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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

O Inicio dos Caminhos-de-Ferro em Angola

Jornal de Angola/Artur Queiroz
Descrição: http://www.angolabelazebelo.com/wp-content/uploads/2012/08/antiga_estacao_-cfb_lobito.jpgO primeiro “esboço” de caminho-de-ferro em Angola é de Pompílio Pompeu de Carpo, que em 1848 decidiu ligar Luanda a Calumbo por comboio, um meio de transporte revolucionário e que na época dava os primeiros passos. O autor, natural da ilha da Madeira, era homem dado a revoluções. Foi preso por atentar contra a coroa portuguesa e veio cumprir pena na Fortaleza de São Miguel.
O madeirense era homem culto e teve um papel importantíssimo na Imprensa Angolana. Era proprietário da tipografia que imprimiu o Boletim Oficial, o primeiro jornal angolano. Para recuperar a liberdade, ele ofereceu-a ao governador Pedro Alexandrino da Cunha. Dinamizou o Teatro Provindência, foi panfletário e polemista. Falava fluentemente o inglês e tornou-se agente comercial com ligações privilegiadas à praça de Londres, que na época era o primeiro mercado de matérias-primas. Por isso fez fortuna fácil e rápida.
Em 1848, apresentou o projecto do caminho-de-ferro aos comerciantes de “Loanda” Silvano Francisco Luís Pereira e Eduardo Germak Possolo. Pompílio de Carpo ainda conseguiu incluir na sociedade herr Shut que era o cônsul honorário de Portugal em Hamburgo e facilitava a aquisição de locomotivas “Henchel” e as carruagens. As famosas locomotivas inglesas ficavam por conta do autor do projecto. Quem fizesse melhores condições, fornecia o material circulante.
Pompílio Pompeu de Carpo era mais dado ao teatro e ao jornalismo, por isso o projecto do caminho-de-ferro entre Luanda e Calumbo ficou para segundo plano. Os sócios também se desinteressaram, porque os custos das locomotivas e vagões eram elevadíssimos.
O governador-geral José Baptista de Andrade retoma o projecto em 1862. Mas pouco adianta porque não conseguiu atrair capitais privados e os cofres públicos estavam depauperados. Mas em 5 de Agosto de 1873, o então ministro do Ultramar e da Marinha, Andrade Corvo, ordenou ao governador-geral de Angola que iniciasse de imediato a execução de projectos que dotassem Angola de “viação pública”. Mas em Luanda nada aconteceu. O ministro insiste em 5 de Fevereiro de 1874. O governador ignorou as ordens. Pressionado por Lisboa, em Dezembro assina um decreto que aprova o contrato para construção do caminho-de-ferro de Calumbo, entre o Governo-Geral de Angola e um consórcio formado por poderosos comerciantes e industriais de Luanda: Augusto Garrido, Alberto da Fonseca Abreu e Costa, José Jacinto Ferreira da Cruz, proprietário da Fábrica de Tabacos Ultramarina, Ângelo Prado, Matoso da Câmara e Isaac Zagury.
Em 1877 o ministro Andrade Corvo vem a Luanda, viajando no navio “Índia”, da Marinha de Guerra. É acompanhado por uma equipa de engenheiros liderada pelo major Manuel Rafael Gorjão. Fazem parte do grupo Arnaldo de Novais, Gualberto Bettencourt Rodrigues, Henrique Santos Rosa, Neves Ferreira, Domingos de Figueiredo e Frederico Torres. Estes técnicos, por ordem do ministro, recebiam salários muito acima do normal e eram pagos por um “saco azul” e não pela folha de salários da administração colonial. Nada lhes faltava. Eles tinham que “desencalhar” o comboio a todo o custo. Mas o objectivo agora era levar o comboio até ao Lucala. E o projecto mudou de nome: Caminho-de-Ferro de Ambaca.

Com destino à Funda
Os técnicos perderam muito tempo a discutir o traçado da linha. Uns defendiam que ela devia ser complementar aos transportes fluviais através do rio Kwanza. Outros queriam que a linha fosse autónoma. Face às desinteligências, a construção efectiva da linha apenas começou em 31 de Outubro de 1886. O director das obras era João Burnay, um experimentado engenheiro em ferrovias. Era tão competente que em 31 de Outubro de 1888 foi inaugurado o percurso de 45 quilómetros entre Luanda e a Funda.
O governador decretou feriado e o comércio de Luanda fechou para todos irem à Estação da Cidade Alta ver partir o comboio, puxado por uma moderna máquina Armstrong. Em seguida, arrancou a construção do Caminho-de-Ferro de Malange e ao mesmo tempo o Ramal do Golungo Alto.
No Dombe Grande começa a ser construída a linha de 17 quilómetros, para o posto do Cuio. No sul arrancam as obras do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes em direcção ao Lubango, vencendo a serra da Chela, considerada intransponível. Mas para as famosas máquinas alemãs Henchel e Koppel não havia impossíveis.

Do Lobito ao Cubal
O inglês Robert Williams descobre as minas de cobre do Katanga e percebeu que só podia retirar o minério pelo porto do Lobito. Propôs ao governo português a construção de um caminho-de-ferro até à fronteira com o então Estado Independente do Congo ou Congo Belga. Em 1902, é assinado o contrato de concessão por 99 anos. Portugal, de imediato, cria o distrito da Lunda e nomeia seu primeiro governador o então major de infantaria, Henrique de Carvalho, profundo conhecedor da região. Bruxelas e Lisboa travam uma renhida disputa fronteiriça. Os portugueses respondem com a extensão da autoridade do Estado a todo Leste de Angola.
Em Março de 1903 começam os trabalhos na linha, a partir do Lobito. A saga da construção do CFB é um romance! Operários europeus, desde portugueses a gregos e italianos, trabalhavam de sol a sol no assentamento dos carris. Milhares de angolanos derramavam o seu suor no canal ferroviário. Em 1908, aconteceu história: foram inaugurados os primeiros 197 quilómetros entre o Lobito e o Cubal.
Quem vê nessa saga heróica os dias de hoje, está a ver bem. A actual reconstrução do CFB tem a mesma coragem e a mesma força que permitiram concretizar os mesmos sonhos de há cem anos. Ainda em 1908 a linha avança para o Cuma (Ukuma). E em 31 de Julho de 1911, há 101 anos, o comboio sai do Lobito, todo engalanado, só parando na estação do Lepi. Estavam construídos 360 quilómetros de linha!

Os que rasgam caminhos
Os operários da via-férrea trabalhavam noite e dia para levar o comboio até à fronteira, que naquele tempo ainda não estava estável nem definida. E em 4 de Setembro de 1912, há cem anos, o comboio chegava ao Huambo, nesta altura ainda uma espécie de acampamento dos ferroviários.
Em 18 de Outubro de 1913 o comboio do CFB puxado por uma moderna e potente Armstrong, apitava no Chinguar. As quitandeiras ofereciam aos viajantes cestinhos de morangos e loengos. Os registos marcam até aqui, 519 quilómetros de linha, desde o porto do Lobito. Logo a seguir rebenta a I Guerra Mundial. Os portugueses mobilizam todos os seus recursos para combater os alemães que na época ocupavam a Namíbia (Damaralândia). Os ingleses fazem um esforço financeiro gigantesco para combater o inimigo alemão. Os trabalhos param. Os que rasgam caminhos ficam sem trabalho e fixam-se nas estações ao longo do canal ferroviário que já funciona. Foi assim que o Huambo cresceu e se fez cidade.
Quando foi assinado o armistício no palácio de Versalhes (Paris) a Europa estava destruída e sem dinheiro. As obras do CFB estiveram paradas dez anos. Mas em 1923 recomeçam, com uma força de trabalho mais reduzida. Em 31 de Janeiro de 1924, o comboio chegou ao Cuito (Silva Porto). Mas as obras continuavam. Em Setembro de 1925 o comboio chegou ao rio Kwanza e passou para o outro lado, através de uma ponte em ferro com 160 metros! O registo revela que estão construídos 725 quilómetros de linha. A fronteira está cada vez mais perto. Mas ainda não se sabe qual é.
A ponte foi projectada para o comboio. Mas o Governo-Geral de Angola fez um acordo com o CFB e pagou à parte os trabalhos que permitiram que a ponte servisse também para peões e automóveis.
Os que rasgam caminhos passaram rapidamente o Munhango e Luena (Vila Luso). Seguiram em direcção à fronteira. Portugal e Bélgica discutiam o traçado exacto da fronteira Leste.
Em 1927 é assinado o Tratado de Luanda. Portugal consegue incluir em Angola a chamada “Bota do Dilolo”, uma área de 3.500 quilómetros quadrados, entre o Luau e um pouco mais abaixo do saliente do Cazombo. Imediatamente fica definido o ponto de chegada do comboio: Luau, até àquela data território do Congo Belga.
No dia 11 de Janeiro de 1929, o comboio saído do Lobito entra triunfante na estação do Luau. Tinha acabado de percorrer 1.347 quilómetros. No Tratado de Luanda está incluída uma Convenção sobre livre a circulação de pessoas e mercadorias belgas através do CFB. Afinal o comboio é estratégico para os dois lados.

De Luanda a Malange
A linha de Ambaca (de Luanda à margem direita do rio Lucala) está a funcionar. A linha de Malange e o ramal do Golungo Alto estão em construção.
A linha do Lucala a Malange arrancou em força, numa extensão de 148 quilómetros e os primeiros 140 quilómetros, até Matete, são inaugurados em 8 de Setembro de 1907. O percurso entre Matete e Malange abriu ao tráfego em 1 de Setembro de 1909, há 103 anos.
O ramal do Golungo Alto, tem 31 quilómetros. Os primeiros 14, entre Canhoca e Cambondo, ficam concluídos em 28 de Agosto de 1913. A linha fica completa, em 20 de Outubro de 1915.
Em 1918 todas as linhas são integradas numa nova empresa: Caminho-de-Ferro de Luanda. É construído nesse ano, o ramal de Calumbo. Estava realizado o sonho de Pompílio Pompeu de Carpo. O CFL também integra a antiga linha do Bengo, até Catete e a chamada bolsa de Cassoalala. A nova empresa fica a gerir 617 quilómetros de via-férrea.

Do Namibe ao Lubango
A “febre” do caminho-de-ferro chega ao sul de Angola. Os alemães tinham um projecto de ocupação do território até pelo menos à margem sul do rio Cunene. E depois construir uma via-férrea que nascia num porto a construir na Baía dos Tigres ou Tombwa e penetrava o interior de Angola até ao Kuando-Kubango, descendo depois para a Namíbia e África do Sul.
Os portugueses, conhecedores dos planos alemães, em 28 de Setembro de 1905 começam a construir uma linha entre o porto do Namibe e o Lubango, numa extensão de 248 quilómetros. Em 19 de Fevereiro de 1907 estavam construídos os primeiros 67 quilómetros. Em Maio de 1916 o comboio estava na Bibala (Vila Arriaga) numa extensão de 186 quilómetros. E aí ficou durante sete anos.
O comboio só chega ao Lubango em 31 de Maio de 1923. A empresa ainda construiu alguns quilómetros de linha em direcção à Chibia, mas o projecto foi abandonado. O canal ferroviário para o Kuando-Kubango, arrancou muito mais tarde.

Comboio do café
A região da Gabela começou a marcar pontos na produção de café. Um grupo de fazendeiros e comerciantes, liderado pelos proprietários da fazenda CADA, decidiu construir uma linha-férrea até Porto Amboim, numa extensão de 106 quilómetros. Os primeiros 80 quilómetros, até Carlaongo, foram inaugurados em 1 de Julho de 1925.
A linha do Caminho de Ferro do Amboim ficou concluída em 1931. Em 1933 transportou 985 passageiros e 6.780 toneladas de café.
Cada passageiro que viajava nos comboios de Angola pagava 0,01 tostão por quilómetro, em terceira classe. Em segunda, 0,03 e em primeira, 0,05. Cada tonelada de carga geral custava 0,06 tostão. Mas produtos como o café, milho e sisal tinham uma redução de 50 por cento, o que fazia do caminho-de-ferro um meio de transporte muito barato.

Jornal de Angola/Artur Queiroz


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