A obra tem como estrutura as cartas de Manuel Beça Múrias à sua mulher Maria João. Jornalista, é em Angola como alferes que as palavras surgem, palavras que retratam perplexidade (a descoberta do cenário do conflito), ternura (pela terra africana e pelas suas populações), distanciamento crítico (a consciência política do miliciano), repugnância (pela violência contra as populações civis negras), saudade (pelo que deixou para trás) e amor (pela sua mulher e filhos, que o seguiram à distância para depois se juntarem a ele ainda durante a sua comissão nos anos que passou na guerra entre 1962 e 1964).
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