Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2008

Mais um!

Imagem
O betão volta a desarmar! Hoje foi no Bairro de S. Paulo, na rua Cónego Manuel das Neves em Luanda. Por volta das 13 horas, a lage de um terraço do edificio Modem Jovem, ruiu.



Pensar e Falar Angola

(IV) HUAMBO - OCUPAÇÃO CIVIL

Imagem
O texto que se segue foI extraído do Boletim Cultural do Huambo nº 15, de Setembro de 1962


Com o progressivo descobrimento da costa africana, os portugueses iam-se fixando no litoral, fundando povoações e contactando com os naturais, que desde a primeira hora procuraram trazer ao convívio da civilização e ao seio da Igreja Católica. Nem sempre, contudo, esses pacíficos intentos foram compreendidos, ou aplicados, e dai a série longa de lutas atrás referidas. Mas também é verdade que o espirito aventureiro da nossa gente levou muitos a embrenharem-se pelo sertão, estabelecendo-se um pouco por toda a parte e assim concorrendo para a melhoria de relações entre africanos e europeus. No tocante ao Distrito do Huambo, é incontestável que os primeiros contactos foram estabelecidos através do Bailundo, parecendo certo que com estas terras comerciou o capitão -general D. Manuel Pereira Forjaz, em 1610, seguido pouco depois pelos funantes de Benguela e Catumbela, aqueles por intermédio de Caconda…

Auto-retrato

Imagem

(7) Ágora - A GERAÇÂO AFRICANA (IV)

Imagem
António Veloso, fez o projecto para a fábrica da Jomar, na estrada da Cuca (N’Gola Kiluange), e ainda alguns edifícios na Marginal, em terrenos divididos por vários proprietários oriundos do norte de Portugal, que entregaram essas obras aos seus “conterrâneos”, numa óptica regionalista, pois os arquitectos escolhidos, eram todos da Escola Superior de Belas Artes do Porto (Januário Godinho, Vieira da Costa, Adalberto Dias, Pereira da Costa, Pinto da Cunha e claro, António Veloso). O arquitecto Jorge Chaves projectou a Fosforeira Angola e uma fábrica de tubos em 1958, e a estação de tratamento de Águas na Comandante Gika.O BCA, obra “emblemática” na baixa da cidade, é da autoria de Januário Godinho, e a título de curiosidade refira-se que o projecto do Banco de Angola é do arquitecto Vasco Regaleira, que como Paulo Cunha (que fez o trabalho da zona do Porto de Luanda e largo fronteiro) não podem ser considerados “geração africana” pois nunca residiram, ou trabalharam continuadamente em …

Kalandula

Imagem
Video captado a 22 de Março de 2008. O Rio Lucala levava muita água e o espetáculo foi grandioso.

com a devida vénia - retirado daqui: http://paterhu.multiply.com/video/item/6/Kalandula_quedas.MPG
Pensar e Falar Angola

Desabou o edifício da DNIC

Imagem
Pensar e Falar Angola

Quando o betão desarma

Imagem
Quando o betão armado, desarma, deixa de ser o melhor amigo do homem. O betão envelhece também, o dramático é verificar isso da pior forma.

O edifício da Direcção Nacional de Investigação Criminal em Luanda, Angola, desabou esta madrugada.
Eram 03h00 da manhã em Portugal quando o edifício de sete andares, onde habitualmente estão detidas pessoas que vão a julgamento, desabou na totalidade.
No prédio encontravam-se centena e meia de pessoas.

O edifício, cuja construção é da década de 1970, segundo o testemunho de agentes ouvidos pela imprensa angolana, começou a desmoronar-se pelos lados, o que permitiu que os funcionários da DNIC «dessem conta do que estava a acontecer» fugindo para o exterior a tempo.
A eventual infiltração de águas nos alicerces do edifício é apontada como uma eventual causa para o acidente, mas oficialmente ainda não foi avançado qualquer dado sobre esta matéria.

Pensar e Falar Angola

Sábado Musical

Imagem
Pensar e Falar Angola

TELEVISÃO PUBLICA DE ANGOLA

Imagem
História da Televisão


1962 - O Rádio Clube do Huambo emite as primeiras imagens
1964 - A 8 de Janeiro Rádio Clube de Benguela, efectuou outro ensaio de TV
1970 - A 22 de Junho um técnico da Lusolanda emite a partir de um estúdiomontado na boite Tamar, na ilha de Luanda
1973 - A 27 de Junho de o governo português autoriza a exploração do serviço de televisão e constitui-se a "RPA" Radiotelevisão Portuguesa de Angola. Surge também a TVA, num projecto de emissão por cabo.
1976 - A 25 de Junho de 1976 o Governo Angolano decreta a nacionalização da RPA, passando a designar-se Televisão Popular de Angola.
1979 - Dá-se corpo a uma iniciativa local, nas cidades de Benguela e Lobito.
1981 - Surge no Huambo o primeiro centro de produção regional.
1997 - Em Setembro de 1997, a TPA é transformada em Empresa Pública, por força do decreto n.º 66/97 de 5 de Setembro, sendo a palavra "Popular" substituída por "Pública"






EMISSÕES DA TPA

1975 - Início das emissões em Luanda

1979 - Iní…

XIETO

Imagem
Xieto = Nossa Terra (em kimbundo)
Nova revista sobre Angola, bi-mensal, com desporto, ciência, saúde, educação e cultura. Revista imaginada por jovens e lançada no mercado nacional pela associação de jornalistas do Instituto de Formação Bancária.



Pensar e Falar Angola

(III) HUAMBO - INTEGRAÇÃO DO TERRITÓRIO

Imagem
O texto que se segue foi extraído do Boletim Cultural do Huambo nº 15, de Setembro de 1962


Huambos e bailundos eram povos irrequietos e guerreiros, em constantes conflitos com os vizinhos, cujas terras raziavam, atingindo em suas avançadas a Catumbela, Quilengues, Quipungo, Humbe, sem poupar o histórico presidio de Caconda. Tais factos motivaram o envio de numerosas expedições punitivas, algumas das quais redundaram em sérios desastres, outras atingindo seus objectivos. Entre estas, merece especial menção a de 1773, não apenas em seu aspecto puramente militar como, sobretudo, pelo percurso efectuado, a que forçosamente haviam de corresponder as mais tremendas dificuldades e privações. Efectivamente, duas colunas partiram para o interior, uma de Luanda e outra de Benguela, esta por Caconda, aquela por Pungo-Andongo, reunindo-se finalmente em Quingolo (Cuima), para de novo se separarem no Quipeio, regressando aos respectivos pontos de partida, mais de dois anos passados, após haverem sub…

Massangano (pérola)

Imagem
Mais uma pérola sobre um Chefe de Posto, pescada algures na net, no blog ROXA XENAIDER.





Quinta-feira, Outubro 13, 2005

MASSANGANO
O assunto que pretendo abordar é muito sério, no entanto, começarei por um episódio anedótico.

Chegara a Luanda poucos dias antes, Janeiro de 1950, para ser o operador de Documentários Cinematográficos. Levado pelo meu Camarada de trabalho, Carlos Marques que me esperara no Aeroporto, instalei-me no Hotel Tuismo, Nessa noite, ao jantar, fui apresentado a um grupo de pessoas ligadas a Sectores Culturais e mesmo um dos responsáveis pelo Departamento Estatal que havia contratado os filmes que nós, o Carlos e eu, iríamos fazer.
Entre os assuntos de conversa, vieram à colação episódios históricos, como a Resistência à ocupação pelos holandeses que só acabou em 1648. A propósito falaram várias vezes em Massangano,mas sem que me fosse possível relacionar este nome com o quer que fosse.
Perguntei: "Quem foi Massangano?" Houve um silêncio constrangido, e lá m…

(II) ORIGENS DO POVO HUAMBO - HISTÓRIA E LENDA

Imagem
O texto extraído do Boletim Cultural do Huambo nº 15, de Setembro de 1962


O território correspondente ao actual Distrito do Huambo é habitado por três grupos étnicos muito fracamente diferenciados: os huambos, bailundos e sambos; havendo ainda a anotar pequenas manchas de ganguelas e quiocos, sem interesse demográfico. Aqueles se integram na tribo dos bundos, ramificação dos bantos que em época remota abandonaram o vale do Nilo, dirigindo-se para o sul e ocupando progressivamente quase toda a África aquém -Sáara. Torna-se bastante difícil determinar os termos em que se verificou a fixação destes povos em terras do Huambo. Neste ponto, anda a história misturada com a lenda, e qualquer destrinça se apresenta quase impossível. Mas é incontestável que desceram do Norte, após incerto período de permanência nas vizinhanças do Cuanza. Não deixa de ser interessante inscrever aqui uma lenda, nos termos da qual o Huambo teria sido o berço da Humanidade.


No extremo meridional do Distrito, junto à…

Hotel Muembeje, em Ndalatando

Imagem
Foto: Flávio Soares

Pensar e Falar Angola

Passe a publicidade (5)

Imagem
Pensar e Falar Angola

CARLA PAEIRO

Imagem
Pensar e Falar Angola

(6) - Ágora - A GERAÇÃO AFRICANA (III)

Imagem
António Nunes e Silva Campino (1917-1997) teve como tese final do curso de arquitectura em Lisboa, o “Arranjo Turístico para a Ilha de Luanda”. Conhecido pela sua rectidão e probidade profissional ,foi um dos muitos arquitectos que teve muitos problemas com o regime da ditadura, e manteve-se em Angola até 1990.Entre as suas obras de referencia em Luanda temos o Prédio do Totobola, o edifício Auto-Avenida, ambos na baixa, o Comando Naval de Luanda e o edifício do actual hotel Meridian. Há uma história interessante deste arquitecto, que viu o seu 1º lugar no concurso do projecto da Sagrada Família, ser considerado pelo bispo de Luanda (D. Moisés Alves de Pinho) “muito arrojado”, e ter sido edificada a igreja no formato que conhecemos, em função do projecto classificado em 2º lugar.Fernão Lopes Simões de Carvalho, nasce em Luanda em 1929, estuda no Salvador Correia e conclui o curso de arquitectura em Lisboa (1955). Para além de chefe do Gabinete de Urbanização da Câmara de Luanda, é pr…

Emprego

Imagem
Pensar e Falar Angola

Sábado Musical

Imagem

Enquanto podemos...

Imagem
O porto de Luanda deverá ser transferido para o Cacuaco, com uma capacidade melhorada. A baía de Luanda, sendo toda remodelada, será menos de Luanda, e paracer-se-á mais com as construções novo-riquistas do Dubai, ou de algum desses países descaracterizados e de arquitectura pirosa (malaika, como nós dizemos aqui em Angola).

Desfrutemos então, enquanto é tempo, do "charme" único e histórico, porém condenado do ex-libris da cidade de Luanda, antes do camartelo dos interesses instituídos das imobiliárias o transformar em mais uma zona de shopping-centersinternacionalistas. Ironias internacionalistas...

E enquanto anda o mundo inteiro a preservar o seu património histórico-arquitectónico...


Pensar e Falar Angola

Baobad

Imagem
Baobab
Após um período sombrio com Génese, a minha expressão concentra-se a transmitir as minhas emoções sobre telas pintadas a acrilico, onde os tons luminosos e as cores quentes regressam à minha paleta de cores...
O meu desejo e esperança é que as minhas obras transmitam o amor da vida, a solidariedade humana a coesão.

Carla Peairo


Au bord du lac

L' oiseau
Makishi




Pensar e Falar Angola