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sexta-feira, 4 de maio de 2012

História do Lobito


retirado do blog Linha de Rumo


Encontrei agora por acaso um site sobre o Lobito, onde tem uma breve história da cidade onde hoje habito, o Lobito.

Por ter achado muito interessante a história e querer compartilhar com todos os meus leitores, cá fica o link para a História da Cidade do Lobito e a própria história também.

"Durante mais de 300 anos o Lobito e a sua baía foram totalmente ignorados pela Administração Portuguesa. No início do nosso século, quando a povoação se tornou testa do Caminho de Ferro deBenguela e o principal porto de Angola, conheceu um desenvolvimento sem paralelo na colónia. Tanto assim que aquando da Independência, em 1975, o Lobito era, sem dúvida, a mais promissora das cidades portuguesas do Ultramar.
Não há quem tenha conhecido o Lobito que não reproduza, quase automaticamente, a frase assaz repetida nos folhetos turísticos da colónia nos anos 60: “A Sala de visitas de Angola.” E, se uma sala de visitas mostra o que há de melhor numa casa, então à cidade do Lobito, em relação a Angola, o epíteto assenta como uma luva. A urbe era arejada, limpa, modernamente traçada, com uma restinga de areia que se prolongava por mais de 3 km, toda ela bordada de viçosas e floridas moradias, que dividiam o mar alto do remanso da baía de águas tão tranquilas como uma piscina. O jornalista Julião Quintinha, em África Misteriosa, chama-lhe “(...) cidadezinha-cromo, cidade azul, quasi flutuante, que o mar beija e namora com perigoso amor”. O jornal O Lobito, o único título que ainda hoje resta da nossa imprensa colonial, refere a cidade como “uma estrofe d’Os Lusíadas, escrita por todos nós, numa estreita restinga de areia, sob a inspiração do mar”.Todavia, por estranho que possa parecer, a cidade do Lobito é das mais recentes na colonização portuguesa de Angola. Durante 300 anos ninguém ligou nenhuma àquele couto de corsários e contrabandistas. Nesses longos anos todo o movimento passou pela vizinha e histórica Benguela, a 30 km dali. Esta sim, prosperou e tornou-se a segunda da colónia.Diversas explicações há para justificar a tardia ocupação da baía do Lobito: há quem diga que os primeiros navegadores a terão passado sem dela fazerem reparo devido à grande restinga que a oculta; outros argumentam que terá sido a falta de água potável; estudiosos dizem também que é fácil passar a 4 milhas da baía sem a ver. O que se sabe é que no início do século XVII, Manuel Cerveira Pereira recebera ordens para navegar para sul e fundar uma cidade quando encontrasse uma baía. Foi assim que, em Maio de 1617, nasceu Benguela.A letargia atravessada pelo Lobito foi tal que só no fim do século XVIII passa a ter este nome, porque até aí o assentamento era conhecido, para se distinguir da Catumbela propriamente dita, por Catumbela da Água Salgada ou Catumbela das Ostras. Só depois da fundação da caieira de mariscos é que o Lobito entra para a história da ocupação do Reino de Benguela. O escritor Ralph Delgado, num apontamento sobre a história do Lobito, refere-se-lhe: “Baía abrigada e prenhe de matagais marinhos de caprichoso efeito (os mangais), onde se escondiam, à vontade, navios de contrabando, foi ela lugar de eleição para descaminho de direitos, a despeito das medidas adoptadas por Benguela, que destacara, para lá, um soldado com funções de cabo, a fim de dirigir os serviços da preparação da cal (...) Dentro destas duas serventias (fornecimento da cal, de ostras e de mangues e embarques abusivos sem despacho) o Lobito evolucionou lentamente, com fraca sinalização do interesse despertado ao governo subalterno de S. Filipe.” Foi curiosa a criação do Lobito. Nasceu a pedido de alguns moradores de Benguela, cansados com as baixas causadas pela insalubridade desta. E foi tal a vontade de o fazer que num ápice subscreveram 31 contos de réis para auxiliarem as despesas de transferência. Deste modo, em 1842, ainda antes da portaria régia aprovar a transferência, iniciou-se no Lobito a construção de um forte e do palácio do Governo, com fundos dos benguelenses e mão-de-obra escrava dos seus moradores. Quando, em Março de 1843, D. Maria II aprova o nascimento da cidade do Lobito, mais não havia que alguns barracões e uma plantação de coqueiros para consolidação da restinga de areia. Contudo, os interesses enraizados às pantanosas margens do Coringe, a carência de fundos e o esquecimento das epidemias – havia alguns anos que aquelas não fustigavam Benguela – adormeceram o ambicioso projecto, caindo o consentimento real na poeira dos arquivos sob a indiferença dos Chefes de Distrito. De tal forma que em 1853, quando o Lobito foi assaltado por uma quadrilha de gentio armado, apenas existiam escassas e insignificantes casas ligadas ao precário fabrico de cal das suas ostras. Em 1888 foi criado um posto fiscal, que foi confiado ao velho José Maria dos Santos, então o único branco que ali residia há mais de 30 anos.Efectivamente, a baía do Lobito só começou a atrair as atenções mesmo nos fins do século XIX, quando o comércio da borracha atingiu o seu zénite. O volume de transacções começou a reclamar um ancoradouro maior que o de Benguela, com capacidade somente para pequenas cargas. Foi assim que se começou a aproveitar as condições naturais da antiga Catumbela das Ostras. Mas foi só nos alvores do presente século (1902), com o início da construção do Caminho de Ferro de Benguela, que o Lobito saiu do marasmo em que esteve mergulhado durante mais de 300 anos. Com a concessão do caminho-de-ferro dada ao inglês Robert Williams, a cidade lançou definitivamente os seus alicerces, num combate quotidiano contra o pântano. Em menos de 20 anos o Lobito passava de uma baía abandonada coberta de mangal para uma cidade moderna, testa do Caminho de Ferro de Benguela e possuindo um moderno porto. Nestes anos aterraram-se pântanos, iniciou-se a construção do mercado, ergueu-se a ponte na Estrada Lobito-Benguela, levantou-se o edifício dos correios, do C.F.B., o Hotel Términus (o melhor da Província durante largos anos), acapela da N. S. da Arrábida. O “Boletim da Agência Geral das Colónias” de 1925 não tem pejo em afirmar que “o Lobito é a mais bela cidade desta costa”. E explica que tal se deve a três factores: “Excelência do seu pôrto; Ser testa da linha do C.F.B; Riqueza da ‘bacia económica’, ou seja o conjunto das regiões cujas vias de comunicação para o litoral devem ter a sua testa no Lobito.”Efectivamente, nessa altura a ponte-cais já possuía 225 m de muro acostável, comportando os maiores paquetes do mundo, sendo igualmente porta marítima de todo o vastíssimo planalto central de Angola, compreendendo as riquíssimas zonas do Huambo, Bié, Moxico. Mas não era só uma “gare” marítima do interior da colónia, era também o porto natural de uma grande parte da África Austral, e o mais económico para as comunicações entre as minas de cobre do Catanga (Congo Belga) e os portos da Europa. Em 1929, o C.F.B. atingiu finalmente a fronteira do Congo Belga. Em território angolano a linha ficou com 1347 km. Agora o porto do Lobito, mais económico por ser muito mais perto da Europa, já podia substituir os da Beira e do Cabo no escoamento do minério. O aumento do número de passageiros do comboio é impressionante: em 1908 é de 25.957 para passar, em 1926, a ser de 233.865. O jornalista Julião Quintinha, em África Misteriosa, não deixou de registar este enorme progresso: “(...) esta nova cidade marítima do Lobito, entre palmeiras, elegantes avenidas, chalets, pequeninos palácios, mimosos jardins orvalhados, e paquetes arrumados à terra, deu-me a sensação daqueles postais ilustrados que reproduzem magníficos portos estrangeiros - qualquer coisa de aguarela muito fresca e azul, com sabor salino, cheiro a carvão e ambiente cosmopolita (...)”Mais adiante, descreve: “Primeiro o Lobito velho de casebres derrubados onde se acoitam mendigos e pretos ladrões; depois, sucessivamente, o Mangal com salgueiros encharcados; o bairro indígena, de palhotas em fila por onde os negros gritam, pulam ou tombam a descansar; as construções do Porto, Caminho de Ferro, oficinas, residências operárias; grandes armazéns alfandegários, um pequeno posto aduaneiro enfeitado a trepadeiras, guardado por soldados negros, descalços, vestidos de caki; ruas comerciais onde passam comboios com vagões carregados de mercadorias, moradias ajardinadas de ar estrangeiro e feliz; e o palácio do govêrno, com parque e court de tennis, entre krotonos e roseiras.”No fim dos anos 40 rasgaram-se grandes avenidas: Duplo Centenário, Império, Marechal Carmona, Marginal do Atlântico, D. Maria II. Iniciaram-se trabalhos de jardinagem e o primeiro arranjo das praças Salazar, Camões e Infante D. Henrique. Começaram-se a desenhar os principais bairros: a Restinga, o mais chique, exclusivamente residencial, com espaçosas moradias que ora dão para o Atlântico, ora para a baía. Com 3 km de extensão e em alguns sítios nem 300 m de largura, era um autêntico jardim emergido do mar. Dizia-se que até as palmas das palmeiras batiam palmas à sua beleza. O único senão era quando o mar galgava tudo em tempo de cheias; o Bairro Central ou Comercial alternava esta actividade com as residências, aqui ficava também o porto e todas as suas dependências, a estação terminal do Caminho de Ferro de Benguela, a Câmara Municipal, os Correios, o Hotel Términus e o Mercado Municipal; mais à frente, no caminho para Benguela, já fora da zona portuária e de construção mais recente, situava-se o Bairro do Compão, uma zona reservada à classe menos abastada; com características idênticas, talvez um pouco mais comercial, surgia o Bairro da Caponte; mesmo em frente à restinga, do outro lado do porto, ficava a habitação reservada aos indígenas, conhecida pela Canata. Aqui, embora já houvesse construções de alvenaria, predominava ainda o caniço e o zinco.Na dobragem da década de 50 o Lobito “cosmopolitou-se” definitivamente. Para dar resposta ao constante apelo dos seus habitantes e visitantes, cujo número não parava de aumentar, sofisticou o comércio cada vez mais intenso nas três ruas que envolviam o Mercado Municipal, que se viu em pouco tempo completamente rodeado de requintadas lojas a fazer lembrar o portuense Bulhão. Surgiram novos hotéis. Nos arredores incrementou-se a indústria. A actividade portuária conhece um desenvolvimento sem precedentes. E com a Guerra da Secessão do Catanga, no ex-Congo Belga, o porto do Lobito ganhou ainda mais movimento. Nesta altura o total de minérios escoados rondava as 500 mil toneladas por ano. Tinha um movimento semelhante ao de Leixões, só sendo ultrapassado, quanto à tonelagem, pelo de Lisboa, Lourenço Marques e Beira. Do Lobito saía também milho, cimentos, plásticos, zincos, sisal, óleos e açúcares. Eduardo Fernando de Matos, no seu livro Viagem por terras de África, chegou mesmo a afirmar: “(...) Comparando este porto ao de Luanda, temos a impressão de que é o Lobito e não Luanda a capital da colónia. Porém, Luanda, como cidade, é muito superior.”De 1952 a 1962 a população branca da cidade subiu 150%. O Anuário de Angola de 1962-63 regista 6500 europeus, 420 mestiços e 25000 negros. E nos últimos tempos do colonialismo (1974), a cidade rasava os 100 mil habitantes, dos quais 30 mil eram brancos. Não havia dúvida que era a urbe da colónia que registava maior crescimento a todos os níveis, e, se assim continuasse, facilmente ultrapassaria capital do Distrito, a histórica Benguela.Agora, a população jovem da cidade demandava diversões e entretimentos. Ficaram célebres as sessões de cinema no Cine-Esplanada do Jardim Flamingo, lá para os lados do Compão. Debaixo de uma gigantesca pala de betão,construída pelo engenheiro Edgar Cardoso, crianças, jovens e senhores respeitados abrigavam-se do sol e da chuva deleitando-se com os últimos sucessos de bilheteira. Era sobretudo um ambiente informal e descontraído, permitindo uma mobilidade jamais consentida no velho e pesado Cine-Imperium. Na época de Natal, a fachada do Mercado Municipal cobria-se de luzes e na Praça D. Carlos erguia-se uma enorme árvore profusamente iluminada.O Carnaval tinha fama de ser o melhor de Angola. Ficaram célebres os seus desfiles na Praça Salazar. Aqui, em frente da Câmara Municipal e sob decorativa calçada portuguesa – esta praça pretendia assemelhar-se ao Terreiro do Paço, não faltando sequer o cais das colunas – tinham lugar também as marchas dos santos populares, em que os diferentes bairros competiam em função da originalidade dos trajes e da dança."



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