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domingo, 15 de abril de 2012

216 - Ágora - No Antanho




NO ANTANHO!
(Iª PARTE)

Estou pouco para escrever, mais para copiar.
Esta carta de Luanda que por razões de espaço divido em três partes, é acima de tudo uma imagem bem ilustrativa de uma cidade de Luanda onde só parte da sua ambiência e as suas gentes são faladas. Era a vida!
Recordar Loanda Antiga através da pena de Henrique Paço D’Arcos faz-nos sentir como se lá tivessemos vivido nessa época hoje já longínqua em que a saudade e a esperança se misturam e desvanecem como fumo e sombras na bruma do tempo... 
Pelo seu valor humano, histórico e literário, transcrevo na íntegra, e obedecendo à ortografia da época, o prefácio escrito por Henrique Paço d’Arcos dedicado ao seu amigo de juventude, colega de muitos anos no Banco de Angola, e distinto historiador luandense Manuel da Costa Lobo, na obra deste “Subsídios Para a História de Luanda” (edição do autor, Lisboa, 1967). 



“Querido Manoel 
Éramos naquele tempo dois rapazinhos novos que com o escasso intervalo de meses aportámos à velha cidade de São Paulo da Assumpção de Luanda.
A viagem para lá só se fazia então por mar, com escalas no Funchal e em São Tomé, e durava entre 17 e 20 dias. 
No porto de Luanda os navios ficavam a uma distância enorme de terra sendo a ligação com esta feita por batelões e pelos gazolinas do Canelas e de mais dois ou três, uns melhores do que outros. 
Na cidade, com a chegada do navio, era dia de São Vapor. Homens, mulheres e crianças, brancos, negros, mestiços - os homens com fato de brim e capacete colonial - íam nos gazolinas esperar os recém-vindos. O desembarque fazia-se, ao fim de uns quinze a vinte minutos de travessia, nas “Portas do Mar”. 
Foi assim que um dia puzeste pé em São Paulo da Assumpção de Luanda, onde eu te havia precedido de uns meses. 
Luanda era então uma pequenina cidade que do Morro da Fortaleza à Mãe Isabel, ao longo de uma praiasinha suja e semeada aqui e além de dongos, se debruçava sobre a baía. Tinha como limites a encosta vazia da Praia do Bispo, as quatro casas do Bairro do Saneamento, a Brito Godins e a Avenida do antigo Cemitério. 
À Ilha, em frente, ía-se por uma velha ponte de madeira sobre pilares de cimento, que por baixo dava passagem às canoas de pescadores e aos gazolinas que demandavam em passeio turístico as praias de Belas ou as edénicas ilhas das bandas da Corimba. 
As ruas não eram asfaltadas e alumiavam-se à base dos velhos «Petromax», salvo uma ou outra residência ou serviço público com gerador privativo que, como por cordelinhos, ia de extensão em extensão e aos soluços servindo a vizinhança amiga. 
A àgua vinha, ainda como hoje, do famoso Bengo, mas não era tratada, sendo preciso decantá-la em pedras de Moçamedes e em filtros de velas para, fervendo-a, a tornar potável, e bem assim usar filtros de pressão nas torneiras e nos chuveiros para aligeirar no banho a sua côr de chocolate. 
Em matéria de transportes públicos, havia os dois machimbombos do Crista - um deles mais parecendo feito de tábuas de caixote - com términus na Baixa, no Largo do Bíker, junto ao Clube dos Pés Frios, e, na Alta, em frente à Casa às Riscas. Havia as tipoias dos Barros e meia dúzia de automóveis de aluguer que hoje seríam objectos preciosos de museu e que faziam na praça no Largo D. Fernando. Pertenciam ao Joaquimzinho, aos Macedos, ao Carvalho, ao Sério, ao Tavares, ao Fonseca. 
E houve ainda um mágico que resolveu montar um comboio bébé que pela Praia do Bispo ía até à Samba, empreza que foi um insucesso. 
Pontos de reunião eram o Biker, o Gêlo, a Bijou, onde pontificava o Gonçalves, a Portugália, com o Faria à sombra da árvore secular, a Rotunda da ponte da Ilha, à tardinha, ou a «árvore» sobranceira à baía, para lá dos então terrenos da Marconi. 
NO ANTANHO (IIª PARTE)
Na Ilha, com meia dúzia de casas, havia o Freitas banheiro e a Ermelinda onde se comiam mariscos. 
A praia não tinha a estacaria que hoje tem e era frequentada (fracamente) durante a semana a horas mais que matutinas, antes do início das labutas diárias. Aos Domingos e feriados havia maior movimento, fazendo-se a pé a travessia da ponte. 
Como outros divertimentos tinhamos o Cine-Parque - ainda não havia sequer o Nacional - onde tocava piano, nos intervalos, o maestro e escrivão Leão de Almeida; as comidas e bebidas no Canelas e na Casa Branca; as rebitas nas Ingombotas e os batuques nos Muceques; as caçadas a que quasi sempre me esquivei; as partidas de ténis nos Coqueiros; e - supra-sumo do chiquismo - os bailes no Naval. Tambem aos Domingos, uma vez por outra, os leilões do Mónis ou aqueles almoços no Cacuaco ou alhures, como incipiente e exclusiva actividade do nóvel e parodiante Club dos Rotários, cujos Estatutos, elaborados pelo Fiúza, consistia de um Artigo Único - «Chatices, não» - frase lapidante que concisamente expressava a filosofia dos rotariantes.
Éramos ao todo, então, uma vintena: os Pombais, Pais, filhas e filhos, morando naquela casa antiga que, na Cidade Alta, era ponto de reunião; o Zé Correia de Barros (o Pai dele e teu Tio era então o Director do Banco; o António Oliveira Monteiro, cheio de espírito e louco por correrias de automóveis; o Pai Ricciardi, que em breve regressaria a Lisboa, bafejado pela Sorte Grande que enlouqueceu Luanda; o Figueiredo; o Lipari (has visto a Figueiredo?); o Luis Câmara Leme; o Isidoro Martins dos Santos; o António Fiúza; os Estarrejas; os Brandões de Melo; o Gaspar Cunha Lima (este um pouco mais tarde); tu; e nós os dois P. A., Manoel e Henrique. 
Raparigas, além das Pombais e da Eugénia Brandão de Melo, eram as Patos (o Calçado Espanhol, lembras-te?); as Soares de Campos (os olhos verdes da Lili); a Edith; as Leites (por afinidade); e, mais tarde, aquela que encheu de luz a tua vida, Maria Amélia, minha linda comadre. 
Figuras gradas ou pelo menos características da Luanda desse tempo, eram os já falados Faria da Portugália e Gonçalves da Bijou, o Trinta e Um, mais tarde substituido na sua baiúca pelo Graça da Havaneza (depois Lusitânia); o Videira, com o seu monóculo e a sua verve; o Gil, com a Dona Chica, a cadela bull-dog para a qual guardava um prato ao almoço no Hotel Paris; o Simões Raposo, escondido com o seu valor e a sua asma; o Alberto Correia, de impecável fato branco e as longas barbas; o velho Dr. Cunha, a eminência parda, de barba em riste e sotaina; os médicos Cruz, Antunes e Ornelas e, mais tarde,o Levy e o Silveira Ramos; o nosso bom Sampaio e o seu irmão João (o frei João sem cuidados); o Avelino, o Costinha; o Chico Simões; o Assoreira; os irmãos Leite, um dos quais o Henrique, tinha com o Granaxo e o Alberto Teles a casa de modas elegantes desse tempo, que era o Matos & Teles, ali no Largo D. Fernando, ao lado do Correio; a familia Lé-lé da Farmácia; o Fernando Tavares; o Capitão Barros; a familia Brandão de Melo; o Noronha e a D. Ema, o Nolasco e a D. Fábia; o Alfaro; o Boaventura; o Azevedo da Vacuum e a sua Aninhas; o Guilherme Leitão e o primo Aníbal Gonçalves; o Berman e a Opperman, depois Mrs. Berman; o Virgilio Monteiro e a sua bengala; o Brito Pires, velhíssimo; o Major Amaro; o Amaral Fernandes e a D. Henriqueta; os Mexias; o Ricardo Pires; o casal Esquível da CAOP; o Hollis com os seus colarinhos; o velho Constantino Reis, em cuja casa alugada, tivémos a nossa primeira república; o Reis barbeiro, antecessor do Neves, em relação a nós; o Palege, enfermeiro; o Semeão Victória e a Mulher; o casal Lopes Alves, com o Nuno ainda infante; o Sousa Machado com a sua eterna luta; o velho Cochat; enfim, uma longa fileira de sombras. 
NO ANTANHO (IIIª PARTE)
E entre elas, avultando, a nobre figura do meu Pai que, quando os Pais Correia de Barros saíram de Luanda, vos albergou a ti e ao Zé, na casa do Balão, onde nós vivíamos com ele, paredes meias - lembras-te? - com a simpatia do casal Pessa. 
Com a vinda do meu Pai para a Europa, mudámo-nos para a tal casa do Constantino Reis - ali à Mutamba - e passámos depois para uma segunda república, no fim da então Avenida Neves Ferreira, hoje Avenida Serpa Pinto, frente à Estação da Cidade Alta (que há muito não existe). Vinhamos os dois então para o Banco por um caminho de pé posto, deserto de casas, a desembocar no fundo da Avenida do Hospital, à esquina das Obras Públicas. 
A vida começava cedo. À 1 hora, acertavam-se os relógios pelo tiro da Fortaleza que dessa forma assinalava tambem a chegada do paquete da Metrópole com a mala ansiosamente esperada. 
Bebia-se a rodos cerveja alemã - não havia entrado ainda em moda o Whisky ou as nossas algibeiras não davam para tanto. Os fósforos eram de graça. Tudo o mais se jogava. Jogava-se aos dados as bebidas e os almoços e quando já não havia que «endossar», jogavam-se fatos, gramofones, «raquettes» de tennis, e o Videira (ao que dizem) jogou uma vez o automóvel (não aquele com paisagens de caça pintadas no verde da carrosserie). 
A imprensa era representada pela Provincia de Angola, depois passada a diário, pelo Comércio de Angola e pela folhinha de couve do Doutor Seabra (faz hoje anos que a nossa excelsa esposa...), seguidos tempos volvidos pelo Diário de Luanda e pelo Apostolado. 
No jornalismo e na slides literárias surgiram os nomes do Adolfo Pina, do Albuquerque Cardozo, do Manoel de Rezende, do Júlio de Castro Lopo, do Melo (Jeremias Pacato), do Salinas de Moura, do próprio Videira, do Correia de Freitas, do Maximino Conde e, «the last but not the least», do inspirado Tomás Vieira da Cruz, passeando a sua Saudade Negra e a rompante cabeleira como uma flama de revolta contra a monotonia do oficio a que a profissão o escravizara. Nas artes davam os primeiros passos o Neves e Sousa e o Roberto Silva. 
Livros - ainda não aparecêra a Lello - vendiam-se na Havaneza, na Minerva do Ramiro e no «Printemps», anexo do Matos & Teles, once creio ter feito uma das minhas primeiras aquisições em Luanda: as «Claridades Siderais» de Octávio Augusto (tu saberás completar o nome do autor). Compravam-se discos de gramofone no Centro Comercial e no Matos & Teles. 
Não havia aparelhos de rádio (fomos nós dos primeiros a tê-lo, lembras-te? Uma espécie de barulhento receptor de bordo que um dos nossos companheiros manobrava, armado em Arturinho sem-filista); não havia frigoríficos; não havia ar-condicionado. Havia calor em barda e frio (!) no cacimbo. 
Foi nesta paisagem tranquila que brotou para sempre a nossa amisade. 
Durante anos, trabalhámos lado a lado no Banco, o já hoje velho Banco de Angola, no seu antigo edifício à Avenida Salvador Correia, que era então a Avenida dos Coqueiros (one estão eles, esses coqueiros, em fila, as altas copas ondulando?). 
Ali vivemos intensamente a nossa vida de bancáriose, com elas, as altas e baixas marés da economia da Província. 
Estou a ver-te mostrando-me na mão o telegrama de Lisboa, acabado de decifrar, mandando que se limitassem as transferências às coberturas à vista, prenúncio do grande calvário que foi por tanto tempo, como agora voltou a sê-lo, o problema cambial de Angola. 
Os anos rolaram sobre os anos. Angola foi vencendo uma a uma as sucessivas crises, a quebra vertical das cotações, a praga dos gafanhotos, a guerra e os «navicerts», a euforia das altas cotações, como os alcatruzes, tudo isto entremeado de acidentes da política local mais ou menos graves, de que no vinte de Março chegaram a atingir foros de tragédia, e, por fim, o golpe profundissimo de 61 que nós, velhos peoneiros, ainda sentimos na alma. 
Os anos rolaram sobre os anos. Luanda é hoje uma cidade maravilhosa, a querer rivalizar, da banda de cá do fosso atlântico, com a outra da canção brasileira. Angola, através das suas altas e baixas marés, é uma confirmação espantosa de vitalidade, num mundo em perdição. 
Vai longa e fastidiosa esta carta. Relendo-a, acho-a sem encanto. Porque insisto pois em enviá-la? 
Por que mesmo sem encanto, sem estilo, sem valor literário algum, haverá porventura nela um sabor agri-doce, que é o sal da saudade. 
A culpa é tua. Amante de Angola e das suas velharias, criaste com os teus opúsculos, agora a reunir em livro, o pano de fundo onde aquelas sombras todas do nosso passado comum se veem mover contracenando com todas as outras que o teu poder de evocação foi arrancar ao limbo das velhas memórias de Angola. 
Cenário de milagre este em que se dão as mãos, numa roda infindável, os grandes e os humildes, os mortos e os vivos, a saudade e a esperança. 
Tu que tens filhos nascidos em Angola, eu que tenho filhos nascidos em Angola, damos a mão à esperança”. 
Lisboa, Dezembro de 1966 
Henrique Paço d’Arcos”



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