sábado, 8 de setembro de 2012

Dia Mundial da Alfabetização


‎08-09-2012 Hoje é Dia Mundial da Alfabetização 
  • Hoje, 8 de Setembro, comemora-se o Dia Mundial da Alfabetização, dedicado a uma reflexão sobre um grande mal no planeta, que são as altas taxas de analfabetismo.
    A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da UNESCO, com o objectivo de tentar reduzir os índices de analfabetismo em todo o mundo, desenvolvendo vários projectos sociais nesse sentido.
    Criada em 1945, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura se comprometeu a diminuir os índices de analfabetismo no mundo, pois nos países subdesenvolvidos cerca de 25% de adultos e crianças não sabem ler e escrever, chegando a um total de novecentos milhões de pessoas.
    Alfabetização é o processo que orienta uma pessoa a identificar códigos alfabéticos escritos, que formam palavras, tornando-a um leitor. Saber ler e escrever é importante para um cidadão, pois esse deixa de ser dependente dos outros, passa a entender o mundo que o cerca de forma mais ampla.
    O analfabetismo incapacita a pessoa de adquirir conhecimentos sobre tudo, inclusive sobre a saúde. Uma pessoa que não sabe ler e nem escrever é mais propensa a ter problemas de saúde e, consequentemente, tenderá a não procurar ajuda médica, porque não sabe do que se trata.
    A UNESCO se comprometeu a diminuir os índices de analfabetismo no mundo.
    O índice de cidadãos alfabetizados de um país indica o nível de desenvolvimento do mesmo.
    Quanto mais pessoas analfabetas, menos desenvolvimento.
    De acordo com uma mensagem da ONU em alusão ao dia, a alfabetização, na Década das Nações Unidas para a Educação e o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014), a data deve se tornar num factor determinante de mudança e num instrumento prático de poder no que respeita às três vertentes principais do desenvolvimento sustentável: o desenvolvimento económico, o desenvolvimento social e a protecção do ambiente.
    A experiência e os estudos efectuados mostram que a alfabetização pode ter um papel essencial na erradicação da pobreza, no aumento das possibilidades de emprego, na promoção da igualdade entre os sexos, na melhora da saúde familiar, na protecção do ambiente e na promoção da participação democrática.
    Particularmente em Angola, segundo dados de fontes do Ministério da Educação, há três anos o país alfabetizou mais de seiscentos mil jovens e adultos.
    Em Luanda, seiscentos e 90 mil alunos participaram em 2009 no sistema de alfabetização no país, no âmbito da estratégia do Governo angolano na recuperação do atraso escolar.
    Em 2008, o Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar (PAAE) abrangeu 401 mil alunos, tendo sido dada prioridade àqueles dos 12 aos 25 anos e com desfasamento na "idade-classe", e que por várias razões não frequentaram ou concluíram, na devida altura o ensino primário e secundário.
    O governo aprovou, em 2007, o Programa de Relançamento da Alfabetização e Recuperação do Atraso Escolar que depois de regulamentado resultou no Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar, que está a ser aplicado pelo Ministério da Educação no país.
    Nos programas da erradicação do analfabetismo, o Ministério conta com o apoio de vários parceiros como as igrejas, partidos políticos, associações profissionais, entre outras agremiações cívicas que desdobram as suas actividades de alfabetizar pelo país.

    Três mil alfabetizadores são necessários para cobrir a demanda na direcção de Educação nos 14 municípios da província da Huíla, informou hoje, na comuna da Huíla, a 22 quilómetros do Lubango, o coordenador provincial da alfabetização, Marcos José.
    Falando à Angop sobre o actual estado de alfabetização na Huíla, no âmbito do Dia Internacional da Alfabetização, a assinalar-se este sábado, considerou positivo o trabalho de ensino e aprendizagem, mercê do esforço do Executivo, autoridades tradicionais, igrejas, associações juvenis, pessoas colectivas e singulares que laboram na erradicação deste fenómeno.
    Segundo a fonte, os novos quadros vão servir para acudir as necessidades existentes em toda a extensão da província da Huíla, dada a procura dos beneficiários, numa altura em que o número actual de 800 alfabetizadores não responde a actual demanda de alunos.
    Este ano foram matriculados nos 14 municípios 54 mil e 334 alunos, que recebem aulas normais através dos módulos I, II e III. 
    “Com a entrada de novos quadros, a carência da falta de professores poderá minorar e dar resultado ao Programa de Alfabetização e Aceleração Escolar do Ministério da Educação junto das comunidades urbanas e rurais”, ressaltou.
    Referiu ainda que, caso a Direcção Provincial da Educação responda as necessidades actuais vigentes neste domínio, os mesmos beneficiarão de um seminário de capacitação e formação metodológica inserido no subsistema de educação de adultos e alfabetização, para que possam leccionar sem sobressaltos nas áreas em que forem indicados.
    Fez saber que a procura de interessados à superação de ensino de adultos na província da Huíla é maior, a julgar pelos factores que intervêm na formação académica e pedagógica destes.
    "O conflito armado registado durante mais de 30 anos em Angola contribuiu grandemente para elevado número de analfabetos, principalmente nas comunidades onde o ensino quase não se fazia sentir", lembrou.
    De Janeiro à presente data foram alfabetizados 54.334 pessoas, mais mil e 435 alunos em relação ao mesmo período de 2011. angop

    Marco José considerou necessário que se recrutem novos alfabetizadores, na perspectiva de introduzir o número de cidadãos que não sabem ler e escrever.

    A província da Huíla conta com 450 alfabetizadores em efectivo serviço e mais 350 em regime de colaboradores.



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