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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Paulo Jorge do MPLA: De mensageiro a meu herói

Paulo Jorge do MPLA: De mensageiro a meu herói

ERA Maio em Paris de 1963. A viagem de fim de curso dos quintanistas de Direito da Universidade de Coimbra oferecia-me uma oportunidade inesperada de fazer algum contacto com os meus colegas que entretanto se haviam juntado aos movimentos de libertação, alguns cabo-verdianos, na maior parte angolanos. Eu vivia em Coimbra numa república de estudantes anticoloniais, de onde regularmente se fugia ou se era preso.

Maputo, Terça-Feira, 29 de Junho de 2010:: Notícias

Parto armado dos endereços de Saint Aubin, que como o nome não indica era cabo-verdiano, brilhante matemático e o contacto fornecido pelo núcleo de estudantes do PAIGC em Portugal de cujo relatório eu era portador. Em Paris, Saint Aubin recebe o relatório e com António Avidago, um angolano branco, que tinha sido meu co-repúblico, informam Marcelino dos Santos que era em Rabat Secretário-Geral do órgão de coordenação dos movimentos de libertação das colónias portuguesas, a CONCP, que eu estava nas paragens. No Quartier Latin vou ao ponto de encontro dos estudantes nacionalistas no Café Odeon onde me encontro com Sérgio Vieira que era dirigente da UNEMO, União de Estudantes Moçambicanos e muito brevemente com Joaquim Chissano, colega do liceu, que já era Secretário do Presidente Mondlane em Dar es Salaam e que havia chegado essa manhã mesmo de uma viagem aos Estados Unidos. A nossa viagem prossegue para a Alemanha (Koln e Bonn) e para a Dinamarca.

No regresso, passo de novo por Paris onde me aguarda Paulo Jorge. Paulo tinha a missão de estabelecer ligação com Portugal e Angola. Trabalhava numa empresa gráfica e com o seu salário apoiava a representação do MPLA que era a casa de Inocêncio Câmara Pires. Câmara Pires era um personagem de lenda. Descendente das grandes famílias mestiças de Angola, dono de considerável fortuna ao que diziam, havia entregado o que tinha ao MPLA e agia em Paris como representante do MPLA. Um homem formoso de tez morena, e quando o conheci já com uma farta cabeleira e barba branca, um Hemingway bem penteado e bem parecido, deveria ter sido famoso entre as mulheres. Casara com a Viscondessa de Caumont de quem enviuvara. Câmara Pires era um Compagnon de la Résistance medalhado, havia participado na resistência contra os nazis. Por isso numa França aliada de Portugal, as suas actividades eram toleradas. A sua casa era modestíssima, na Rua Hippolyte Maindron no 14ªeme arrondissement (bairro), na altura um quarteirão menos considerado em Paris.

* *

Paulo Jorge transmite-me a mensagem com o acordo ou orientações que havia recebido de Marcelino: que constituíssemos um órgão de coordenação dos estudantes com MPLA, PAIGC e FRELIMO e indica-me os contactos do chefe clandestino do MPLA, Álvaro Santos, que me descreve como um mulato cafuso conhecido por Zefo e Jorge Querido, estudante de engenharia do PAIGC. Remete-me ainda um calhamaço de boletins e comunicados dos movimentos de libertação entre os quais os primeiros documentos da FRELIMO que havia sido fundada no ano anterior, publicações obviamente proibidas que eu não sabia como esconder no comboio na passagem das fronteiras, mas que não tenho coragem de recusar com receio de passar por medroso logo à primeira.

Em Portugal o grupo devidamente constituído inicia em colaboração com um colega de liceu, natural da Zambézia, Álvaro Mateus, “Dallas”, a publicação do “Anti Colonial”, uma publicação regular clandestina, escrito por nós mas editado nas imprensas do Partido Comunista, em papel bíblia ou papel de mortalha de cigarro. Temos na altura uma divergência sobre a difusão das notícias de fonte UPA-GRAE que o Partido Comunista achava que se devia difundir de qualquer modo. Outra história. Só releva aqui porque é no decurso da distribuição desse boletim que venho a ter que atravessar a fronteira para chegar a França. Depois de detido em Poitiers, sigo para Paris. O 7 Hippolyte Maindron estava na minha cabeça porque era para lá que eu enviava os relatórios do trabalho em Portugal – parece que só foi um e encontrei-o nos arquivos do Marcelino com o pseudónimo demasiado óbvio de Fernando Santos. Para lá me dirigi a pé ao sair da Gare de Austerlitz. Estão lá Câmara Pires, Paulo Jorge e a jantar nessa noite os Margaridos, Alfredo e Manuela. Aí sou acolhido aos abraços, tomo o primeiro banho depois de quatro dias, como e durmo num colchão no chão, sob os olhares solícitos dos angolanos. No dia seguinte, os meus camaradas João Ferreira e Jacinto Veloso, que se haviam juntado à Frente de Libertação pilotando um avião da Força Aérea Portuguesa tomam conta de mim.

* *

No tempo de Paris frequento bastante Paulo Jorge, aprecio a sua simplicidade e o seu método. Mas é na Argélia que se cimenta a nossa amizade e – palavra essa que figura no museu das antiguidades da revolução – a nossa camaradagem. Somos ambos representantes dos nossos movimentos. Estando eu sozinho, pedi e passei a comer em casa dos angolanos, onde viviam o Adolfo Maria e esposa, Pepetela e Maria do Céu Reis e onde comiam também Hélder Neto, que perece na intentona nitista, o artista e etnólogo Henrique Abranches, Zé dos Kalos, meu antigo com repúblico de Coimbra e economista e Jorge Pires que como general dirigiu a logística das FAPLAs. Paulo Jorge concertava com mestria este conjunto de pessoas tão complexas, basta ver os conflitos que irromperam depois de ele sair e a que só o Presidente Neto conseguiu pôr cobro.

As funções das representações eram de difusão de informação na Argélia e nos países de expressão francesa para que os argelinos contribuíam com um subsídio mensal de dois mil e quinhentos dinares e no período final quatro mil dinares. Outras funções eram o relacionamento com as autoridades argelinas, nomeadamente pedidos de ajuda financeira directa, coordenação da acção diplomática na OUA e organizações internacionais e outras questões administrativas como passaportes, trânsito de militantes, bilhetes.

* * *

Mas havia um forte engulho. Nesses anos sessenta, o Governo argelino sob a influência de Franz Fanon, com as suas teses legitimadoras da violência dos oprimidos, havia reconhecido o GRAE de Holden Roberto. A sua viúva Josie, colega de Aquino de Bragança no jornal “Révolution Africaine”, velava sobre esse património como vestal do templo, até já aos anos setenta. Tínhamos que mudar a situação: Aquino fez muito por isso ao nível do jornal e da opinião. Mas faltava fazê-lo ao nível institucional. Com Paulo Jorge, aproveitámos uma convocação de todos os movimentos de libertação para concertar uma revolta daqueles que se auto-intitulavam os movimentos de libertação autênticos – e que éramos nós, claro! – MPLA, FRELIMO, PAIGC, ANC, ZAPU, SWAPO contra a “Unholly Alliance” (a aliança ímpia) que eram os outros. Fizemos o representante do GRAE sair da sala.

Mais tarde volto a encontrar Paulo Jorge como Chefe das Relações Exteriores da Presidência com o Presidente Neto. Estamos juntos com Samora e Chissano, Nyerere e Garba na grande batalha diplomática pelo reconhecimento do Governo do MPLA, na OUA em Addis-Abeba, onde a nossa vitória foi conseguir um empate de 22 a 22. Mais tarde como Ministro das Relações Exteriores estamos juntos na batalha da Namíbia e da SWAPO. Em 1978 vamos ambos às Nações Unidas. Andrew Young, o primeiro negro na Administração americana e seu representante nas Nações Unidas, convoca-nos para o seu escritório em frente das Nações Unidas a dois passos do nosso hotel, o UN Plaza, para trocar ideias. Os Ministros da Linha da Frente dos países anglófonos vão ao encontro. Paulo Jorge e eu decidimos que o encontro não é ao nosso nível. Vão os nossos colegas de delegação. Éramos assim em 1970...

No dia seguinte, domingo, alertado por Andrew Young, Cyrus Vance, Secretário de Estado de Jimmy Carter, homem de delicado trato, vem ao nosso hotel, hospeda-se numa suite onde nos recebe, a começar por Paulo Jorge. Os nossos colegas anglófonos estão estupefactos.

Paulo Jorge deixa nome na diplomacia africana pela sua defesa apaixonada da posição de Angola e pelo seu reconhecimento no mundo. Chissano contou-me da troca de argumentos entre Senghor e Paulo Jorge na OUA. Quando Senghor, excelente pessoa de resto e poeta que agora redescubro, começa com as suas divagações sobre a política, “on parle beaucoup d’imperialisme, mais qu´est-ce l´impérialisme” ? ou seja estamos aqui a falar muito de imperialismo, mas o que é esse imperialismo, Paulo Jorge levanta-se e diz: “L´impérialisme, Mr. Le Président, est le stade suprême du capitalisme. C´est écrit sur la couverture !”( O imperialismo, Senhor Presidente, é o estádio supremo do capitalismo. Está escrito na capa!) aludindo a um famoso panfleto muito lido entre os políticos na época, da autoria de Lénine, Éditions Sociales, Paris.

* * *

Conheço a sua vida e a sua casa. Conheci também os seus Gabinetes e Residências como Ministro e Governador de Benguela. Agora que está em Moçambique para participar em nome do seu Partido no simpósio sobre o legado de Samora Machel – que bem o MPLA soube escolher! – quis que viesse conhecer a minha família, a minha mulher e filhos, na terra onde nasci. O meu país, diferente por aquilo que a sua geração fez e à qual naquele dia de Maio de 63 em Paris, com Marcelino me fez pertencer. Riqueza e sentido que jamais poderei reconhecer à justa medida.

Mas Paulo Jorge é para mim e para muitos mais do que as recordações comuns. Haverá outros Ministros e outros dirigentes melhores. O que caracteriza Paulo Jorge é a sua constância. Em tudo o que é essencial, em tudo o que comanda a vida, Paulo Jorge permaneceu igual a si próprio. Nas amizades, na família – o que nos tempos que passam reconheça-se é um recorde absoluto, só por si merecedor de uma estátua –, nas convicções e na sua coragem. Fala quando é preciso, sem querer nada para ele. É um homem sem medo. Por isso ele é venerado.

É um puro. É um dos meus heróis.

Oscar 8 de Outubro 2003 em Maputo, Avenida do Zimbabwe.

Este texto foi lido e entregue a Paulo Jorge.


  • ÓSCAR MONTEIRO - O texto é uma homenagem ao nacionalista e deputado da Assembleia Nacional de Angola, Paulo Teixeira Jorge, falecido sábado passado, em Luanda.


Pensar e Falar Angola

domingo, 4 de julho de 2010

Ágora (ESPECIAL) - Crónica do tempo vindouro (Que há Devir)




Foram tantas as vezes que muitos de nós pedimos a Paulo Jorge, que deixasse as suas memórias, prometeu que em breve o faria, e morreu no sábado passado sem que nos tivesse feito a vontade!
As lembranças que Paulo Jorge iria deixar, eram fundamentais para perceber o que foi a diplomacia da fase de gestação e debutante da Republica Popular de Angola. Teria sido importante este legado, para acabar com uma miríade de histórias, algumas mal engendradas, que vão circulando sobre esses anos de particular enfoque no quotidiano político e militar da África Austral.
Com Paulo Jorge desapareceu uma parte do espólio, de um tempo em que a afirmação de valores de solidariedade, justiça social e igualitarismo faziam parte do léxico, e de alguma prática das nossas convicções pessoais e políticas.
Paulo Jorge nasce em Benguela em 1934, filho de um funcionário de uma açucareira, com ligações a candidaturas oposicionistas à ditadura de Salazar, particularmente empenhado nas comissões locais de candidatura de Norton de Matos e Humberto Delgado.
Vem para Lisboa nos anos 50 para estudar geologia, mudando entretanto para engenharia, curso que não acaba para se juntar à resistência angolana no exterior.
Foi membro dos órgãos sociais da Casa dos Estudantes do Império, alfobre de gente que conscientemente assumiu uma rotura com os valores do colonialismo português. Para além de excelente dançarino, era um sedutor e um exímio praticante de ténis de mesa, tendo sido campeão nacional universitário, para além de ter sido praticante federado ao serviço do Sporting.
Com Marcelino dos Santos, Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Câmara Pires, entre muitos outros, foi um entusiasta da criação da ex-CONCP (Conferencia das Organizações Nacionalistas das Colónias Portuguesas) e um dos seus particulares dinamizadores.
Esteve no “maquis”, mas a diplomacia do MPLA e depois da R.P. Angola foram uma constante no seu percurso de político, tendo sido Ministro das Relações Exteriores durante anos quer com Agostinho Neto, quer com José Eduardo dos Santos.
Nos anos 90, é governador do Kwanza-Norte e posteriormente Benguela, onde tem uma prestação de relevo. É deputado eleito em 1992, reeleito em 2008.
Homem de grande probidade, incapaz de se apropriar do que quer que fosse, assumindo até algum quotidiano espartano na sua vida, Paulo Jorge deixa-nos o exemplo do dirigente, que abraçou uma causa por convicção e nunca para se aproveitar dos lugares para proveito próprio.
Morreu a 26 de Junho, sabendo-se que sem grandes recursos, e com ele fica o exemplo de um homem fundamental nos alicerces do País e indispensável no colocar de tijolos da edificação de uma nova geografia política na África Austral.
Obrigado Paulo Teixeira Jorge!

Fernando Pereira
30/06/2010

Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Cuba Homenageia Paulo Teixeira Jorge

Fidel y Raúl honran la memoria de dirigente angolano


02/07/2010

El Comandante en Jefe, Fidel Castro Ruz, y el Presidente de los Consejos de Estados y de Ministros, General de Ejército Raúl Castro Ruz, enviaron ofrendas florales a las honras fúnebres del dirigente angolano Paulo Teixeira Jorge.


Una delegación cubana las depositó en la sede de Asamblea Nacional de Angola, ante los restos mortales de Teixeira Jorge, diputado a la Asamblea Nacional y miembro del Secretariado del Buró Político del Partido Movimiento Popular para la Liberación de Angola (MPLA).


Asistieron a las honras fúnebres el general de Cuerpo de Ejército Leopoldo Cintra Frías, viceministro primero de las Fuerzas Armadas Revolucionarias; y Pedro Ross Leal, embajador de Cuba en Angola, informa hoy el periódico Granma.


El destacado luchador, falleció el sábado último en Luanda y fue sepultado este jueves en el cementerio capitalino Santa Ana, tras el homenaje del pueblo en la sede de la Asamblea Nacional.


En el sepelio estuvieron presentes, junto al presidente de Angola, José Eduardo Dos Santos, miles de pobladores, el cuerpo diplomático acreditado en ese país africano y representaciones políticas y sociales de diversas partes del mundo.


Teixeira Jorge, cercano colaborador del ex presidente Agostinho Neto (1922-1979), se desempeñó como ministro de Relaciones Exteriores y secretario para las Relaciones Exteriores del MPLA, entre otras responsabilidades.

http://www.cubasi.cu/desktopdefault.aspx?spk=160&clk=273734&lk=1&ck=139587&spka=35

Pensar e Falar Angola

domingo, 27 de junho de 2010

Luto por Paulo Jorge

MPLA consternado com morte do nacionalista Paulo Jorge

O Bureau Político do MPLA manifestou-se hoje, domingo, consternado pela morte do Secretário para as Relações Internacionais deste partido, o nacionalista Paulo Teixeira Jorge, ocorrida sábado por doença.

Uma nota de imprensa a que a Angop teve acesso, em Luanda, indica que Paulo Jorge "fazia parte do restrito grupo de patriotas que de forma organizada se batiam por uma Angola liberta e pela dignidade do povo angolano".

O nacionalista Paulo Jorge, refere o documento, "é detentor de uma trajectória política irrepreensível e invejável na luta pela liberdade e pela democracia em Angola e no Mundo".

Destacou-se como simpatizante, militante e dirigente do MPLA, sobretudo na luta de libertação, quer como representante do partido no Egipto, Congo Brazzaville e na Argélia, bem como Responsável do Departamento de Informação e Propaganda, na Frente Leste.

Na sua longa caminhada, assinala-se também, de modo marcante, o mandato que a Direcção do MPLA lhe conferiu para integrar a delegação do partido para as negociações com a potência colonial, que culminaram com os acordos de Alvor, em Janeiro de 1975.

Com a proclamação da independência nacional, a 11 de Novembro de 1975, Paulo Jorge desempenhou as funções de Secretário do Presidente da República para as Relações Exteriores, assumindo ainda o cargo de ministro das Relações Exteriores, período durante o qual se podem destacar as suas qualidades como diplomata, humanista e defensor de causas justas.

O Bureau Político regista, sobretudo, o papel de Paulo Jorge na luta pela independência da Namíbia, a admissão da República Sahraui Democrática como membro da OUA e a diplomacia de atenuação dos efeitos da Guerra Fria.

No plano interno, destaque para os cargos e funções executivas partidárias e governamentais que desempenhou nas províncias do Kwanza Norte e Benguela, e
ainda na Assembleia do Povo, de que foi primeiro-secretário.

Na diplomacia partidária, lê-se no documento, assinala-se o papel de Paulo Jorge na luta que culminou com a admissão do MPLA na Internacional Socialista, assumindo hoje o Partido uma das suas vice-presidências.

Os cumprimentos de condolências à família realizam-se segunda-feira, dia 28, das 17 as 21 horas, na Assembleia Nacional, sala 3.

Casado e pai de dois filhos, Paulo Teixeira Jorge nasceu na província de Benguela, em 1929, e frequentou os estudos primário e liceal em Benguela e Luanda, respectivamente.

Em 1956, ingressou na Universidade, tendo frequentado o 1º ano de Geofísica e, posteriormente, por opcção, o curso de engenharia química.

No mesmo ano, ingressou no MPLA devido a acção mobilizadora de Arménio Ferreira e começou a participar nas actividades clandestinas e anti-fascistas, tendo sido preso por duas vezes por poucos dias, pela PIDE-DGS, em 1961 e em 1962.

De 1963 até 1965 trabalhou como operário em Paris (França), para assegurar a sua subsistência e desenvolveu, em paralelo, actividades a si encarregadas pela Direcção do MPLA.

Ainda em 1965, foi representante do MPLA no Egipto e, em 1967, representante desta mesma organização partidária na Argélia.

Em 1969 foi transferido para a 2ª região político militar, onde, posteriormente, é nomeado Representante do MPLA no Congo.

Em 1971, na Frente leste, foi nomeado Director do Departamento de Informação do MPLA, e em 1974 foi indicado para conduzir as conversações sobre a independência de Angola, com as autoridades portuguesas.

Em 1976, foi nomeado secretário da Presidência para às Relações Exteriores. No mesmo ano, foi nomeado ministro das Relações Exteriores da República Popular de Angola.

Em 1977, foi eleito membro do Comité Central do MPLA-PT, e em 1980, eleito deputado da Assembleia Popular Provincial do Bié e deputado da Assembleia do Povo.

Em 1978 foi nomeado secretário do Comité Central para a Cooperação, e de 1993 a 1994 exerceu o cargo de governador da província de Benguela.

Em 1995 foi nomeado secretário do MPLA para as Relações Exteriores, cargo exercido até à sua morte.

Já foi galardoado com as medalhas de Guerrilheiro do MPLA e da Luta Clandestina e com altas condecorações dos Governos das Repúblicas Popular e Democrática da Coreia, Federal do Brasil e de Cuba, entre outros países.



Pensar e Falar Angola

Eu Li Pepetela e aprendi

Adolescente queria saber tudo. Quem falou de quê, porquê e da terra. Comecei com Luandino e depois agarrei outro e de repente, o quarto desa...