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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

...a fome e a pobreza continuam.










Pensar e Falar Angola

Bolsa de valores...


... arranca no primeiro trimestre de 2008
Cândido Bessa



A Bolsa de Valores de Angola arranca no primeiro trimestre de 2008, segundo garantias do presidente da Comissão de Mercado de Capitais (CMC), António da Cruz Lima. A informação foi avançada após a outorga da primeira certidão de registo de valores mobiliários ao Banco Africano de Investimentos (BAI), num acto que marcou o início, de facto, do Mercado de Capitais em Angola.

No próximo ano vamos ver funcionar as instituições que representam, o mercado de capitais, nomeadamente a Bolsa de Valores, a comissão de supervisão do mercado e outras instituições de intermediação financeira que têm sido credenciadas para operar no mercado”, garantiu o gestor Cruz Lima, não adiantando ainda o número de empresas para o arranque.

Especialistas estimam que, em função das potencialidades do país, a Bolsa de Valores de Angola estaria entre as 10 mais cotadas em África, num mercado em que o grande líder é a África do Sul que possui uma bolsa com cerca de 700 companhias listadas e uma capitalização que ascende os 260 mil milhões de dólares.

Entre os 14 países que compõem a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Angola é um dos três países (outros dois são Tanzânia e Congo Democrático) que não possui um mercado de capitais institucionalizado.

Numa altura em que o país regista poucos produtos financeiros e grande parte das poupanças não vão para o mercado financeiro, a Bolsa de Valores apresenta-se como uma forma de capitalizar o empresariado nacional e financiar a economia por meio não bancário.

O cidadão que tiver uma pequena poupança poderia, por exemplo, através de um corrector, comprar acções de grandes companhias para rentabilizar o seu dinheiro. Do mesmo modo como tem de procurar um despachante para tratar da sua carga importada, pode o cidadão procurar o corrector (o intermediário neste caso) para inteirar-se sobre a melhor forma de investir e rentabilizar o seu dinheiro na Bolsa.

A Bolsa de Valores pode funcionar também como sinal de maturidade da economia de um país, contribuindo para a atracção de investimento. Os grandes fundos também podem se sentir atraídos a investir num determinado país, ao notarem a melhoria da imagem deste país. A Bolsa de Valores constitui também meio para a diversificação das modalidades de financiamento da economia nacional, ao mesmo tempo em que aumenta o grau de transparência do funcionamento das empresas públicas e privadas.

Para especialistas da DevPar, empresa que preparou o lançamento do mercado de capitais do Ghana, e que também esteve na formação de técnicos angolanos, a Bolsa de Valores pode ajudar na criação de emprego e combate à pobreza.

Pensar e Falar Angola

domingo, 30 de dezembro de 2007

PRÈMIO PARA PORTO DO LOBITO


O Porto Comercial do Lobito impõe-se como porta para o continente africano, o que implica construir e consolidar vantagens competitivas que o torne indispensável nos principais mercados da região.
A afirmação foi feita quinta-feira pelo director da instituição, José Carlos Gomes, aquando da cerimónia oficial de apresentação do troféu internacional de transporte, New Millennium Award, na categoria de Ouro, conquistado recentemente pela empresa em Madrid, capital do Reino de Espanha.
O troféu, que se junta ao Galax alcançado em 1998, foi conseguido pela qualidade dos serviços prestados pelo Porto do Lobito nos últimos tempos, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento do comércio internacional e para a integração dos países numa economia cada vez mais globalizada.
O prémio foi concedido pelo Trade Leards Club, associação de dez mil empresários que congrega dirigentes de grandes e médias empresas de todos os sectores de actividade e representantes de 120 países, que dependem de um bom serviço de transporte para garantir uma boa actuação nos seus respectivos mercados.
"Os actos constituem os fundamentos da história e, como tal, consideramos pertinente a primar pela boa organização, bem como melhorar a qualidade dos nossos serviços para que continuemos a ser distinguidos a nível nacional e internacional", reconheceu o gestor.
A actividade de prestação de serviços, a navegação e o histórico papel do fiel depositário da mercadoria da Alfândega, que estão consignados para o recinto portuário, não são por si actividades isoladas, mas sim acções imbuídas da economia globalizada.
"Não restam dúvidas que o Porto do Lobito passa definitivamente a constar na lista dos portos galardoados com este prestigioso troféu, ficando o sentimento generalizado perante a opinião pública e de todos os intervenientes, a confiança no nosso trabalho cada vez mais reforçado, dando início a uma nova era", salientou



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Clube Ferroviário de Luanda

Foto da net


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Doação do Japão

Quarenta escolas primárias vão ser construídas nos próximos dois anos nas províncias de Luanda e de Benguela, pelo Ministério da Educação, cujos custos, orçados em 8,95 milhões de dólares, provêm de uma doação do Governo do Japão entregue hoje, através do UNICEF.

Até finais de 2009, Luanda vai contar, por isso, com 20 escolas, com 6 salas cada uma, situadas nos 5 municípios da periferia, nomeadamente Samba, Cacuaco, Viana, Kilamba Kiaxi e Cazenga. Já a província de Benguela também terá 20 novas escolas, nos 9 municípios que a compõem, com 3 salas cada.

A outra diferença está em que o financiamento prevê o equipamento mobiliário das 20 escolas de Benguela, para além de que cinco delas, porque situadas em zonas muito remotas, serão beneficiadas com instalações para 30 professores. Todas as 40 escolas contarão com o abastecimento de água potável, casas de banho e terão um muro de vedação que garante maior segurança dos alunos.

A cerimónia de entrega dos fundos presidida pela Vice-Ministra da Educação, Alexandra Simeão, teve lugar esta manhã no edifício do Ministério da Educação, em Luanda, em cujo acto o Embaixador Susumu Shibata, da Embaixada do Japão e a Representante do UNICEF em Angola, Angela Kearney, procederam à assinatura do protocolo de acordo que serve de suporte legal ao projecto que visa erguer 180 salas de aula.

Com uma já vasta acção no que toca à assistência ao desenvolvimento social de Angola, esta é a primeira doação do Japão para o sector da Educação no país através do UNICEF. Para o Embaixador do Japão em Angola, esta contribuição destina-se a ajudar o Governo e o Povo de Angola e enfrentar um dos maiores prejuízos sofridos com a guerra, que foi a destruição de milhares de escolas por todo o país. “Tal como o Japão do pós-guerra, Angola também precisa de muita ajuda externa e nós estamos a dar o nosso apoio para que as famílias voltem à normalidade, com os seus filhos a saírem todas as manhãs para a escola com um grande sorriso,” disse o Embaixador Shibata.

Com estas infra-estruturas, o Governo angolano prevê o acesso ao sistema de ensino regular a um número estimado de16.200 alunos. As direcções de Educação das duas províncias vão implementar a participação das comunidades locais na gestão das escolas, através do treinamento dos pais e professores em metodologias de interacção e gestão participativa, com a criação e o envolvimento de Comissões de pais e encarregados de educação. Um investimento em “software” será feito com a promoção da educação em saúde e higiene escolar para todos os alunos.

O projecto insere-se na visão das “Escolas Amigas da Criança” que o UNICEF está a promover em todos os países onde funciona, cujo alvo é ensino de qualidade, e que integra as componentes-chave da água e saneamento, a educação da menina, a promoção da saúde e a participação dos pais na gestão das escolas.

“Nós somos de opinião que, no âmbito da reforma do ensino em curso actualmente no país, esta estratégia tornar-se-á a chave para novas intervenções que assegurem a qualidade do ensino primário para todas as crianças angolanas. O UNICEF está justamente a apoiar esta ideia assumida pelo Ministério da Educação, através de um grupo de trabalho conjunto que funciona a nível central e se desdobra pelas direcções províncias da Educação,” explicou a Representante do UNICEF, Angela Kearney.

Fonte: UNICEF, Angola

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sábado, 29 de dezembro de 2007

Rio Ngangu


(...) o Ngangu - rio vermelho, rio ruivo, o que sei de cor e nunca cheguei a lhe avistar. Vermelhavam as suas torrentes, porque? se claras eram as águas nas nascentes em planalto de pedra - como? Teimosiavam em vencer fundos de pedra de ferro, avermelhavam com o sangue desses seixos rolados, burgaus de fogo, e acabava baço nas carapinhas dos monandengues de suas margens, miúdos ruivos. A pele daqueles povos acobreavam ainda em tempo de cacimbo. (...)




Fonte: Luandino Vieira in O livro dos rios

Nota: Rio Ngangu é afluente do rio Kuanza.






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Sábado Musical


video

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Eleições e condições para o exercício pleno da cidadania

O Presidente da República José Eduardo dos Santos anunciou, no seu discurso de Natal, a realização de eleições legislativas em Setembro de 2008.
O discurso do Sr. Presidente da República de Angola, para além de ser uma excelente peça de oratória, contém um conjunto de ideias importantes para o desenvolvimento da sociedade angolana e para o crescimento do país.
No entanto, eventualmente por incapacidade de leitura da minha parte, não descortinei nesse discurso uma alusão clara e significativa a um aspecto que reputo fundamental para que Angola consiga tornar-se num curto prazo no país desenvolvido e na democracia plena a que todos os angolanos aspiram - a Educação do povo angolano.
Certo que o Presidente José Eduardo dos Santos dedicou algumas linhas à formação técnica e profissional que habilite os angolanos ao exercício de funções qualificadas. Mas ao que me refiro não é exactamente a esse tipo de formação, a qual é fundamental para a instalação de empresas e para o aumento da produção.
Para mim o que é fundamental é falar de educação de nível superior, politécnica e universitária, com a qualidade suficiente para garantir a qualificação da massa cinzenta dos angolanos e impedir a contínua emigração de quadros que vão enriquecer os países europeus, americanos e asiáticos.
Angola, tal como os restantes países africanos, tem que formar localmente os seus mestres e doutores, tem que ser capaz de produzir conhecimento e deixar de se limitar a importar e pagar caríssimo o conhecimento e a tecnologia que permitem transformar os seus recursos naturais.


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MALUVO ou MARUFO


Vinho de sumo de cajú, ou de seiva de matebeira, palmeira, palmito ou bordão.
De "kulufuka": estoirar. Alusão à vasilha, por efeito da fermentação.

Fonte: Alimentação Regional
Bebida muito apreciada no Norte de Angola onde tem funções sociais precisas, como seja a cerimónia do alembamento, o final de uma maka ou o agradecimento ao voluntariado comunitário nas zonas rurais. (...) Segundo uma lenda Bacongo, o primeiro homem a extrair o maluvo e a preparar o azeite de dendém foi Lenchá, escravo do Rei do Congo. A partir dessas descobertas nunca faltaram estas delícias na mesa do rei. Mas Lenchá levou as suas experiências ao ponto de deixar fermentar a seiva da palmeira, durante três dias. O rei achou o néctar delicioso e bebeu em doses elevadas. Apanhou a primeira bebedeira da sua vida . Com o rei viviam nove sobrinhos. Makongo, o mais velho, vendo o rei em tal estado julgou-o às portas da morte. Fez crer às mulheres do rei que tal situação resultava do veneno que lhe fora ministrado por Lenchá. Chamou os oito irmãos, levaram o escravo para longe de Banza Congo e queimaram-no vivo. O rei, ao acordar da bebedeira, estranhou a presença dos sobrinhos junto ao seu leito. Perguntou por Lenchá, o seu escravo querido. Posto ao corrente da situação proferiu sentença imediata contra a acção estúpida dos sobrinhos: seriam queimados, como o haviam feito ao seu servo. Antes, porém, que a sentença fosse executada, os nove sobrinhos fugiram da cidade e, atravessando o rio Zaire, formaram os nove reinos que passariam a constituir Cabinda.

Fonte: http://66.102.9.104/search?q=cache:da8gH097faIJ:odcity.blogspot.com/2007/07/marufo-origem-da-palavra.html+maluvo&hl=pt-PT&gl=pt&strip=1


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Dois mil quilómetros de estradas

PEREIRA DINIS Jornal de Angola
Dois mil quilómetros de estradas vão ser construídos em 2008. Segundo o vice-ministro das Obras Públicas, Joanes André, entre as estradas em construção destacam-se a via Caxito/Nzeto/Tom­boco/Mban­za Congo, Nzeto/Soyo, bem como a ligação para o Leste do país a partir de Malanje.
Deste modo, viajar por estrada de Luanda para o interior de algumas províncias deixará de ser um “quebra-cabeças”, porque vários troços rodoviários foram reabilitados ou estão em vias de reabilitação. O governante, que falava durante uma cerimónia de cumprimentos de fim-de-ano em representação do titular da pasta, Higino Carneiro, anunciou igualmente que o Ministério das Obras Públicas (MINOP) perspectiva também para o próximo ano a conclusão das obras de macro-drenagem da província de Luanda. A conclusão da macro-drenagem, frisou, permitirá a requalificação dos bairros da capital. No capítulo de infra-estruturas, o vice-ministro Joanes André, que também coordena o Gabinete Técnico de Projectos da Província de Luanda, garantiu que em 2008 se vai dar início às obras das integradas das cidades de Cabinda, Zaire e Malanje, à semelhança do que já acontece em Luanda, Benguela e Kwanza-Sul. Por outro lado, referiu que o Ministério das Obras Públicas tem a tarefa de construir os estádios para o Campeonato Africano de Futebol que Angola vai organizar em 2010. “Assumimos publicamente o compromisso de cumprir com os prazos e as normas de qualidade exigidas pela Federação Internacional de Futebol”, disse. As obras que um pouco por todo o país estão a ser erguidas, segundo palavras do vice-ministro, têm feito com que a família da reconstrução seja cada vez maior, unida e mais forte. Entre as grandes realizações do Ministério em 2007 destaca-se a regularização dos rios Cavaco, Coporolo e Catumbela, em Benguela. A contenção das ravinas de Saurimo, Lunda-Sul, a terceira e quarta fase do saneamento de Luanda, ainda em curso, a conclusão das obras das vias Viana/Maria Teresa; Huam­bo/Caála; Alto Dondo/Des­vio da Munhenga; Desvio da Munhenga/Quibala; Bitchequete/Mas­sabi são outras realizações de vulto levadas a cabo pelo Ministério das Obras Públicas no ano que está prestes a terminar.


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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

ANGOLA NO DAKAR



Equipa angolana ao Raid Lisboa-Dakar 2008.


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Don Kikas



Músico angolano, Don Kikas, nome artístico de Emílio Camilo da Costa, nasceu a 4 de Janeiro de 1974, em Sumbe, na província de Kwanza Sul (Angola).
Emigrou para o Brasil, onde permaneceu até aos 6 anos, regressando, posteriormente, a Angola. Aos 8 anos, compôs a sua primeira canção, revelando uma nata vocação para a música. Profissionalizou-se em 1993.
Radicado em Portugal, Don Kikas possui a seguinte obra discográfica: Sexy Babi (1995); Pura Sedução (1997), com o qual ganhou um disco de prata; Xeque Mate (2000), com um disco de ouro; e Raio-X (2003). A sua música, influenciada pelo kizomba, zuke, semba e ritmos brasileiros, aborda as temáticas do amor e das problemáticas sociais relacionadas com o povo angolano.
Considerado um dos cantores cimeiros da música moderna angolana, Don Kikas tem ganho projecção internacional ao actuar em alguns países estrangeiros, como o Brasil, onde cantou com Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Daniela Mercury, entre outros. Os seus principais inspiradores musicais são Bonga, Filipe Mukenga, Waldemar Bastos, Stevie Wonder, Djavan e Martinho da Vila.


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Eleições Legislativas

Eleições legislativas marcadas para 5 e 6 de Setembro de 2008 Lusa

As eleições legislativas em Angola foram marcadas para 5 e 6 de Setembro de 2008, anunciou o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na sua mensagem de Ano Novo.
“A vontade do povo angolano deve exprimir-se com verdade e sem limitações nos dias 5 e 6 do mês de Setembro de 2008, nas eleições legislativas que serão oportunamente convocadas”, precisou o estadista, na habitual mensagem à Nação por ocasião do fim de ano. O Chefe de Estado angolano referiu que o exercício de voto é um processo que vai aprofundar o sistema democrático no país e permitir que ele (sistema) funcione normalmente.
Com efeito, frisou que as próximas eleições devem ser realizadas num clima de paz, harmonia e fraternidade entre todos os angolanos, sem recurso à violência verbal ou física, mas na base da tolerância e respeito pela opinião e ideias alheias.
Para tal, José Eduardo dos Santos disse ser fundamental que a segurança dos cidadãos e a protecção dos seus bens esteja completamente garantida pela Polícia Nacional, como garante da ordem.
Segundo o estadista, a ordem pública é uma condição indispensável para que os cidadãos se sintam tranquilos e possam viver sem quaisquer constrangimentos nem receios e exercer os seus direitos e cumprir os deveres.
Nesta perspectiva, o mais alto mandatário da Nação angolana precisou que a Polícia Nacional, como garante dessa ordem, tem de dar o exemplo, devendo os seus quadros e agentes pautar a sua conduta pelo respeito pela vida humana e pela propriedade pública e privada.
“Só assim esta corporação corresponderá às expectativas de todo o povo angolano”, sublinhou Eduardo dos Santos, apelando à sociedade a estar sintonizada com o momento que o país vive, caracterizado de esperança e de grande confiança no futuro.
Esta será a segunda vez que terá lugar em Angola uma escolha popular. As primeiras eleições legislativas tiveram lugar em 29 e 30 de Setembro de 1992.
Recorde-se que as primeiras eleições gerais em Angola realizaram em 1992 com a participação de 18 partidos, ao passo que onze candidatos concorreram às presidenciais.

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Reserva Parcial de Mavinga

Origem - Estabelecida como Reserva Parcial a 17-09-1966.

Classificação - Reserva Parcial, IV. Localização - Província de Cuando-Cubango, 300 km para sul de Menongue.

Área - Ocupa 5.950 km². Limites Geográficos - 15 09' a 19 57' de Latitude Sul e 20 24' a 21 30' de Longitude Este.

Limites Naturais - Limitado a Norte pela picada de Chondela até ao Rio Dima e a Leste pela linha de fronteira com a Zâmbia.

Descrição - Com uma altitude que vai dos 1.052 aos 1.228 metros a reserva estende-se por planíces de linhas suaves, cortadas pelos rios Kwando, Lombam, Cariei e Cueio. A temperatura média anual é de 20,6°C e a humidade de 77%. O mês mais frio é Julho, com uma média de 14,5°C, e o mais quente é Outubro, com 24,2°C. Chove em média 92 dias por ano e a humidade relativa é de 51%. Os dois tipos de vegetação principais são a floresta aberta com algumas árvores dispersas de folha caduca e a savana seca, com capim e arbustos dispersos. Os mamíferos existentes na Reserva são a onça, a hiena, o mabeco (Lycaon), o texugo, o leão, o elefante, o rinoceronte negro, o hipopótamo, a inhala (Kobus ellipsiprymnus - cabra de água), o puku , o chango (Redunca redunca), o topi, a impala, o oribi, o steenbok (Raphicerus campestris), o lechwe (Kobus leche), o búfalo e o olongo (Strepsiceros strepsiceros - kudu). A ave mais comum é a avestruz (Struthio camelus).

http://www.cpires.com/angola_parques.html







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QUIBENZA





QUIBENZA - puré de banana ou de abóbora.


Depois de cozido qualquer dos elementos, ele é esmagado e refogado em azeite de palma ou de jinguba. O de banana é mais usual ao pequeno almoço, e o de abóbora, ao almoço-jantar, mas com acompanhamento de funji de bombó.


Esta iguaria pertence às populações da região do Cazengo.


De "kubeza": venerar. Alusão ao apreço do seu paladar.




Fonte: Alimentação Regional



TEXTO SECUNDÁRIO




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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Um Escritor Angolano - Carmo Neto

Carmo Neto nasceu a 16 de Outubro de 1962 em Malanje, onde fez os estudos primários e secundários. Durante anos a fio, enquanto cumpria o serviço militar, foi jornalista da Revista Militar de que chegou a ser Director. É jurista. Presentemente exerce advocacia em Luanda. O pequeno volume da sua produção narrativa, constituída por três textos, o últimos dos quais é colectânea de textos curtos publicados no Jornal de Angola, parece revelar um excessivo respeito pela escrita literária, preferindo uma progressiva acumulação de experiências, em vez de uma fluidez criativa. Mas ao mesmo tempo esconde expectativas e ambições para escritas e textos de maior fôlego.
É membro da União dos Escritores Anglanos.
Publicou três textos narrativos: A Forja (1985), Meu Réu de colarinho branco ( 1988), Mahézu (2000)









Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Sábado musical



Angola o som e a imagem












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Parque Natural Regional do Namibe

Origem - Estabelecido como Reserva Parcial por período limitado até a 31-12-1959, pelo Diploma Legislativo de 12-06-1957.


Classificação - Reserva Parcial, IV, desde 1960.


Localização - No extremo sul do país, perto da cidade costeira do Namibe.


Área - Ocupa 4.450 km². Perdeu 290 km² para a cidade do Namibe (antiga Moçâmedes) a 23-07-1973.


Limites Geográficos - 15 09' a 19 57' de Latitude Sul e 20 24' a 21 30' de Longitude Este.


Limites Naturais - Limitado a Norte pelos rios Bero e Cubal até ao Muol, a Leste pelos rios Atchinque e Curoca. A Oeste pela linha da costa entre a Foz do Rio Bero e a Foz do Rio Curoca. Descrição - Ocupa uma área desértica com grandes dunas de areia, que termina em escarpas montanhosas. A temperatura média anual é de 20,6° C mas a escassa pluviosidade só permite a sobrevivência de plantas adaptadas ao deserto, como a welvitschia mirabilis. Apesar do meio ser pouco propício à manutenção de fauna, são observados elefantes, olongos (Strepsiceros strepsiceros - kudu), rinocerontes negros e zebras da montanha.


Visitantes - Recebe visitantes desde 2002.

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Programa de médio prazo no Luena

Luanda, 20.Dezembro – O processo de elaboração do plano nacional para o quinquénio 2009/2013, que está a decorrer em todo o país, fez deslocar esta quinta-feira, o vice-ministro do Planeamento, Carlos Alberto Lopes, ao Luena, província do Moxico.
Em breves declarações à Angop, no Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, Carlos Lopes informou que este contacto directo com as províncias, contrariamente aos processos de elaboração de planos anteriores, permitiu que se estabelecesse uma metodologia que visa a preparação do plano da base ao topo, isto é, integrando os diferentes níveis hierárquicos da administração do Estado até ao órgão central do planeamento.
Com este procedimento, estamos a criar uma base que vai solidificar os procedimentos de planeamento, permitindo que este sistema seja mais fluido e criar uma maior interacção entre as equipas técnicas que trabalham no processo”, referiu.
Segundo o governante, que encabeça uma delegação, a par dos trabalhos de fiscalização, vão fazer, também, a abordagem de metodologias sobre o processo de programação para aqueles municípios que neste momento se enquadram dentro do programa de melhoria da gestão municipal e que já foram transformados em unidades orçamentais.
O Plano de Desenvolvimento Económico-Social, cujo processo de elaboração a nível nacional teve início em Junho do corrente ano, vai englobar componentes dos agregados macro-económicos, do desenvolvimento sectorial e do desenvolvimento do território.
Actualmente, as províncias do Moxico, Zaire, Bié, Lunda Norte e Uíge estão a beneficiar de maior atenção por serem aquelas que, do ponto de vista metodológico, carecem do apoio do Ministério do Plano.

angop







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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Projecto multiusos - Luanda









Luanda finalmente no século 21.

Projecto, polémico? Sim. Formalmente interessante? Sim. Linguagem arquitectónica contemporânea? Sim






TEXTO SECUNDÁRIO




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Reserva Búfalo

Origem - Estabelecida como Reserva Parcial a 05-04-1974.
Classificação - Reserva Parcial, IV.
Localização - A cerca de 30 km de Benguela, para sudeste. Área - Ocupa 400 km².
Limites Geográficos - 12 42' a 12 55' de Latitude Sul e 12 37' a 13 58' de Longitude Este.
Limites Naturais - A Norte é limitada pelo Rio Benguela, Mungua e terrenos demarcados por Carlos da Silva. A Sul, pelo Rio Caimbambo, terrenos concedidos provisoriamente a Alberto Manuel, terrenos demarcados por Palmira Marques, terrenos concedidos provisoriamente a Maria Henrique, terrenos vagos, terrenos demarcados provisoriamente por Maria Adelaide, terrenos concedidos definitivamente a Carlos da Silva, terrenos demarcados provisoriamente por Agrícolas Portelas SARL. A Oeste pelos Rios Cavaco e Catengue.
Descrição - Com uma altitude que vai dos 380 aos 1.210 metros, apresenta uma topografia bastante irregular, com afloramentos rochosos. São quatro os rios que atravessam a reserva: Catumbela, Cavaco, Bungue, e Caimbambo. A temperatura média anual é de 23.5°C e a humidade de 77%. O mês mais frio é Julho, com uma média de 19.4°C, e o mais quente é Março, com 26.8°C. Chove em média 45 dias por ano, num total de 305mm. Os principais tipos de vegetação são a floresta aberta, a savana com algumas árvores e arbustos, a anhara e a estepe com capim escasso e pequenos arbustos. O búfalo negro (Syncerus caffer caffer) é o mamífero mais abundante. Existem também onças, chacais, hienas, leões, mabecos (Lycaon), hipopótamos, golungos (Traguelaphus scriptus), olongos (Strepsiceros strepsiceros - kudu), palancas vermelhas (Equinus de Hippotragus), bambis (Sylvicapra grimmia), javalis africanos (Potamochoerus porcus e Phacochoerus aethiopicus) e mandris (Papio ursinus) .

http://www.cpires.com/angola_parques.html







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terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Batatas


Dois Angolanos pensam abrir uma mercearia de bairro. Como nenhum dos dois tinha experiencia combinam praticar primeiro: um finge que é o cliente o outro o merceeiro.
- Boa tarde!
- Boa tarde.
- Tem batata?
- Tem!!! Batata boa, batata grande! Quanto quer?
- hmmmm.... 3 litro!
- Estupido pa! Batata nao vende em litro. Sai e entra outra vez!
- Ta bem.
- Ta bem.

- Boa tarde!
- Boa tarde.
- Tem batata?
- Tem!!! Batata boa, batata grande! Quanto quer?
- Hmmmm.... 3 metro!
- Estupido pa! Batata nao vende em metro. Sai e entra outra vez!
- Ta bem.
- Ta bem.

- Boa tarde
- Boa tarde.
- Tem batata?
- Tem!!! Batata boa, batata grande! Quanto quer?
- Hmmmm.... 3 kilo!
- Isso mesmo, pa! Ve como tu sabe?!!!! Hmmmm... trouxe garrafa?








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Viajem no pensamento

Esta eu meditando no que hoje havia de 'postar' aqui no Pensar e Falar Angola quando me lembrei destas fotografias e daí comecei a navegar em sonhos. Imaginem vocês que os navios negreiros, da época do Brasil como colonia, não levaram apenas povos e culturas que hoje fazem parte da mistura cultural do Brasil. Escondidinhas nos porões foram praias inteiras que posteriormente foram reconstruídas, à imagem, do outro lado do Atlântico.


Olhando estas fotos já não sei onde é cada uma delas.


Sei apenas que duas são em Angola e outras duas do Brasil



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Nuvem

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