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A mostrar mensagens de Junho, 2008

Ecos da Firmeza

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Há um mês estava num almoço de um camba que fazia mais um cacimbo.

Daqueles almoços que viram jantar à boa maneira angolana, cheio de gente e espalhados por muitas mesas. Foi nas instalações do Sporting de Luanda, ali no Bº dos Coqueiros.

Come-se muito, xupa-se melhor e acima de tudo fala-se bué. As conversas versam sobre tudo, do futebol às políticas.
A meio da tarde, sentei-me numa mesa onde uns jovens falavam entusiasmados pelo facto de Obama ter ganho a corrida à Sra. Clinton.

Fiquei calado a escutar as teorias que eles desenvolviam sobre o tema. Era evidente que o entusiasmo deles se devia ao facto de ele ser afro-americano. E não pelo conhecimento das ideias do senador Obama, nem pelo facto de ser candidato pelos democratas, pois se fosse pelos republicanos acho que para eles seria igual.

Nesse grupo o mais velho era eu, e o único branco. Depois de encher o copo com mais uma dose da melhor bebida do mundo, aproveitando até o gelo que ainda restava nele, meti-me na conversa da juventu…

Ponte da Catumbela

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Me disseram ia ficar assim:


Pensar e Falar Angola

Doenças tropicais IV

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Trópicos ainda são vistos como ameaça aos países desenvolvidos
Se na época da expansão colonial as doenças tropicais eram sinônimo de “doenças de negros e índios”, hoje são sinônimo de “doenças de pobre”. A maioria das doenças tropicais se concentra nas regiões mais pobres do mundo que, ironicamente, estão nos trópicos. Pesquisadores alertam para os riscos de se passar de um determinismo climático e racial que marcou a origem da expressão doenças tropicais para um determinismo socioeconômico.
Na medida em que tropical é sinônimo de pobre existe uma possibilidade perversa de que o rótulo tropical seja um caminho na direção do negligenciado e que se estigmatize uma população inteira: o problema agora é de quem mora nos trópicos”, diz Francisco I. Pinkusfeld M. Bastos, que pesquisa aids na Fiocruz. Bastos lembra que houve uma tentativa de transformar toda a população do Haiti em categoria de risco no início da epidemia de aids, junto com os homossexuais, os heroinômanos e hemofílicos (os a…

Os Nossos Kimbos - Etnografia

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http://www.nossoskimbos.net/Etnografia.htm







Pensar e Falar Angola

ANGOLA, em cor feminina

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(20) - Ágora - “SEJAMOS REALISTAS; EXIJAMOS O IMPOSSÍVEL”PARIS,MAIO 1968 (III)

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De Gaulle era o presidente da França em Maio de 1968, e foi o principal visado pelos milhares de pessoas que se movimentavam em Nanterre (subúrbio de Paris, onde foi o “berço” da rebelião, mais propriamente na sua recém inaugurada universidade), na Sorbonne, no Quartier Latin, nas Tullerias ou nas fábricas da Renault, ou da Citroen, ou nos plenários nos Correios ou mesmo nas centrais de produção de electricidade. O proeminente nariz do presidente francês, as pichagens nas paredes, as lojas fechadas, as barricadas com carros, as correrias constantes de polícias e manifestantes, a incessante actividade cultural que se desenrolava na rua, a incredulidade do cidadão parisiense e o fingir que nada se passa pelos milhares de imigrantes que viviam em Paris, “pintaram” um quadro algo absurdo. A sociedade luta entre o desmoronar e a reerguer-se num quadro de novos valores, novas opções sociais e uma maior contestação ao status quo prevalecente O acesso aos bens de consumo, à educação e à cult…

Doenças tropicais III

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Pobreza passa a caracterizar doenças tropicais
Houve, e ainda há, no meio científico, um esforço concentrado em mostrar o quanto o termo“doenças tropicais” estava equivocado e o quanto expressava o preconceito europeu em relação aos povos que viviam nos trópicos. O médico sanitarista Frederico Simões Barbosa, da Universidade Federal de Pernambuco, no artigo “Saúde e trópico” defende a impossibilidade de se definir uma moléstia como tropical
Segundo ele, a definição não resiste a três argumentos: as doenças tropicais não são as mesmas nas diferentes regiões tropicais do mundo; nenhum fator, dos muitos fatores que causam as doenças, pode ser determinante exclusivo dessas doenças; e raras são as doenças que se limitam às regiões tropicais. O próprio Carlos Chagas, em uma aula inaugural na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1926, já afirmava que eram “muito poucas, em verdade, e conta-se por algumas unidades, as doenças exclusivas de países tropicais, e também raríssimas aquelas cir…

Sábado Musical

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A CRIANÇA AFRICANA , em nós ...

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A propósito das belas fotos das nossas crianças , da CRIANÇA Africana que em nós vive , quero aqui oferecer em sopa de letras algumas das esculturas vivas em nós , realidades que nos envolvem no dia a dia profundo ...



A CRIANÇA AFRICANA

Na imensidão do só no horizonte
Descalço na terra a vida é bela
Bate à porta e entra na rua
Menino que joga com bola de pano

Goleiro pra cá goleiro pra lá
Metade de uns metade de outros
Juiz não mas Pelé e Schillaci há
Bola voando à baliza chutada
Grito de gol : pelééé ... Marcou !!!
Volta ao centro o astro contente .

Sorriso de menino , diz o caminho
Mostra a estrada da rua perdida
Diz o destino da Eva no tempo
Aponta teu dedo ao sol , que diz ?

Seja eu de si pequeno
Imagem de um sol maior
Na rua de ti mostrada !

E os tambores da noite ecoam
Nas vozes do vento a vibrar
Dizendo de ti menino do mundo
Dizendo no olhar o que lhe vai
Na alma de seu calmo ardor
Nos espaços dos tempos
De seu sofrer sem pão e "Con/dor"

Dizei montes o que vedes do céu
Da f…

Cogumelos do Bocoio.

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O combustível, a desenvoltura e o "homo-angolanus"

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-em algo de pitoresco, e muito de alto risco, no entanto denota um espírito de desenvoltura presente e constante no "homo-angolanus".

Temperado a ferro e fogo por dificuldades que duraram três décadas o "homo-angolanus" está mais que preparado para as "agruras" deste tempo de paz.

Aqui, transporte de combustível em Benguela.





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11 compromissos para a criança

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Sebastião Salgado
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Seminário de “Capacitação dos Directores Provinciais para operacionalização dos 11 Compromissos para a Criança” , a ter lugar nos dias 24, 25 e 26 de Junho, nas instalações do INAP (Instituto Nacional da Administração Pública), a partir das 8:30 min.
O acto de abertura está marcado para o dia 24, terça-feira, às 8:30 minutos e será presidido pelo Ministro da Reenserção Social e Presidente do CNAC, João Baptista Kussumua.
Fonte: UNICEF Angola
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Foto reportagem dum Leitor deste Blog

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As fotos deste meio de transporte foram tiradas em Bocoio, a caminho do Huambo, são totalmente feitas em madeira, incluindo as rodas, e que transportam tudo, desde chapas de zinco a pessoas!! Algumas até são 4X4.


A escola não tem nada além do que se vê: pedras a servir de cadeira e as carteira são os joelhos. Estão matriculados nesta aldeia 4100 alunos, as aulas começam ás 7,30 e terminam ás 18, 30. Esta escola fica no Libangue perto de Chiconba/Caconda.

Adivinharam onde esta foto foi tirada?








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Melhoria das estradas = aumento da sinistralidade

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A notória recuperação da rede rodoviária angolana
permite uma maior mobilidade aos automobilistas angolanos. Com estradas que nada ficam a dever a estradas congéneres em qualquer parte do mundo, a tentação do excesso de velocidade leva a consequências desastrosas. Está a aumentar o índice de sinistralidade rodoviária nas estradas angolanas...






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COMBATE AOS DIAMANTES DE SANGUE

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ampliar para ler
Fonte: Angola in






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A FLIP, ONDJAKI E EU

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Transcrito directamente do blog Loucuras De Lady Lita de 9 de Junho

“escrevo porque tenho estórias para contar.”

Ondjaki

Em 2006, na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), o escritor angolano Ondjaki esteve presente, infelizmente eu não estava lá.
Eu nem conhecia o trabalho de Ondjaki, mas fiquei conhecendo através das entrevistas que ele concedeu para várias emissoras de tv.
Eu acompanhei os acontecimentos da FLIP via Internet.
Um certo dia, eu estava assistindo tv, então mudando de canal acabei por botar no canal Futura que eu gosto muito! Tinha uma repórter entrevistando um escritor, então fiquei prestando atenção e gostei muito dessa entrevista, era o Ondjaki, falando de uma maneira tão solta, firme, mas com muita suavidade sobre vários assuntos.
A partir desse dia eu comecei a procurar material sobre ele, li várias entrevistas em vários blogs. Então, me despertou algo...lembrei da minha infância e dos meus amigos angolanos de quando eu morava no interior de São Paulo, pois aque…