terça-feira, 20 de novembro de 2007

Quizaca

TEMPO DE PREPARAÇÃO: 35 min

RENDIMENTO: 3 pessoas

INGREDIENTES:
-1/2 kg de couve usada para caldo verde ou de espinafre
- 1/2 kg de camarão
- 2 cebolas grandes
- 4 dentes de alho
- 2 colheres de sopa de azeite
- 4 colheres de sopa de pasta de amendoim
- sal q.b.

MODO DE PREPARAÇÃO:
Lava-se muito bem a couve ou o espinafre, dá-se uma fervura e escorre-se a água. Leva-se um recipiente ao lume brando com o azeite, as cebolas cortadas aos pedaços muito pequenos, os dentes de alho cortados da mesma forma esal q.b.
À parte, frita-se o camarão e corta-se aos pedaços. Mistura-se ao refogado e deixa-se cozer, acrescentando ao mesmo tempo a pasta de amendoim diluída em uma chávena de água tépida. Deixa-se cozer até ficar soltinha.


*Esta receita é feita originalmente em Angola com quizaca, que são as folhas da mandioqueira e acompanha qualquer prato de carne ou peixe..




TEXTO SECUNDÁRIO




Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

para o cota Jotacê



tem pessoas assim:
que só ouvem os ritmos e
a música que tocam
dentro de si. Por exemplo
a menina. Ela dançava,
alheia aos tiros e
explosões abrindo
brechas e sustos na
coragem dos adultos.
A sua dança não tinha
música nascida do ar
vibrando, sonorizada, mas
a menina dançava.
Como uma flor,
No seu exíguo canteiro.


trecho de 
“A menina,” estória de José Mena Abrantes


Pensar e Falar Angola

O Estudo da Medicina no séc. XVIII e XIX


OS ESTUDOS DE MEDICINA NOS SÉCULOS XVIII E XIX
Os estudos de medicina em Angola tiveram o seu início no século XVIII, quando, sob orientações da Rainha D.Maria I foi fundado em 1791, o curso superior de Medicina sob a designação de “ Aula de Medicina e Anatomia de Luanda” .
“ Nos termos duma Carta Patente assinada por D. Maria I, foi nomeado aos 24 de Abril de 1789, o médico José Pinto de Azeredo(sic) para as funções de Físico Mor do então Reino de Angola, com a obrigação de curar para além do corpo militar do Reino, os doentes do Hospital e igualmente abrir uma escola de medicina para os que se quisessem empregar no exercício e prática da medicina”. (MANUEL, Carlos- 1997)
Foi proferido então o acto inaugural da Aula de Medicina, a Oração de Sapiência, aos 11 de Setembro de 1791. O curso estava constituído por aulas de Anatomia, Fisiologia, Química, Matéria Médica e Prática de Medicina.
“ Aos 29 de Dezembro de 1836, Lisboa,(...), aprovou e publicou a lei sobre a Instrução Superior nas Províncias Insulares. Essa lei parece ter sido criada em especial para o ensino da Medicina e ordenou a constituição de uma Escola Médico-Cirúrgica... ”. ( MANUEL, Carlos- 1997)
Esta escola leccionaria duas cadeiras. A primeira consistiria em Anatomia, Fisiologia, Operações Cirúrgicas e Arte Obstétrica. A segunda cadeira consistiria em Patologia, Matéria Médica e Terapêutica.
Essa lei regularizava também o quadro orgânico da Escola, o nível académico dos docentes e pessoal auxiliar, regência das cadeiras, salários e autorizava a formação de Farmacêuticos.
Aos 2 de Abril de 1845, a Rainha e o Ministro dos Negócios da Marinha e do Ultramar, assinaram, publicaram e mandaram executar o Plano de Organização e Regulamento do Ensino Médico nas Províncias Portuguesas de África, que de entre outros aspectos, limitava a natureza das intervenções cirúrgicas que os recém cursados poderiam realizar, em virtude da inferior diferenciação profissional dos mesmos.

Fonte: Faculdade de Medicina Agostinho Neto





Pensar e Falar Angola

A fotografia e a História

Grande parte dos clientes que recorrem aos serviços de fotografia em Luanda opta por posar nos largos do 1º de Maio (onde está situada a estátua de Agostinho Neto) e do Kinaxixi para tirarem uma foto para a posteridade.

Na sua maioria é noivo, baptizado e algumas pessoas singulares que se deslocam em passeio familiares.

Belo Arnaldo, proprietário de Estúdio no Prenda, disse que estes locais representam, ou seja, marcaram a história de Angola e muita gente necessita sempre de um postal para recordar. " A fotográfica é uma forma de registar momentos especiais e que queremos sempre relembrar". Segundo o proprietário aos fins de semana é altura em que se recebem maior número de clientes. " Podemos receber quatro a cinco pedidos de reportagem para casamentos e a maior parte dos noivos querem sempre posar nestes locais."Além disso, sublinha a impossibilidade de a sua empresa atender todos os pedidos. Recomenda aos clientes a solicitar serviços de profissionais que já se encontram no local. Jeremias Abreu, 32 anos, é um dos fotógrafos que trabalha no largo da Independência há mais de sete anos. O jovem disse que de quinta-feira a Domingo são os dias de maior produtividade. Neste período, pode tirar um rolo de 36 filmes, o que defere muito nos dias de semana, onde a produção é quase nula. O mesmo não acontece com Lourenço Kapinda, 25 anos, fotógrafo do largo do Kinaxixi. Disse que o facto de estar mais próximo de uma Conservatória lhe dá a possibilidade de facturar mais. " Nós com excepção às segundas-feiras, podemos tirar um rolo de 36 filmes e aos fins-de-semana ultrapassar esta quantidade". As fotos mais solicitadas são as de um postal normal, isto é, 10/15 ao preço de 150 kwanzas. Um valor igual ao praticado no largo da Independência. No largo do Kinaxixi, os clientes após o serviço, levam uma factura o que não acontece com os do largo da Independência. " Nós atribuímos factura para certificar o nosso serviço e dar a possibilidade de qualquer reclamação em caso de qualquer falha. Afinal, nós fazemos a entrega do serviço dia seguinte".

Entretanto, todos profissionais que exercem a função nos largos (Independência e do Kinaxixi) reconhecem que o serviço praticado nestes locais é ilegal. Afirmam que já se organizaram em cooperativa e remeteram ao Governo Provincial de Luanda um documento para sua legalização, mas até agora ainda não obtiveram resposta. Actualmente trabalham em cooperação com a Polícia Nacional, que vai permitindo que eles façam o seu trabalho diário nos espaços.


recriado a partir duma notícia do Jornal de Angola






Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Visitando blogs (8) - Destinus







Os Donos de África





Muitas vezes relegados para segundo plano, os verdadeiros donos de África continuam a ser os povos tribais. São eles os portadores da cultura, da arte e do espírito africano.
Em Angola existem dezenas de tribos e dialectos, e apesar da guerra ter originado muitas movimentações e descaracterização, existem tribos que nunca abandonaram os seus territórios. No Sul o caso é típico.
Os Mucubais vivem no deserto do Namibe e Serra da Chela. Na Huíla habitam os Mumuilas e os Nhanheca Humbe. No Cunene podemos encontrar os Cuanhama.
Muitos dos costumes e organização social são idênticos. O Soba é o chefe, uma espécie de patriarca, juiz e representante junto das entidades oficiais.
Os Mucubais
São um povo um pouco misterioso. A sua grande riqueza são os bois, e com eles um homem pode ter quantas mulheres quiser. Vivem em harmonia umas com as outras e são elas que trabalham nos campos e têm o máximo número de filhos para pastarem o gado.
Os homens limitam-se à gestão do trabalho e ao prazer. Andam semi-nus e cobrem-se apenas com peles e panos típicos e coloridos, não dispensando a catana. São capazes de percorrer dezenas de quilómetros num só dia e vivem muito isolados e pouco expostos.
Cada Mucubal dispõe de um kimbo (várias cubatas dispostas em círculo) onde reúne todas as mulheres e família.
Pouco sociais, não se fundem com outras raças, afiam os dentes e recusam-se a ir à escola.
Não são de muita confiança (avisaram-me para ter cuidado com os Mucubais) e são conhecidos por roubar gado às tribos em seu redor.
Desde a guerra de 1939, em que os portugueses os derrotaram e confinaram ao seu actual território, que ficaram com um certo rancor aos brancos.

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Com a independência, alistaram-se no exército, para depois desertarem levando as armas. Foram os Mucubais que em 1975 impediram os sul-africanos de avançar no território em direcção ao Namibe. Desconhecendo o que se passava no resto de Angola, apresentaram-se a Agostinho Neto reivindicado o facto de terem ganho a guerra e implantaram uma “portagem” para atravessarem o seu território. O MPLA não deu a devida atenção a este facto, e o certo é que as relações entre este povo e o governo ainda hoje não estão normalizadas.
Tal como em muitas outras tribos, os herdeiros de um Mucubal não são os filhos, mas sim os sobrinhos, filhos da irmã. Assim têm a certeza de que os herdeiros são do mesmo sangue.
Apesar da poligamia ser usual, não é permitido o adultério. Este crime é punível com o pagamento de vários bois ao queixoso. Contaram-me que quando chega a época das chuvas, e um Mucubal não dispõe de bois suficientes para arar as terras, induz uma das suas mulheres a seduzir um vizinho rico, com o fito de que este seja apanhado em adultério e tenha de o retribuir com o pagamento em bois. Espertos, não?
Um certo general de origem Mucubal, cada vez que visitava o seu povo, era forçado a desfardar-se antes de entrar no seu kimbo e vestir os trajes típicos.

Muitas outras tribos existem em Angola e milhares em todo o continente africano. A sua vivência em estado que nós europeus consideramos primitivo, está impregnada de um espírito muito próprio e interiorizado pelos indígenas. A lógica das coisas é itinerante e muda conforme o local onde nos encontramos.
África não é para se perceber ou entender. É para se sentir e viver!!!




Pensar e Falar Angola

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

ISCED



O Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), do Lubango, foi criado no quadro da Universidade de Angola, por Decreto nº 95/80 de 30 de Agosto do Conselho de Ministros, publicado no Diário da Republica nº 206, I Série de 30 de Agosto de 1980.

Constituem objectivos fundamentais do Instituto Superior de Ciências da Educação a formação de pessoal qualificado necessário ao correcto funcionamento do ensino de base, médio e superior, a habilitação de especialistas de educação e a promoção de investigação cientifica e técnica.

Compreende um edifício central, que integra as estruturas organizativas, doze salas de aulas normais para o leccionamento das cadeiras de ensino da pedagogia, psicologia, filosofia, história, linguística português, linguística francês, linguística inglês, geografia, biologia, matemática, física, química e informática educativa.





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Ensino Superior

Links:


Faculdades da UAN:: Instituto Superior de Ciências da Educação /Lubango:: Faculdade de Medicina da UAN:: Faculdade de Economia UAN:: Instituto Superior de Enfermagem da UAN:: Faculdade de Engenharia da UAN:: Instituto Superior de Ciências da Educação /Luanda

Universidades Angolanas:: Universidade Agostinho Neto ( UAN ):: Universidade Católica de Angola ( UCAN ):: Instituto Superior Privado de Angola ( ISPRA ):: Universidade Jean Piaget de Angola




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terça-feira, 13 de novembro de 2007

O mano


Luanda 30 di Fevereiro di 2001,

Redassão:

"O mano"

Quando eu tiver um mano, vai-se chamar Herrare, porque Herrare é o mano.


Fim.
Lu





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Reserva do Luando


Origem - Estabelecido como Reserva de Caça a 16-04-1938.
Classificação - Reserva Natural Integral, IV, desde 11-12-1957.
Localização- Está situado na província de Malanje, entre os rios Luando, Cuanza e Luasso.
Área - Ocupa 8.280 km².


Limites Geográficos - 10 14' a 11 56' de Latitude Sul e 16 26' a 18 04' de Longitude Este.
Limites Naturais - Limitado a Norte pelo Rio Luando, a Sul pelo limite da Província de Malange entre os rios Cuanza e Luando e a Oeste pelo Rio Cuanza até ao Rio Luando.
Descrição - A pluviosidade média anual é de 1350 mm e a temperatura é de 21,5° C. Existem dois tipos de vegetação dominante: floresta aberta e savana com árvores e arbustos. Os mamíferos mais abundantes são o puku, lechwe (Kobus leche), palanca negra gigante (Hippotragus niger) e a inhala (Kobus ellipsiprymnus - cabra de água). O Parque de Luando é também conhecido como o paraíso das aves.

Uma expedição científica vai percorrer em Setembro o Parque Nacional de Cangandala, na província angolana de Malange, para tentar encontrar a Palanca Negra gigante, uma espécie única de antílope que apenas vive naquela região do centro de Angola.
Estes grandes antílopes negros, com chifres longos e encurvados para trás, são especialmente acarinhados pela população angolana, não só por ser uma espécie que apenas existe no país, mas também porque a Palanca Negra é um dos símbolos nacionais.
Não é, por isso, de estranhar que os jogadores da selecção nacional de futebol sejam conhecidos como os "palancas negras", nem que este animal seja o símbolo que viaja pelo mundo pintado nos aviões da TAAG (Transportes Aéreos de Angola).
O problema é que a última fotografia de uma palanca negra gigante foi tirada em 1982 e, nas últimas duas décadas, ninguém conseguiu provar que viu este animal, o que criou a ideia de que a espécie teria sido extinta.
A esperança voltou, no entanto, a surgir em Setembro de 2003 quando, durante uma expedição em Cangandala, alguns dos elementos viram, por breves instantes, o que julgam ser uma palanca negra gigante.
"É esse o motivo que nos leva a fazer esta expedição", afirmou Pedro Vaz Pinto, coordenador do Núcleo de Ambiente e Recursos Naturais do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola.
Para este especialista, "não há dúvidas" de que ainda existem palancas negras gigantes, mas admitiu que o problema é a "falta de provas".
"Na anterior expedição, em Setembro de 2003, houve membros da equipa que viram palancas, mas não o podemos provar porque não foi possível tirar nenhuma fotografia", afirmou, em declarações à Lusa.
"Todos os indícios indirectos que recolhemos durante a expedição são muito fortes, por isso, não há dúvidas de que as palancas estão lá", acrescentou.
Para tentar esclarecer a questão em definitivo está a ser preparada uma expedição que vai contar com a participação do Ministério do Ambiente e do Governo Provincial de Malange, tendo sido também solicitado apoio ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e às Forças Armadas Angolanas (FAA).
Ao contrário da expedição realizada há cerca de um ano, que envolveu grandes caminhadas à procura de rastos e vestígios, a próxima vai utilizar ultraleves, o que permitirá aumentar o raio de busca.
"Na primeira expedição, acampámos no mato e percorremos a pé uma área com cerca de 630 quilómetros quadrados, de manhã à noite", recordou Pedro Vaz Pinto.
O interesse pela palanca negra gigante renasceu em meados de 2000, quando surgiram relatos de populações que habitam no Parque Nacional de Cangandala sobre a passagem de animais que, alegadamente, estariam a fugir para a região de Nharea, na província do Bié, para evitar os confrontos militares.
A palanca negra gigante sempre foi conhecida por ser um animal muito sensível à presença humana, afirmando os especialistas que é possível atravessar durante semanas seguidas o território de um macho sem nunca o encontrar.
Na sequência daquelas informações, foram realizadas nos últimos quatro anos várias tentativas para encontrar as palancas negras gigantes, em Cangandala e na vizinha Reserva Natural do Luando, mas nenhuma teve sucesso.
Pedro Vaz Pinto acredita, no entanto, que a expedição que está a ser preparada pode alterar esta situação, já que estão a ser criadas condições para que venha a ter sucesso, nomeadamente a utilização de ultraleves e de câmaras fotográficas automáticas que serão colocadas em locais específicos.
Por essa razão, Pedro Vaz Pinto já pensa no "próximo passo", que é a elaboração de um plano de protecção a esta espécie.
"Tem que ser elaborado um plano de conservação que seja sustentável.
Já foram feitos contactos preliminares e há muitas organizações nacionais e internacionais que estão dispostas a financiar a protecção e conservação da palanca", afirmou.
A palanca preta gigante foi descoberta em 1909 por Frank Varian, um engenheiro belga que trabalhava para os Caminhos de Ferro de Benguela, causando grande agitação na comunidade científica, que considerou extraordinário que um animal com características tão especiais ainda permanecesse escondido nas matas do interior de Angola.
Esta espécie, única no mundo, apenas vive numa área do centro de Angola, delimitada pelos rios Cuanza e Luando, organizando-se em manadas de fêmeas e respectivas crias, grupos de machos jovens e machos adultos solitários.
A raridade deste animal e as suas características únicas fazem com que esteja incluído, desde 1933, nas listas internacionais de espécies sob protecção absoluta.
Para especialistas como Pedro Vaz Pinto, os relatos frequentes de populares da região de Cangandala, que dão conta da existência de palancas negras, e a grande quantidade de pegadas descobertas durante a expedição de Setembro de 2003 levam a acreditar que elas ainda não estão extintas.
Por outro lado, não é de crer que apenas as palancas tenha desaparecido da região de Cangandala, onde não há notícias da extinção das outras espécies animais que ali têm o seu "habitat", assim como também não há registo de um surto de uma qualquer doença que tenha afectado apenas a população de palancas negras gigantes.
Nesse sentido, Pedro Vaz Pinto considera "ser credível assumir a existência de palancas negras gigantes no Parque Nacional de Cangandala", apesar de admitir que ainda é necessário "provar essa suposição".
É o que vai tentar fazer a expedição que está a ser preparada para este mês.
NME/FR.
Lusa/Fim


Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Escritores Angolanos - Manuel Rui Monteiro


Manuel Rui Monteiro nasceu na cidade do Huambo em 1941. Fez os estudos primários e secundários no Huambo. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Publicou O Regresso Adiado, Memória de Mar, Sim, Camarada!, Quem me Dera ser Onda, Crónica de um Mujimbo, 1 Morto & Os Vivos, RioSeco, Da Palma da Mão.
A sua prosa ficção está profundamente marcada por preocupações estéticas de um realismo social que celebra o homem comum. Quando focaliza categorias de personagens da classe média, fá-lo para produzir caricaturas de comportamentos perversos. É aqui que este autor exibe a sua mestria no tratamento da sátira e da ironia. São recursos de grande eficácia no plano semântico-pragmático.
Isto é , no que diz respeito ao conjunto de significações que se lhes associam e ao modo como os leitores os interpretam.O que pode ser provado pelo número de edições e tiragens de Quem me Dera ser Onda, título que suscitou grande empatia do público leitor. É a história de um porco que habita um apartamento na companhia de uma família cujo chefe é Faustino. Da hilaridade ao patético, a presença do animal vai provocando uma série de transtornos aos moradores do prédio, muitos dos quais pautam a sua conduta por regras e valores de um mundo urbano que começa a ser outro, como é este o da domesticação de animais no espaço residencial para a satisfação das necessidades de consumo de carne. É uma sátira mordaz a respeito de fenómenos de mobilidade social de determinadas categorias, do mimetismo dos novos ricos, e do populismo político. O realismo social, a sátira e a ironia logram níveis de elaboração estética em Rioseco, um romance cuja história decorre numa ilha adjacente à parte continental de Luanda. Um casal de refugiados do sul e leste de Angola, em que o marido e a mulher pertencem a etnias diferentes, vai acoitar-se no mundo insular de pescadores pertencentes a uma outra etnia do norte. Tecem profundas relações sociais de solidariedade, e apesar das suas origens étnicas, acabam todos eles, por construir um mundo diferente em que procuram banir a violência que dilacera o continente. No plano da linguagem, Manuel Rui Monteiro experimenta o recurso à diglossia imprópria, através do qual os dircursos das personagens são impregnados de estruturas frásicas e semânticas que vazam das línguas autóctones e de uma psicologia equivalente. Não sendo ainda de desprezar a semântica do antropónimo de uma personagem feminina que é Noíto. Aqui vemos Manuel Rui lançar mão da memória que debita materiais para a ficção, pois trata-se de uma personagem que viveu no Huambo, afamada por ser uma grande quimbanda, ou seja, terapeuta tradicional a quem eram reconhecidos poderes do mundo intangível. E no romance Noíto é, no essencial, uma mulher capaz de decifrar os segredos da natureza e pressagiar infortúnios.

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O escritor Manuel Rui Monteiro regressou na passada quarta-feira às bancas, com o lançamento do seu mais recente trabalho literário intitulado "Ombela", uma edição bilingue (umbundu e português), em acto que teve lugar na sede da União dos Escritores Angolanos (UEA), em Luanda.

Nesta obra, o autor de "Quem me dera ser Onda", traz a público 20 poemas compostos a partir de «um universo de sensações metafóricas e de feminilidade, cuja essência foi reconstituída do lado em que a palavra é uma gota simples do som da água.»

O autor aposta nestes elementos de erotismo e fertilidade criativa para dar vida ao seu mais recente livro de poemas.

Numa linguagem de exaltação ao Eu interior, o ‘Ombela’, que em português significa ‘Chuva’, é a reflexão do autor sobre a natureza humana, com particular destaque para a feminilidade, o amor e a relação a dois.

Os poemas escritos por Manuel Rui em "Ombela" apresentam um mesmo ritual de arritmia e ressonância, que percorre a infinidade temporal da sua existência, particularmente enquanto entidade mítica e moralizante observadora do comportamento dos homens, emitindo conselhos e apologizando a liberdade das mulheres, a beleza e a alegria da vida.

Com ilustração de capa de Manuel Franca e sob responsabilidade da UEA, Manuel Rui Monteiro vai colocar no mercado, nesta primeira fase, mil exemplares do "Ombela".

Manuel Rui Monteiro nasceu em Nova Lisboa (hoje Huambo) em 1941. Com participação activa em diversas áreas (política, social, cívica e ensino), alia a prática da advocacia, que exerce em Luanda, à escrita.

Detentor de uma abrangente e multifacetada obra, tem colaboração dispersa em diversos jornais e revistas, figura em antologias de ficção e de poesia. Alguns dos seus textos estão traduzidos em várias línguas.

Membro fundador da UEA, Manuel Rui Monteiro é cronista, crítico e ensaísta. Publicou, até ao momento, nove livros de poemas e mais de uma dezena de ficção. Entre os seus títulos constam os livros "Quem me dera ser onda", com a qual venceu o Prémio Caminho das Estrelas. O mesmo foi adaptado para teatro e televisão.


Fazem ainda parte das suas obras "Crónica de um Mujimbo", "Rio seco", "Um anel na areia", "Conchas e Búzios" (infanto-juvenil), "O manequim e o piano" e "Estórias de conversa".






Pensar e Falar Angola

domingo, 11 de novembro de 2007

Crónica de Domingo - Angola 32 anos de independência

Para comemorar os bons ventos destes 32 anos de independência de Angola, empenhei-me ao longo deste feriado em mudar o layout do blog de música angolana MuximAngola, passando a usar três colunas. Um layout convencional e com muito para ir mudando.
:)

O que mais destaco é ter aberto um post. O blogue MuximAngola nunca teve "posts"!

Ao longo de 11 meses preocupei-me em ir disponibilizando arquivos de música angolana para todos os que, espalhados por Angola ou pelo mundo, têm Angola e as músicas angolanas no coração.

Creio convictamente que o factor divulgação para o mundo todo da música angolana via mp3 é sumamente positivo e supera quaisquer eventuais prejuízos em termos de legítimos direitos conexos.

Acredito que quem conheça a música angolana, ainda que via mp3, não perca a oportunidade de comprar os discos originais; incentivo ainda para que se comprem os originais no intuito de ajudar os autores e intérpretes angolanos.

Fico-me por aqui nesta Crónica de Domingo, desejando a todos uma excelente semana, e muita música angolana na vibração do coração.


;*
Toke
Luanda-Angola

Pensar e Falar Angola

11 de Novembro

O reconhecimento da atribuição de direitos iguais aos cidadãos, independentemente do sexo, consignado no artigo 18º da Lei Constitucional, instrumento jurídico que criminaliza a discriminação, é a principal conquista alcançada pelas mulheres angolanas, desde a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.








Pensar e Falar Angola

Angola - 32 anos de Independência

Coloco aqui um pequeno vídeo (dividido em 3 partes) encontrado no YouTube sobre os 25 anos de Independência feito por uma cadeia brasileira de televisão

Parabens ANGOLA







Pensar e Falar Angola

SER PARTE NUM COLECTIVO HUMANO QUE QUER EVOLUIR

Como se sente alguém que estuda , lê , se informa , se esforça para melhorar , para ser coerente , para ser correcto consigo e com os outros , quer evoluir mental e fisicamente e fica dependente de pessoas que não desejam isso e pouco se esforçam para evoluir ?

Como se sente alguém que escuta um presidente ou um líder politico ou outro qualquer líder a dizer que não precisou estudar ou de dar bons exemplos para chegar a Presidente ou para alcançar um cargo de poder e liderança ?

Como se sente alguém que quer evoluir e escuta um líder qualquer a menosprezar aqueles que votaram nele e o puseram naquela função pública ?

Numa votação , é conveniente eleger pessoas responsáveis que gostam de se esforçar e trabalhar com qualidade e que em seu trabalho diário seguem o antigo ditado “ não deixes para amanhã o que se deve fazer hoje ”.
Num país democrático é necessário eleger pessoas que gostam de ampliar seu pensamento , pessoas que gostam de escutar as ideias dos outros pois essas ideias podem ser melhores ou não .

Vive-se actualmente num planeta aonde a informação está bastante acessível a qualquer pessoa normal , na maior parte dos países .

Nenhum rei ou presidente tinha acesso a tanta informação à apenas trinta (30) anos atrás. .
É bom viver num lugar aonde é possível trabalhar em paz , com alegria , com prazer , colaborando coerentemente , sem medos de morrer numa esquina qualquer ou ser raptado porque seu carro , sua casa ou sua pessoa apresenta-se com uma aparência mais cuidada e limpa .

É bom viver num país aonde o respeito pelos cidadãos é real , aonde as lideranças políticas e sociais respeitam e são respeitadas , não através da força bruta mas através da inteligência , da sabedoria e dos bons exemplos no dia a dia .

É bom fazer parte de um colectivo humano aonde as pessoas se esforçam para evoluir sabendo que isso implica num maior esforço mental e físico pois “pensar exige esforço”.
Se um líder ou responsável , político ou outro qualquer , diz que pretende alcançar determinado fim e depois utiliza-se de meios incorrectos para lá chegar , é claro que o fim também será incorrecto .
É aquela velha história do pai que fuma e diz ao filho para não fumar ...
Ou como diz o filósofo Friedrich Nietzsche , “"torna-se verdade no filho aquilo que no pai era mentira"” ..
É aquela conversa do especialista , do economista , do político , que sabe muitas teorias económicas , sabe muito da vida dos outros , sabe muito da vida do país , mas em sua própria casa as finanças estão desequilibradas , sua casa está suja , sua vida desorganizada , sua relação com a família é desequilibrada e bruta ,etc..
O velho ditado enganoso " olha para o que eu digo e não para o que eu faço" .

É muito importante o bom exemplo dos responsáveis para se construir um colectivo humano mais desenvolvido e uma democracia mais consciente .

É muito importante cada um cuidar muito bem de si próprio mas cuidar de si é também cuidar dos outros , é cuidar do colectivo humano e ambiental ao qual todos pertencemos , quer queiramos quer não , pois somos seres sociais que necessitam dos outros e do ambiente em geral para sobreviver .



Pensar e Falar Angola

sábado, 10 de novembro de 2007

SANZALA?

Encontrei esta foto em www.nossoskimbos.net. Achei a foto espectacular. Escrevi para o autor do site, com o objectivo de saber mais informações sobre a foto, mas não obtive resposta.
A foto está identificada como sanzala.
Trata-se de uma fotografia aérea sobre um aglomerado construído pelo homem.
È um espaço limitado por cercas construídas por elementos vegetais, onde a forma circular predomina.
A organização dos espaços é um autêntico labirinto orgânico sobre um suporte que parece ser plano, regular e com pouca vegetação.
À primeira vista não se detecta uma estrutura urbana que tenha organizado o espaço. Porém a forma circular tem um espaço aproximadamente central, delimitado, de onde partem varias cercas.
Toda a propriedade é dividida meticulosamente. Existem espaço de permanência e espaços de passagem, que tomam o aspecto de estreitos corredores. Os espaços de permanência podem conter de um a seis pequenos abrigos com estrutura em madeira e cobertura vegetal cónica; estes espaços nunca estão em contacto directo com o limite exterior, talvez por razões de segurança..
Existem também celeiros cilindricos resultantes do entrelaçado de pequenos ramos de árvore.
Os abrigos são tão pequenos que comparando com a escala humana, diria que são abrigos de uma ou duas pessoas. O diâmetro não ultrapassará a medida de um homem.
O que se destaca nesta forma urbana é principalmente a forma concentrada como se apresentam os vários elementos, e a exclusividade dos elementos vegetais.
A. Quelhas



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Sábado Musical











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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

As universidades (1)

O ensino universitário foi institucionalizado em Angola, no ano de 1962 (decreto-lei 44530, de 21 de Agosto), com a criação dos Estudos Gerais Universitários de Angola, integrados na Universidade Portuguesa.
Em Dezembro de 1968, o decreto-lei 48790 (de 23 de Dezembro) determina a transformação dos Estudos Gerais Universitários de Angola, em Universidade de Luanda, sendo no ano de 1976, após a proclamação da independência de Angola, transformada em Universidade de Angola (portaria 77-A/76, com data de 28 de Setembro).
No dia 24 de janeiro de 1985, por força da resolução 1/85, do CDS (DR 9- 1ª Série, 28/1/1985) a Universidade de Angola passou a chamar-se Universidade Agostinho Neto, em memória do primeiro Presidente de Angola e primeiro Reitor da Universidade de Angola.
Actualmente a UAN tem cerca de 41 cursos e especialidades em diversas áreas do saber científico distribuídos pelas seguintes faculdades e institutos dispersos pelos vários Centro Universitário do País.





Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Centro Cultural Português


O Centro Cultural Português em Luanda foi inaugurado em Janeiro de 1996 e está instalado no edifício da Embaixada/ Consulado de Portugual na capital angolana.
É constituído por um hall de entrada, uma sala de exposições, um auditório para 112 pessoas, três salas de aula e quatro gabinetes de estudo/administração.
O auditório onde decorrem as mais diversas actividades tem o nome de "PEPETELA" em homenagem ao escritor que recebeu o Prémio Camões em 1997 foi reequipado com equipamento audiovisual em 2005.
A Biblioteca do Centro tem sido ao longo dos anos uma referência em Luanda sendo frequentada por uma média superior a 300 pessoas por dia , na sua maioria jovens do Ensino Geral e Universitário.
Numa inter-relação língua-cultura, o Centro Cultural Português tem pautado a sua acção dando especial atenção à formação, à consolidação da Língua Portuguesa e divulgação da nossa cultura bem como ao apoio e acompanhamento de iniciativas de carácter cultural local que tenham como objectivo preservar e divulgar a cultura " lusófona".
Para isso, o estabelecimento de boas relações com Associações locais, como a Escola Portuguesa de Luanda, a Associação Recreativa e Cultural Chá de Caxinde, a União de Escritores Angolanos, a Liga da Juventude Lusófona, e a Liga da Juventude Ecológica, entre outras, têm contribuído para a dinamização do Centro e de outros espaços, com o estreitamento dos laços de amizade entre Portugal e Angola, daí decorrentes.



A Articulação com Instituições de Ensino locais e com o Centro de Língua Portuguesa - Instituto Camões tem sido igualmente uma preocupação do Centro. Também a articulação com outros agentes de Portugal como o ICEP que continuaremos a prosseguir, tem sido muito positiva para os nossos objectivos. Entre as diversas actividades que o CCP tem realizado e apoiado destacam-se:
- Cursos de Aperfeiçoamento em Língua Portuguesa- Cursos de Auxiliares de Bibliotecários - Formação na área do teatro - Exposições de pintura, escultura, fotografia e cartazes- Ciclos de cinema - Espectáculos de música, dança e teatro - Lançamento de livros - Seminários, colóquios, palestras, conferências.
Fonte: Instituto Camões




Pensar e Falar Angola

Parque Regional da Chimalavera

Origem - Estabelecido como Reserva Especial a 05-06-1971.
Classificação - Parque Natural Regional, V, desde 15-04-1974.

Localização - A 20km Benguela, para sudeste.

Área - Ocupa 112 km².

Limites Geográficos - 15 44' a 12 16' Latitude Sul e 11 44' de Longitude Este.

Limites Naturais - O Parque é limitado a Norte pela estrada que vem da Fazenda Santa Teresa e pelo Rio Marimbondo até à estrada de Canguengue-Chipupa. A Leste é limitado pela estrada Canguengue-Chipupa, desde o Morro Techima até às coordenadas 13 08 55 E, 13 19 54 S. A Sul e Oeste é limitada por uma linha quebrada, definida pelas coordenadas 13 08 55 E, 13 51 54 S, 13 08 55 E, 13 19 54 S, 13 05 44 E, 13 50 42 S.

Descrição - com uma altitude que vai dos 50 aos 265 metros, Chimalavera compreende uma planície elevada rodeada por montanhas. Dentro da reserva não existem rios nem lagos à superfície. A temperatura média anual é de 23.5°C e a humidade de 77%. O mês mais frio é Julho, com uma média de 19.4°C, e o mais quente é Março, com 26.8°C. Chove em média 45 dias por ano, num total de 305mm. O tipo de vegetação dominante é a estepe sublitorânea com algumas espécies de Acácias. Os mamíferos mais abundantes são o macaco da savana, o chacal, as zebras e as cabras de leque (Antidorcas marsupialis).

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Lançamento: Dia 9 de Novembro de 2007, 18 horas

Até você já não és nada!...
Neste livro, apresento o conteúdo das entrevistas feitas junto de pessoas portadoras de deficiência motora e sensorial na cidade de Luanda, no âmbito da preparação da minha tese de doutoramento em Sociologia.
Tal como o leitor poderá constatar, as entrevistas contêm elementos ligados aos problemas sociais que boa parte da população angolana contemporânea enfrenta. Inserem também elementos sobre a forma como a história recente de Angola interferiu na forma de existência de um bom número de cidadãos angolanos. Apresentam a habitual “face oculta” dos problemas de carácter psicológico e sociológico que o cidadão comum enfrenta no dia-a-dia, para garante da subsistência própria e dos seus dependentes. Apresentam ainda a forma mais ou menos subtil como um grupo seriamente marginalizado engendra estratégias de sobrevivência, normalmente abaixo do mínimo socialmente aceitável. Por outro lado, referem também a forma como, de um dia para o outro, se pode operar uma mudança radical na forma de encarar a vida, por razões alheias à vontade própria.
Ao ler as entrevistas, o leitor penetrará no submundo da marginalidade, numa cidade onde a marginalização social é endémica. O leitor tomará consciência da forma como se opera a discriminação dos marginalizados sociais e da forma como estes interagem com os demais, para garantia da sobrevivência. Verificará ainda de que forma as instituições do Estado são avaliadas, fundamentalmente devido ao esquecimento a que são votados os portadores de deficiência física – muitos deles, com deficiência adquirida devido a terem tomado parte de confrontos armados pela salvaguarda da integridade territorial, em nome desse mesmo Estado.
Com este livro, o leitor da cidade de Luanda (e de outras cidades de média dimensão de Angola) passa a ter elementos acerca de um mundo normalmente desconhecido, onde se chega ao extremo de alguns antigos oficiais das Forças Armadas se verem forçados a pôr de lado o “orgulho de oficial”, para se vergarem à mendicidade e aos riscos que daí advêm para a sua integridade psicológica.
A decisão de publicação das entrevistas deve-se ao facto de elas conterem elementos que podem ter utilidade para investigadores e estudantes de vários domínios do saber, com particular destaque para a antropologia, linguística, psicologia (não apenas social) e sociologia.
Espero que este livro venha a contribuir para a sensibilização da sociedade angolana para o drama vivido pelos portadores de deficiência física – que, tal como descrevo em Exclusão Social em Angola. O caso dos deficientes físicos de Luanda [Edições Kilombelombe, Luanda, 2007], são dos grupos mais atingidos pela situação de exclusão social em Luanda (e em Angola).
o autor
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Título: Até você já não és nada!...

Autor: Paulo de Carvalho

Apresentaçâo: Prof. Dr. Francisco Soares

Editor: Editorial Kilombelombe (Luanda, 2007)

Lançamento: Dia 9 de Novembro de 2007, 18 horas

Local: Hall do Banco de Poupança e Crédito (Marginal, Luanda)





Pensar e Falar Angola

No Maxime


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"FARRA" DAQUELA QUE É HABITUAL NAS QUENTES NOITES AFRICANAS, É O QUE SE ANTEVÊ SEXTA -FEIRA NO MAXIME, COM ALGUMAS SURPRESAS. CLARO, PARA DESFRUTAR TODO ESTE CALOR TERÁ DE CHEGAR BEM CEDO, PORQUE LOGO ÀS 22H30, EXIBIREMOS O FILME DE JORGE ANTÓNIO "ANGOLA -Histórias de Música Popular" ............ "Desde o lendário Liceu Vieira Dias e os Ngola Ritmos nos finais dos anos 40 até os dias de hoje, este documentário é uma viagem ao universo da música popular angolana, através da voz dos artistas mais importantes de todas as gerações, tendo como pano de fundo a história política e social de Angola."
ALICIANTE NÃO É?
A PRIMEIRA SURPRESA;
TEREMOS O PRAZER DE TER CONOSCO O JORGE ANTÓNIO O Realizador. BOM!...NÃO É?.....

E DEPOIS JÁ COM O AQUECIMENTO FEITO E COM O AMBIENTE A PEDIR QUE A "FARRA" SUBA NA ONDA, PASSAMOS A TER EM PALCO "MALTA DA PARAKUKA" ,PARA ENTÃO,GRADUALMENTE METER A SALA AO RUBRO , COM OS RITMOS DO SEMBA , DA REBITA , DO KILAMPA , DA TXIANDA E DO MUKUMBI, O PEZINHO VAI PUXAR À DANÇA E "VOAR NA SALA" VAI SER FÁCIL . VAI SER NECESSÁRIO!.....
SÃO "MUITOS TEMPOS", MUITA MÚSICA , MUITO CALOR, MUITA ALEGRIA E MUITA , MUITA FARRA............
COM ALGUMAS SURPRESAS MAIS, COMO POR EXEMPLO ,1 CHEIRINHO DAS NOVAS MÚSICAS DA "MALTA"
MAS AINDA HÁ MAIS TERMINADO O CONCERTO A NOITE NÃO ACABA, SEM A PISTA A VIBRAR COM O DJ MILTON, QUE CONTINUANDO NA GRANDE E QUENTE ONDA DA NOITE , MANTERÁ OS RITMOS DA "BANDA"




Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...