nação e dos cidadãos.
O reforço do sentimento patriótico e da unidade nacional, como factores essenciais da afirmação da nossa cultura, da nossa identidade e da angolanidade ocupa igualmente uma posição de relevo na nossa agenda. Durante o nosso mandato, o Executivo angolano continuará a enaltecer essas componentes culturais, assim como a dar ênfase às culturas próprias de todos quantos constituem o mosaico humano angolano. Defendemos a unidade na diversidade e a diversidade promotora da unidade.
A inserção de Angola no mundo pressupõe o aprofundamento das relações bilaterais e multilaterais com todos os países, o reforço da cooperação científica e técnica para o desenvolvimento e o contributo para a eliminação de focos de tensão e de conflitos na nossa região, em África e no mundo.
Não posso deixar de mencionar aqui a nossa solidariedade para com outros povos, mas sem nos esquecermos da diáspora angolana, que merece uma atenção maior e cuja importância para o desenvolvimento do nosso país tem de ser levada em consideração.
Excelências,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Angola é um país que se caracteriza por possuir uma população maioritariamente jovem. Esta realidade constitui uma base objectiva para a definição e implementação de políticas públicas que promovam o seu desenvolvimento humano e bem-estar, condição indispensável para se construir um país mais próspero.
A dimensão da população em idade activa e a tendência de crescimento nos próximos anos impõem que a juventude esteja no centro das nossas atenções. Apostar nos jovens é apostar no nosso futuro, no progresso de Angola e na sua inserção no mundo global, cada vez mais competitivo.
Para tal é necessário investir muito seriamente na educação dos jovens e na sua formação técnico-profissional, ajustada às necessidades do mercado de trabalho e ao desenvolvimento do país. Deste modo, seremos capazes de colocar os recursos disponíveis ao serviço da Nação, garantindo a melhoria geral das condições de vida dos angolanos, numa base justa e equitativa.
Apostar nos jovens é também investir em programas que promovam a melhoria da saúde reprodutiva, visando a redução das taxas de mortalidade materna, infantil e infanto-juvenil e a prevenção da gravidez precoce das meninas e das infecções de transmissão sexual (em particular o HIV-SIDA), bem como a erradicação da influência de hábitos e costumes com efeitos sociais negativos.
Angola precisa de jovens saudáveis, bem preparados e com elevado espírito empreendedor, capazes de, com o seu trabalho e a sua iniciativa, ajudar Angola a crescer e a transformar-se num país onde, pelas condições favoráveis criadas, valha a pena viver.
As mulheres são outra importante franja da nossa sociedade que deve merecer a nossa atenção particular. A importância da mulher é tal, que as famílias e as comunidades se ressentem com a sua ausência ou com a sua pequena representação em órgãos de decisão.
As mulheres devem ter a oportunidade de ombrear com os homens, seja no acesso à escola, seja no mercado de trabalho, seja na acção partidária ou no exercício de cargos públicos. Aliás, a Declaração Universal dos Direitos Humanos considera o investimento na igualdade de género e no empoderamento das mulheres um factor vital para a melhoria das condições económicas, sociais e políticas nos países em desenvolvimento.
A promoção da igualdade de género, que é considerada central nas políticas de desenvolvimento internacional conformes aos objectivos de desenvolvimento sustentável, num quadro de paz social, vai permitir-nos alcançar novos formatos e novos compromissos no contexto da África Austral e da África em geral e à escala global.
Distintos Convidados,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
No plano económico, acreditamos que se o Estado cumprir bem com seu papel de fiscalizador e regulador da actividade económica, passando a ser cada vez menos interventivo, com isso vamos impulsionar a iniciativa privada levando-a a ocupar o espaço que merece e lhe compete realizar.
A necessidade de transparência na actuação dos serviços e dos servidores públicos, bem como o combate ao crime económico e à corrupção que grassa em algumas instituições, em diferentes níveis, constitui uma importante frente de luta a ter seriamente em conta, na qual todos temos o dever de participar.
A corrupção e a impunidade têm um impacto negativo directo na capacidade do Estado e dos seus agentes executarem qualquer programa de governação. Exorto, por isso, todo o nosso povo a trabalhar em conjunto para extirpar esse mal que ameaça seriamente os alicerces da nossa sociedade.
O combate à pobreza é uma prioridade incontornável. Vamos, por isso, apostar na criação de emprego estável e na distribuição meritória dos recursos disponíveis, garantindo a adopção de políticas de inclusão económica e social, o que passa necessariamente pela protecção dos trabalhadores.
Apostar também no apoio a programas direccionados de micro-crédito e de programas de crédito dirigidos a pequenas e médias empresas, bem como de crédito jovem, é outra das acções que urge promover desde já. No meio rural, vamos apostar na produção agrícola e pecuária em pequena e grande escala e na garantia do escoamento dos produtos do campo para as vilas e cidades.
A redução das desigualdades sociais passa por uma maior aposta no sector social, nomeadamente no acesso à educação e ao conhecimento, à assistência de base para todos, à segurança social e à assistência aos mais vulneráveis e desfavorecidos.
Para além das tarefas prioritárias já mencionadas, temos pois de promover o Estado social, com políticas de inclusão económica e social e de redução das desigualdades, apostando num desenvolvimento com grande ênfase no meio rural e no aumento da produção interna, agrícola e industrial.
No decurso dos próximos cinco anos, vamos procurar fixar a taxa de inflação em limites aceitáveis e controláveis. Isso vai obrigar-nos a impor regras rígidas de política cambial e de política fiscal. Vamos apostar no reforço dos sistemas de controlo de actos ilícitos que possam descredibilizar o sector financeiro e bancário, internamente como no exterior.
Pretendemos aumentar a eficiência e a eficácia do aparelho de governação, focando a nossa acção na redução da burocracia e no acompanhamento das iniciativas do Estado. Vamos iniciar um processo de revisão do programa de investimento público, dando suporte aos agentes privados que possam gerir os projectos de forma mais eficaz e suficiente.
Pretendemos também focar as acções do Estado nas medidas que fomentem o acompanhamento, supervisão e fomento das actividades sectoriais e eliminar as barreiras administrativas que não agreguem valor aos processos.
O crédito à economia deve estar de acordo com as necessidades dos agentes económicos e com a obrigatoriedade de diversificação económica, de redução drástica das importações e de aposta nas exportações. Manteremos a aposta na electrificação e na industrialização do país. Será melhorado o quadro da produção, de distribuição de energia eléctrica e de água canalizada, o que permitirá uma maior e mais séria aposta na criação de polos industriais pelo país.
Para tal, vamos actuar em duas direcções, nomeadamente no crédito à indústria e no investimento estrangeiro para os sectores da agro-pecuária, das indústrias, das pescas, do turismo, dos transportes, da imobiliária e de outros de relevante importância para a economia, com a devida transparência e celeridade, de modo a dar credibilidade ao processo.
No domínio dos transportes, vamos investir mais e melhor na mobilidade dos cidadãos. Projectamos investir na criação, ampliação e melhoria da rede de transportes públicos (rodoviários, ferroviários e fluviais), por forma a aumentar a qualidade de vida. Por outro lado, dedicaremos particular atenção ao plano logístico integrado do país, com o objectivo de reduzir os constrangimentos que prejudicam seriamente a economia.
Importante será também garantir a protecção do meio ambiente, enquanto requisito essencial para o crescimento e o desenvolvimento sustentável em Angola. A salvaguarda do meio ambiente, da fauna, da flora e dos recursos naturais, é um dos exercícios que nos permite garantir a sustentabilidade económica e social e projectar um futuro promissor e feliz para as gerações vindouras, tirando partido do que as boas práticas nessa matéria podem criar, designadamente o turismo ecológico.
Angolanas e Angolanos,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
No domínio da administração pública, vamos promover uma reforma que permita o aumento da eficácia dos serviços. O mérito, o profissionalismo, a transparência, o rigor e o espírito de serviço público serão os parâmetros que devem guiar a nomeação dos futuros governantes ao nível central, provincial e local. A estrutura do Executivo será reduzida, de modo a garantir a sua funcionalidade, sem dispersão de meios e evitando o esbanjamento e o desperdício de recursos, que são cada vez mais escassos.
Pretendemos que a reforma da administração pública esteja centrada na simplificação de procedimentos e na valorização do capital humano, de modo que permita reter os melhores quadros, através de uma política virada para os domínios da formação, motivação, remuneração e carreira dos agentes e funcionários públicos. É dever destes a resolução célere dos problemas e das necessidades dos cidadãos que recorrem aos seus serviços.
A Justiça desempenha um papel central no resgate do sentimento de confiança nas instituições do Estado, porque os cidadãos precisam de acreditar que ninguém é rico ou poderoso demais para se furtar a ser punido, nem ninguém é pobre de mais ao ponto de não poder ser protegido.
A reforma da Justiça, iniciada há pouco tempo, precisa de um novo impulso, de modo a serem concluídos os vários códigos que estão a ser reapreciados e aprovadas medidas administrativas e operativas para diminuir o elevado número de processos pendentes. Vamos atribuir a devida dignidade ao Poder Judicial, cuja importância para o processo de democratização é indiscutível.
No que respeita ao poder local, Angola tem uma grande extensão territorial e os problemas das pessoas, das famílias, das comunidades e empresas não podem ficar apenas à espera de decisões que são tomadas na capital, muitas vezes descurando as especificidades de cada região.
Vamos por isso, no decurso deste mandato, proceder à implantação progressiva das autarquias, reforçando e aprofundando assim a autonomia e o controlo local sobre a execução de políticas públicas.
Será preciso apostar na desconcentração administrativa e financeira, alargando progressivamente as competências das administrações municipais e comunais, iniciando assim a desejada transferência de competências para órgãos eleitos mais próximos dos cidadãos para promover o desenvolvimento comunitário e local.
Neste contexto, não nos podemos esquecer das autoridades tradicionais, enquanto representantes das comunidades rurais e fiéis depositários da nossa história, da nossa cultura e das nossas tradições.
Angolanas e angolanos,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Como já referimos, vamos priorizar o sector social, com uma séria aposta nos recursos humanos. Esta é a única via, se pretendemos realmente tirar o país do lugar em que se encontra no que respeita a vários indicadores de desenvolvimento humano e de desenvolvimento económico.
A adopção de práticas correctas, seja no exercício público, seja no âmbito da sociedade, vai exigir das famílias, das escolas, das igrejas e das demais organizações da sociedade civil, o reforço dos valores morais, da coesão social e do patriotismo.
Para além da necessidade da erradicação da fome e do combate à pobreza através de um programa integrado, vamos lutar pelo empoderamento e apoio às famílias mais desfavorecidas, tendo em vista a ascensão social de um bom número de famílias angolanas, tanto no meio urbano como no meio rural.
Continuaremos a incluir na agenda governamental, a protecção e valorização das crianças e da juventude, a garantia da equidade do género, a valorização e protecção do idoso e dos antigos combatentes e veteranos da Pátria.
No domínio da habitação, prosseguiremos com a implementação do programa de fomento habitacional e vamos incrementar a aposta na construção dirigida, sobretudo em benefício dos jovens casais e dos jovens quadros.
Vamos trabalhar para garantir o pleno funcionamento dos hospitais e centros de saúde, com respeito pelos princípios éticos e pelos valores que devem nortear a deontologia profissional. O nosso objectivo será, para os próximos cinco anos, reduzir consideravelmente as actuais taxas de mortalidade e de mortalidade infantil, com o concurso das unidades sanitárias públicas e privadas, bem como com a reactivação do programa de educação para a saúde.
Vamos orientar o sector da saúde no sentido da criação de um sistema de avaliação de hospitais, centros de saúde e clínicas, feito por uma entidade independente, que nos permita passar a prestar aos cidadãos informação correcta a respeito da qualidade dos serviços de saúde em cada unidade sanitária.
O domínio da educação é aquele a que dedicaremos uma atenção muito especial, no quadro do projecto de capacitação dos quadros angolanos, de modo que possam competir com os demais. O Executivo continuará a encarar a educação como um direito constitucional, que deve ser garantido a todas as angolanas e a todos os angolanos.
Isso vai exigir de nós uma aposta clara e permanente na equidade do sistema de ensino, na educação pré-escolar, na qualidade do ensino primário, na qualidade do subsistema de formação de professores, na reforma do sistema de administração e gestão escolar, na reforma curricular tendo em conta as especificidades regionais e na valorização da carreira docente a todos os níveis do nosso sistema de educação e ensino.
O Executivo vai trabalhar no sentido de diminuir a taxa de analfabetismo e vai investir decididamente no ensino técnico-profissional e no ensino especial.
Estará no centro das nossas preocupações a necessidade de adopção de uma política de fomento do livro e da leitura, que inclua a isenção de direitos alfandegários e impostos na importação de livros escolares e dos destinados às bibliotecas.
O investimento na qualidade do ensino superior universitário e politécnico será outra grande aposta do Executivo nos próximos anos, com vista à criação de um modelo de ensino superior que esteja mais de acordo com as práticas universais.
Caros Convidados,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Durante o nosso mandato, propomo-nos realizar uma ampla divulgação dos museus, monumentos e sítios que integram o património histórico, cultural, arquitectónico e natural de Angola, para seu usufruto por parte da população e para o fomento do turismo.
Um importante passo na cruzada da diplomacia cultural foi a recente classificação pela UNESCO do Centro Histórico de Mbanza Congo como Património Mundial, o que dignifica enormemente o nosso país, a nossa história e o nosso povo, assim como a história universal.
O Reino do Congo foi dos mais importantes reinos de África, de onde, embora forçados, saíram africanos para todo o mundo, levando consigo a sua cultura, traduzida em religiões, música, dança e rituais de origem bantu, deste modo espalhando pelo mundo a nossa identidade. Assume igualmente primordial importância a aceitação das candidaturas a Património Mundial do Corredor do Cuanza, das pinturas rupestres de Tchitundo-Hulo e do Cuito Cuanavale.
Este último local é também memória da luta libertadora do nosso povo, pelo seu simbolismo na defesa e preservação da paz e pelo seu significado na história do nosso país, da África Austral e do nosso continente em geral, tendo o monumento comemorativo da histórica e lendária batalha aí ocorrida sido inaugurado há poucos dias pelo Presidente José Eduardo dos Santos.
O desporto deve também assumir uma dimensão inspiradora e formativa, de modo a permitir construir uma Angola fraterna, mais inclusiva e em que as barreiras do preconceito e da intolerância vão sendo derrubadas. Reconhecemos que as nossas e os nossos desportistas têm sabido honrar, além-fronteiras, o hino e a bandeira nacionais, unindo ainda mais o povo angolano.
Neste mandato, vamos incentivar o desporto escolar, regressar aos campeonatos escolares e aos campeonatos universitários e exigir aos dirigentes das infra-estruturas desportivas maior responsabilidade na sua conservação e gestão.
Excelências,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Na minha nova qualidade de Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas, quero, antes de mais, saudar os oficiais generais, almirantes, oficiais superiores, capitães, oficiais subalternos, sargentos e praças, bem como os oficiais e agentes da Polícia Nacional e dos Serviços de Inteligência.
Vamos continuar a priorizar a preservação da unidade e coesão nacional, a preservação da paz e da estabilidade e a diminuição dos índices de criminalidade urbana e de delinquência juvenil.
Vamos ocupar-nos em modernizar as Forças Armadas Angolanas e dar passos sólidos tendentes à criação de uma indústria de defesa.
Reforçaremos a competência operativa da Polícia Nacional e dos órgãos de inteligência, dando primazia à acção preventiva, não descurando a melhoria da acção dos serviços de investigação criminal, com garantia de superação e actualização profissional.
Estimados Convidados,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
A República de Angola conquistou por mérito próprio um lugar de realce no concerto das nações. Neste sentido, devemos continuar a pugnar pela manutenção de relações de amizade e cooperação com todos os povos do mundo, na base dos princípios de não ingerência nos assuntos internos e da reciprocidade de vantagens, cooperando com todos os países para a salvaguarda da paz, da justiça e do progresso da Humanidade.
No que diz respeito às relações no continente africano, será dada prioridade aos países vizinhos, na base de relações de boa vizinhança e de cooperação. Dada a sua proximidade, essas são relações importantes para a defesa, a segurança e o desenvolvimento da subregião austral, sem descurar obviamente os países da SADC, com os quais Angola partilha afinidades geopolíticas.
A União Africana ocupa um lugar de suma importância para Angola e, por essa razão, o nosso país deverá permanecer como um dos maiores contribuintes para o seu orçamento.
Vamos conduzir uma politica de aproximação aos países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com vista à troca de informações no domínio da segurança, para a prevenção e combate ao terrorismo. Angola deve, pois, manter o seu papel de actor importante na manutenção da paz na sua subregião, actuando de maneira firme nas organizações das quais faz parte.
Pela sua importância histórica e pela necessidade de continuar a cultivar os laços forjados no período da conquista e consolidação das nossas independências, a relação com os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) vai estar sempre presente nas nossas opções.
Trabalharemos no sentido de garantir uma maior presença de angolanos no sistema das Nações Unidas, na União Africana e nas organizações regionais, o que pressupõe uma maior aposta na formação e acompanhamento de jovens angolanos para futuras campanhas diplomáticas.
Angola dará primazia a importantes parceiros, tais como os Estados Unidos da América, a República Popular da China, a Federação Russa, a República Federativa do Brasil, a Índia, o Japão, a Alemanha, a Espanha, a França, a Itália, o Reino Unido, a Coreia do Sul e outros parceiros não menos importantes, desde que respeitem a nossa soberania.
Quanto à diplomacia económica, ela é uma das mais importantes vertentes da nossa política externa, quer ao nível estritamente económico e comercial do relacionamento bilateral, regional e multilateral, quer na promoção da imagem do país no exterior, tanto de expectativa da exportação de bens e serviços, como na captação de investimento directo estrangeiro.
Pretendemos, pois, reanalisar o papel a assumir por Angola na actual conjuntura regional e internacional, dando primazia aos contactos com os parceiros interessados, reforçando a participação das representações diplomáticas angolanas na captação do investimento estrangeiro e na promoção do acesso ao conhecimento científico, técnico e tecnológico, contribuindo para que os empresários e industriais angolanos estejam mais presentes em África, com uma maior aposta no comércio regional e na produção interna para exportação.
Angolanas e Angolanos,
Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Como é fácil de constatar, são enormes os desafios que temos pela frente, de modo a conduzirmos com êxito os destinos do nosso país, a honrarmos os heróis da nossa história e a prepararmos um futuro melhor para as actuais e as gerações vindouras.
Teremos um mandato que vai ser marcado pelo reforço da importância do cidadão, de modo que os seus anseios e expectativas constem permanentemente da agenda do Executivo.
Vamos reforçar a ligação e a colaboração institucional entre os três poderes do Estado, para que cada um deles cumpra o seu papel e a sua acção independente, contribuindo assim para o reforço do nosso jovem sistema democrático.
O nosso lema será: “Renovação e transformação na continuidade – Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”.
Vou procurar auscultar os diferentes estratos da população e os vários grupos organizados da sociedade civil, pois só assim poderemos executar com êxito a acção governativa. Apelamos, pois, ao apoio de todos nesta difícil caminhada.
Angolanas e Angolanos,
Caros Concidadãos,
Quero renovar os agradecimentos pelo voto de confiança que, enquanto eleitores, depositaram na minha pessoa e no meu Partido.
Quero também agradecer em especial à formação política a que pertenço e à minha esposa e filhos, pelo apoio prestado e pelo apoio que espero continuar a receber, para levar a bom porto a missão que me foi confiada pelo Povo angolano.
Gostaria, ao terminar, de assumir publicamente o meu comprometimento com as acções e os projectos que aqui apresentei. E quero garantir a cada angolana e a cada angolano que darei o melhor dos meus esforços para servir com humildade o Estado e o Povo angolano.
Viva a Democracia!
Viva Angola!
Muito Obrigado!



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