terça-feira, 30 de abril de 2019

Colonização da Huíla

Retirado da internet
Entre 1868 e 1872, fixaram-se os primeiros condenados no Chivinguiro.
Em 1877 estabeleceu-se o primeiro europeu, João Bordalo, a 3 Km da Humpata, Fazenda Esperança.
Em 1881 fixou-se na Humpata a colónia boër, S. Januário, constituída por 55 famílias (47 mulheres, 85 homens, 81 rapazes e 82 raparigas) com 100 cavalos, 2000 bois, 500 ovelhas e 60 cães
Saíram 6 anos antes do Transwaal, por pressões inglesas, vindo após dolorosas marchas e penosas etapas, fixar-se no Caoko, a sul do Cunene.
Em 1650 a Holanda tinha tomado posse do Cabo da Boa Esperança, tendo Van Riebeck fundado uma colónia, onde hoje assenta a cidade do Cabo.
A Companhia das Índias deu passagem a emigrantes franceses, que em virtude de lutas religiosas e da renovação do Edito de Nantes, haviam fugido para a Holanda. Deste cruzamento em África, nasceu “raça” Boër.
Em 1795 o general inglês Clarke tomou conta da povoação do Cabo, sendo que os boërs não quiseram sujeitar-se ao domínio inglês, daí datando a identidade e a vida errante do povo boër.
Ao lado desta colónia böer o governo português decidiu intercalar famílias portuguesas, para que através de seus cruzamentos, os absorvessem.
O primeiro grupo de colonos portugueses chegou em Março de 1883 e em Abril de 1884 começou a chegar a leva de colonos madeirenses, seguindo também 42 pessoas que haviam chegado a Mossamedes como colonos, vindos de outros pontos, leva que se prolongou até 1892.
Em 1883 o governador geral dissolveu a colónia Júlio de Vilhena, na Mahaballa, Pungo Andongo, facultando a esses colonos a vinda para a Humpata.
A estas famílias de colonos era dado o direito a transporte, hectare e meio de terra, uma junta de bois, utensílios de lavoura, sementes e vencimento: homens 300 reis diários, mulheres 200 e crianças menores de 15 anos 100 reis.
Os boërs viram com maus olhos a chegada dos portugueses, e foram minados por um inglês W. Jordan, que ali se veio estabelecer, o que fez sair grande parte das famílias, para se estabelecerem em 1885 na Palanca, voltando mesmo alguns ao Transwaal, de onde depois voltaram a regressar de novo, em 1888.
Do primeiro núcleo, ficaram na Humpata cerca de 12 famílias. Boërs.
Este inglês arrastou consigo algumas famílias da Humpata para fundar a república Upingtonia na Damara, que teve a efémera existência de 2 anos, depois da qual, as famílias que a compunham, voltaram em parte à Humpata.
Em 1885 foram da Humpata, 44 colonos para a Chibia.
Ainda em 1880, os territórios a leste da Humpata, não eram seguros, onde o soba do Lubango, “Cabeça Grande”, tinha a sua embala, no Muholo. Foram precisos 2 anos para se alcançar a pacificação.
O concelho do Lubango começou pois, em fins de 1884 com a fundação da colónia de Sá da Bandeira, cujos colonos foram recrutados da Madeira, nos termos do decreto de 16 Agosto de 1881. Os primeiros chegaram a Mossamedes, a 19 de Novembro de 1884, a bordo do Índia e ao planalto a 16 de Janeiro de 1885.
Logo a seguir veio novo contingente, chegado a Mossamedes a 18 Junho desse ano e à colónia a 1 Agosto.
Sucessivamente foram chegando novas levas de colonos, até 1892, em que cessou a emigração oficial.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Angola - Pôr do Sol



Pensar e Falar Angola

25 de Abril


Desde madrugada parece melhorou o tempo. Foi na madrugada de 25 que mudou o tempo. E desde esse tempo existe a ladainha boa e a má. Uns que ganharam e outros que perderam. Parece até amor desamando-se. Tem uns que cantam e outros que vêem o tempo passar, dormindo no passado. Tem uns que se floram e dão vivas, outros vestem-se de lágrimas ganhando distância dos dias de hoje. Não tem madrugada de unanimidade. Não tem espelho que mostre com matemáticos cálculos se existe dia mais lindo que a madrugada deste dia ou se foi dia que esqueceu de amanhecer..
Viva o 25 de Abril

Pensar e Falar Angola

sábado, 2 de março de 2019

Dia da Mulher Angolana

Numa mensagem alusiva ao Dia da Mulher Angolana, que hoje se celebra em Angola, o Presidente João Lourenço indica que, na qualidade de “Presidente de todos os angolanos”, reconhece o papel das mulheres “como esteio da multiplicidade de tarefas do quotidiano que concorrem para a elevação dos níveis de educação, patriotismo e aperfeiçoamento de habilidades das crianças e dos jovens que terão sobre os ombros a missão histórica de assegurar a perenidade da pátria” angolana. 
“Transmito a todas as mulheres que ajudam de modo determinado a construir um país melhor, de Cabinda ao Cunene, uma palavra de encorajamento e incentivo, certos de que os desafios que hoje se nos apresentam nas mais variadas frentes – com realce para a economia – continuarão a conclamar a vossa determinação e sabedoria, para serem vencidos”, escreve o chefe de Estado angolano na mensagem.
Na mensagem, distribuída pela Casa Civil do Presidente da República, João Lourenço diz-se “convicto” de que a “força” da mulher angolana “continuará a ser decisiva na árdua e longa batalha pelo resgate dos valores cívicos e morais e na luta sem tréguas contra as injustiças sociais e a discriminação”. 
Em Angola, a data é assinalada em todo o país com um conjunto de palestras e conferências sobre o papel da mulher na sociedade angolana, a par de iniciativas de índole cultural, recreativo e desportivo.
Quarta-feira passada, em Genebra, na 72ª sessão ordinária do Comité para a Eliminação de Todas as Formas de Discrição Contra a Mulher, a secretária de Estado da Família e Promoção da Mulher angolana, Ruth Mixinge, afirmou que o Governo angolano tem estado a consolidar os órgãos consultivos de concertação social e a acompanhar e controlo a execução das medidas legislativas e políticas, reforçando a articulação da resposta social a favor da mulher e a protecção dos seus direitos.
Na ocasião, Ruth Mixinge realçou que as acções do governo angolano visam valorizar o papel da mulher nos domínios familiar, social, político, económico e empresarial, bem como na perspectiva de assegurar, de forma sustentável, o empoderamento das jovens mulheres e da mulher no meio rural, iniciativas enquadradas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018/22).
Com o foco na mulher, Ruth Mixinge destacou estarem em execução programas de promoção do género e empoderamento da mulher, valorização da família e reforço das competências familiares, apoio às vítimas de violência baseada no género e a estruturação económica e produtiva das comunidades.
Dados do Censo Geral da População e Habitação em 2014 apontam que o número de habitantes está perto dos 30 milhões dos quais 52% são mulheres, tendo Ruth Mixinge salientando que a implementação da Política Nacional para a Igualdade e Equidade de Género “proporcionou a ascensão de um número considerável de mulheres aos cargos de tomada de decisão”.
A secretária de Estado angolana salientou que 30,5% dos assentos parlamentares são ocupados por mulheres, enquanto no aparelho do Estado a percentagem é de 19,5%, com maior presença nos sectores da Educação, Saúde e Trabalho Doméstico.
Ruth Mixinge considerou importante a aprovação do novo Código Penal angolano por conter disposições que reforçam a implementação da convenção e os princípios da igualdade, não discriminação com base na raça, orientação sexual e crença, e agrava as penalizações aos crimes cometidos contra a mulher previstos na Constituição da República de Angola, de 2010.
Dados apontam que, em 2018, foram registados 1.893 casos de denúncias de violência doméstica, das quais 83% feitas por mulheres e 17% por homens.
Por outro lado, lembrou que Angola assinou e ratificou várias convenções, como a dos Direitos das Pessoas com Deficiência e seu protocolo adicional, Protocolo adicional ao Pacto dos Direitos Civis e Políticos relativo a Pena de Morte, Convenção contra a Discriminação Racial, Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos Cruéis, Desumanos e Degradantes e Convenção sobre os Desaparecimentos Forçados.


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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

domingo, 13 de janeiro de 2019

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

economia

No primeiro comunicado de 2019, o banco central angolano refere que a venda de divisas se destina também para garantir os "plafonds" para cartas de crédito, bem como à liquidação de cartas de crédito, ao atendimento às casas de cambio e às operadoras de remessas.
Após cada sessão, o BNA divulgará, no seu portal institucional, o montante disponibilizado, o número de participantes, as taxas de câmbio máxima e mínima admitidas bem como a taxa de câmbio média resultante da sessão.
Hoje, as taxas de câmbio mantêm-se inalteráveis face às registadas no último dia de 2018, a moeda europeia está cotada a 354,828 kwanzas/euro (a 01 de janeiro de 2018 transacionava-se a 185,4 kwanzas/euro), o que corresponde a uma depreciação de mais de 47%, tendo atingido mínimos históricos há cerca de mês em meio (355,057 kwanzas/euro).
Em relação ao dólar, a moeda angolana manteve-se estável desde 26 de dezembro último, transacionando-se a 310,158 kwanzas/dólar (há um ano, quando se situava nos 165,92 kwanzas/dólar, a moeda angolana depreciou-se 46,504%).
Acabadas as sessões de venda trissemanais de divisas em leilão aos bancos comerciais, iniciadas a 09 de janeiro de 2018, o BNA está desde 01 de novembro a proceder a operações diárias, tendo, em dezembro colocado no mercado primário 1.450 milhões de dólares (1.260 milhões de euros).

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Viagem a Windhoek por Santa Clara - Ondjiva

Viagem a Windhoek por Santa Clara

Aterramos em Ondjiva, capital do Cunene, depois de uma tranquila viagem de aproximadamente hora e meia. O brilho intenso do sol obriga as pessoas mais sensíveis a protegerem os olhos. A estação quente atinge o pico nesta província no mês de Dezembro. O calor aperta, apesar da tarde caminhar para o fim. Fora da sala de desembarque, os passageiros deparam-se com motoristas e cobradores que “chamam” para Ondjiva e Santa Clara, o mais movimentado dos quatro postos fronteiriços que ligam o Cunene à vizinha República da Namíbia. Este é um dos principais destinos de boa parte dos viajantes da companhia de bandeira nacional, que garante três frequências aéreas semanais a partir de Luanda. De distintos pontos do país chegam, diariamente, por via terrestre, turistas a bordo de autocarros, táxis colectivos de pequeno e grande porte ou em viaturas próprias.
Muita gente sai directamente do aeroporto para Santa Clara, localidade si-tuada a cerca de 45 quilómetros de Ondjiva.A passagem de táxi comum, vulgo candongueiro, custa 500 kwanzas, mas pode encarecer, dependendo da índole do transportador. Alguns oportunistas só precisam de saber que o passageiro desconhece o tarifário local para alterarem a tabela. Não foi o nosso caso. Ao amanhecer, circulamos com a “viatura oficial” da Edições Novembro, o que ampliou as possibilidades de apreciar paisagens, parar, rever detalhes e rentabilizar ao máximo a estadia. 
Antes de nos fazermos à estrada, damos um passeio básico pela cidade. Às 8 horas da manhã, o sol vai alto. O calor seco começa a importunar. Nada que impeça a caminhada. “O segredo é beber muita água, principalmente pela manhã”. O conselho vem do colega aqui radicado há alguns anos.
As repartições públicas abrem pontualmente as portas. Parece que todos se conhecem, porque as pessoas se saúdam com um sorriso autêntico. Ondjiva, porém, está quase irreconhecível. Poucos aspectos lembram a cidade fantasma dos duros anos de guerra. Há muito movimento, mas o trânsito flui. Várias opiniões convergem no ponto de vista se-gundo o qual a gestão do falecido governador Didalewa contribuiu para o visível crescimento dos últimos anos. A “centralidade” construída para albergar os 3 mil desalojados pelas cheias decorrentes das chuvas tem casas que muitos gostariam de deslocar para os seus endereços em Luanda. 
O Governo Provincial mudou de sede. A nova biblioteca faz jus ao nome. Há uma igreja construída de raiz, já entregue à  Católica. Deve ser inaugurada no início do próximo ano. O Tribunal provincial foi transferido para um edifício com maior dignidade, onde também funciona a Procuradoria Geral da República. Espaçosa e confortável é a sala do juiz presidente. Nela se sente o ar de solenidade que só os magistrados transmitem, incluindo durante conversas informais. Ondjiva cresce a olhos vistos, embora seja cedo para se sentir o impacto da actual governação. 
Entretanto, nem tudo mudou. Cercados por chapas, os destroços da guerra continuam no mesmo lugar. Esses, sim, remetem o transeunte para o período em que a aviação sul-africana praticamente reduziu a escombros a capital do Cunene. A província foi palco de batalhas memoráveis que concorreram para alicerçar o espírito pa-triótico contextualizado na devida época. Os cânticos revolucionários que narravam epopeias heróicas exaltavam o facto de o Cunene só ter entrada. “Não há saída”, entoavam os militares, secundados por pioneiros da OPA, imortalizados no programa “Opção”, da TPA. A guerra ficou no passado. O tempo também passa nesta manhã ensolarada. É hora de apanharmos a direcção sul, rumo à fronteira. 

Saudar Mandume
Encontrámos a Estrada Nacional 372 em óptimas condições. Os velocistas por vocação são compelidos a desacelerar. A Polícia Nacional montou postos de controlo ao longo da via. Gestualmente, os agentes aconselham os condutores a abrandar a velocidade. Quan-do necessário, mandam parar viaturas para conferir se está tudo em ordem. Quinito Kanhameni, o director provincial da Edições Novembro, que gentilmente se predispôs a servir de cicerone, aposta na prudência. Prefere “caminhar devagar, porque temos pressa. Queremos chegar ao destino”. A rodovia dá igualmente acesso ao Complexo Turístico do Memorial Rei Mandume Ya Ndemmufayo, em Oihole, município de Namacunde. 
Inaugurado em 2002, por Sam Nujoma e José Eduardo dos Santos, antigos Chefes de Estados da Namíbia e de Angola, respectivamente, o Memorial foi construído no local onde o lendário soberano perdeu a última batalha diante das tropas portuguesas e inglesas. O Memorial pretende homenagear Mandume e, através dele, todos quantos resistiram à ocupação colonial. Revestido de imenso simbolismo, o espaço é terreno sagrado para os povos da região que veneram a memória do soberano. 
“O meu coração me diz que nada fiz de errado”, a célebre frase   de Mandume destoa do actual estado do Memorial. Em 2008, foram anunciadas obras de beneficência. A reabilitação do complexo, interrompida por falta de verbas, previa a construção de uma estátua do Rei na antiga “embala”, termo kwanyama que significa “Palácio Administrativo”. Já em Namacunde, sede do município, sente-se a presença da Administração Pública no sossegado município que floresce à beira da estrada. O hospital, a unidade de corpo de bombeiros, escolas e lojas ao redor fazem crer que a localidade tem infra-estruturas. O número de antenas parabólicas sugere que a caixinha mágica leva a informação e entretenimento aos habitantes, conectando-os em torno da grande aldeia global em que vivemos.
Menos interessante é a paisagem natural. Anuncia penúria. As zonas de pasto estão acastanhadas. O capim secou. Em várias ocasiões, bois dispersos da manada cruzam a estrada. Muitos expõem o esqueleto devido à magreza excessiva. Procuram comida e água. As bacias naturais de retenção do \"líquido da vida\" começam a escassear. Os animais percorrem distâncias cada vez maiores em busca da sobrevivência. Não é cordato augurar maus momentos, mas a falta de chuvas pode resultar em catástrofes. Previsíveis, diga-se, porque a seca na região é cíclica. Por outro lado, as consequências das chuvas não são propriamente desconhecidas. En-quanto os seres humanos imbuídos de competências não concebem estratégias para minimizar situações evitáveis, resta a quem pode a opção de perfurar o solo em busca de água. Dos crentes pedem-se orações, com fé, implorando aos céus por dias melhores. 

Efeito Resgate 
A jornada prossegue. A manhã vai para o fim, quando chegamos à paragem de autocarros e de táxis. À medida que nos aproximamos, multiplicam-se os armazéns, assim como as áreas de pequeno e grande comércio. Vemos zonas residenciais e muitas pensões residenciais. Quem passou algum dia por aqui não reconhece a localidade. A televisão mostra imagens cheias de gente e de confusão. A tranquilidade aparente desloca-nos da realidade. 
Estamos em Santa Clara, o município fronteiriço, que, por razões diversas, aparece regularmente nas manchetes noticiosas. É a principal porta para a Namíbia a partir do Cunene. Onde param os zungueiros? E os kínguilos, maioritariamente homens que dominam o câmbio informal? Não se vêm “ngandulos”, igualmente conhecidos por “matocheiros”, os \"comissionistas\" ou ainda \"micheiros\". Em bom português, são intermediários disponíveis para todo o tipo de serviço. À primeira vista, diminuíram as cantinas dos Mamadús. Os verdadeiros entrepostos dos amigos Youssoufs, originários de qualquer ponto de África, desapareceram das redondezas. A resposta-chave para a surpreendente metamorfose assenta na designada “Operação Resgate”. 
A rua principal mudou de aspecto desde o início da Operação. “Acabaram as aglomerações de gente. Os kínguilos agora ficam ali atrás.” Solícito, João Miguel, funcionário público, aponta para um lugar remoto. Perto da fronteira, fazemos paragem obrigatória na cancela que nos separa dos edifícios que ocupam uma superfície considerável. Aqui funcionam a Administração Geral Tributária (AGT), a Polícia Fiscal, os Serviços de Migra-
ção e Estrangeiros e a Polícia de Guarda Fronteira, à qual compete garantir a inviolabilidade dos marcos.
A província do Cunene partilha 460 quilómetros de fronteira com a vizinha Namíbia. Desses, 340 são terrestres e 120 fluviais. Diariamente, regista-se um intenso movimento de saída e entrada de cidadãos nos dois sentidos, através dos postos fronteiriços de Santa Clara, Calueque, Okalongo e Ruacaná.

Movimento fronteiriço
Este ano, um total de 198.662 cidadãos nacionais saíram do país a partir dos postos fronteiriços de Santa-Clara, Okalongo, Calueque e Ruacaná, na Província do Cu-nene, menos 79.986 do que em 2017.
Os números vêm expressos  no Relatório de Balanço Anual do Serviço de Migração e Estrangeiro (SME) no Cunene. De acordo com os dados, 64.436 cidadãos nacionais usaram passaportes, 615, salvo-condutos e 133.611, passes de travessia, a partir dos postos fronteiriços de Santa-Clara, Okalongo, numa média de 600 pessoas por dia.
De acordo com o relatório de balanço do SME no Cunene, durante o ano, entraram no país, pela mesma via, 167.084 pessoas, menos 94.449 do 
que em 2017. Deste número, 144.690 são de diversas nacionalidades. 40.266 usaram visto de turista, 204 de residentes e 444 vistos de trabalho.
Estes portadores de vistos tiveram como destino as províncias do Cunene, Huíla, Huambo, Benguela, Namibe, Lunda-Norte, Cuando-Cu-bango e Luanda. 
Registou-se igualmente a entrada de 103.774 namibianos com passes de travessia.

  Separados pela Conferência de Berlim
A Namíbia foi o primeiro país do mundo a suprimir a necessidade de visto de entrada no seu território para cidadãos angolanos. As formalidades migratórias são céleres dos dois lados. Ao contrário do tempo da guerra, de triste memória, Cunene tem saída. E entrada, desde que os procedimentos sejam rigorosamente feitos entre as 08h00 e as 17h00. Apesar do fuso horário da Namíbia, com uma hora a mais, as autoridades locais aceitam o horário de Angola. Os residentes num perímetro de 5 quilómetros usufruem de passe válido para 72 horas. É-lhes permitida circulação num raio de sessenta quilómetros. 
Abundam pormenores interessantes. Há famílias divididas entre as fronteiras. “O pai pode viver na Namíbia e a mãe em Angola. Muitos angolanos preferem que os filhos estudem na Namíbia, por causa da Língua Inglesa. As crianças kuanyamas não zungam. São orgulhosas. Vão à escola”, afirma Tomás, jovem angolano de 30 anos. Não falava uma única palavra em Português, quando começou a trabalhar na fronteira. Suspende a entrevista, feita em território neutro, ao ouvir alguém gritar o seu nome. 
Depois da Emigração, a estrada tem um cruzamento em transversal. A partir desse ponto, a condução faz-se em sentido contrário. Ou seja, da direita para a esquerda, para quem sai de Angola e da esquerda para a direita, para quem entra em território nacional. O carro fica na terra de ninguém. Entramos em Oshikango, território namibiano. As cidades namibianas mais próximas são Enhana, Rundu e Nkurenkuru. Pertinho daqui, passa o rio Okavango. Nova reportagem agendada para o futuro. Hoje estamos aqui. O assédio é grande. Afinal, os “matocheiros” ausentes de Santa Clara estão na Namíbia. Trata-se maioritariamente de cidadãos angolanos, residentes em Angola.
“Chegam para fazer biscates”, explica um ocasional companheiro de jornada. “Mãezinha, trocamos rands e dólares. Fazemos traduções, levamos aos médicos originais. Eles tratam tudo, tiram mioma nas mulheres. A mãe precisa de quê?”. O homem, enorme, vestido de calças brancas e camisola do Chelsea, oferece uma gama de serviços indistintos.  
Quinito Kanhameni, o guia turístico de ocasião, interrompe diplomaticamente a sequência publicitária. Ga-rante que boa parte dos grandes armazéns aceita paga-
mentos em kwanzas. Em território namibiano, comunica-se principalmente em Kua-
nyama, língua transfronteiriça integrante do grupo étni-co-linguístico Oshiwambo. Em Angola, incluiu o Ovambadja e Ovavale. Atento, Quinito recomenda cuidados redobrados em relação à mochila. Às vezes, o azar acompanha os viajantes. Os intimidatórios relatos elucidam. Fala-se de roubos, assaltos violentos com uso de arma branca. Há agressões e raptos.
 “Muitas pessoas são desviadas por supostos taxistas. Com sorte, deixam algum dinheiro para o transporte. O segredo é não responder a nada. Não abrir a boca. Quando se apercebem que somos estrangeiros”. Na verdade, Guidinha refere-se a não falantes das línguas lo-cais. A outra prima, surgida no corredor do movimentado armazém, confirma os riscos. Saúda sorrateiramente. Como se estivesse a fugir de um peri-go eminente. 
“Chegámos ontem. Ficamos dois dias”. Elas fazem parte do lote de \"moambeiras\" que, desafiando a crise económica,  especializaram-se em identificar potenciais negócios rentáveis em estabelecimentos namibianos.
Permanecemos no primeiro armazém, situado a sensivelmente duzentos metros do posto fronteiriço. Com os bolsos abarrotados de notas, o homem do Chelsea volta a insinuar-se. “A secção dos telemóveis é ali. As mobílias estão lá em cima. Conhecemos bons despachantes…”, aponta para o andar superior. 
Conhecido por Camilo, nome de um dos principais empregados, o armazém sinaliza um ponto de encontro de angolanos. Misturam-se nos seus corredores sotaques de todo o país. Durante uma hora no seu interior, não vimos uma pessoa que seja a pagar as compras com outra moeda, além de kwanzas. Ou seja, os clientes namibianos são raríssimos. Os angolanos compram electro-­domésticos, telemóveis, malas de viagem, mobílias, artigos para casa, produtos industriais, mas também quinquilharia. A esta altura, saem inúmeras árvores e enfeites de Natal. Os preços são taxados em dólares americanos ao câmbio do dia.
A compra, por exemplo, de uma pasta de viagem cotada em 35 dólares remete para o outro lado do armazém, onde inúmeros clientes angolanos esperam pelas respectivas mercadorias. A depender do tamanho do volume, uma carrinha transporta-as para a zona alfandegária. As poucas cadeiras não satisfazem a demanda. Não faz mal! Ninguém se verga ao cansaço. Distraídos a indagar, não sentimos passar os exactos vinte minutos. A persistente chamada em tom alto desperta a atenção. “Roguério, Roguério”, repete o homem em pronúncia inglesa. Mercadoria confirmada. 
A espera não terminou. O empregado leva a mercadoria. A tal pasta, orçada em 35 dólares norte-americanos, equivale a 13.300 Kwanzas. Pouco dinheiro, realmente. Mas a “carga” não sai sem o correspondente manifesto. A recepção do documento emitido pela Autoridade Alfandegária da Namíbia consumiu aproximadamente 45 minutos. Quase o tempo que Reginalda, enfermeira do Hospital Geral de Ondjiva, aguarda pela arca de três cestos e pelo colchão. 
“Aproveitei a folga para fazer compras. Paguei pela arca 56.600 kwanzas”. Em Ondjiva, o mesmo electro-doméstico custa acima de cem mil Kwanzas. “Incluindo o valor pago na nossa Alfândega, fica sempre mais barato”, acrescenta.
“Há sempre carros para levar a mercadoria até a casa. Deixamos os papéis e o número do telefone. Recebemos tudo no mesmo dia”, esclarece. A enfermeira é interrompida pelo Tomás, o “matocheiro”, aquele que estava na terra de ninguém. A esta altura contabiliza rendimentos de uns quantos “ngandulos”. Ele também agencia a enfermeira Reginalda. Quanto aos honorários, “dependem da conversa”. O sorriso de Tomás sugere uma jornada lucrativa. 
O 10 de Dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos, é feriado na Namíbia. A data coincide com a celebração dos direitos da mulher na pátria de Sam Nujoma. A proximidade da Quadra Festiva e o pagamento da remuneração referente ao 13º mês fazem aumentar a clientela no vizinho do sul. E o homem do Chelsea volta a rondar a área. Desta vez, não apregoa nada. O olhar é expressivo. Desconfiamos que o dia não está a ser muito bom para ele. O Tomás corre para atender a chamada. Assunto resolvido. “Vou seguir a minha carga”, despede-se a enfermeira de Ondjiva.
A par de compras acessíveis, os angolanos procuram saúde na Namíbia. John, 34 anos, é um dos poucos intermediários namibianos que circula na fronteira. Clarifica que os cidadãos do seu país pagam 15 rands (225 kwanzas) nos hospitais públicos e os angolanos 60 (aproximadamente 900 kwanzas). Ainda assim, fica em conta. 
“Nas clínicas privadas, os preços dependem da complicação, mas todos pagam valores iguais. O que conta é o dinheiro”, comenta o trabalhador informal, que prefere ser tratado por João. “Costumo acompanhar muitos angolanos”, afirma. 
Limitamo-nos a acompanhar as movimentações nos armazéns lotados de gente para comprar, pesquisar e comparar preços. Como a ocasião apura o engenho, o pequeno comércio prospera. Zungueiras angolanas vendem ameixas e laranjas pela metade do preço cobrado em Ondjiva. Para isso, não precisamos de pagar impostos. 
O sol de Santa Clara engana. Os passos apressados em direcção aos portões indicam a passagem do tempo. Em menos de duas horas, a fronteira estará encerrada. Algum desavisado lança lixo para o chão. Angolano, claro! John ou João, como preferirmos, recolhe a sujeira que deposita no cesto ignorado pelo apressado viajante. O prazo expirou. Faltam estórias para ilustrar o quotidiano na zona fronteiriça. Contudo, as poucas horas deram a ver intensas movimentações. Factos interessantes. Fronteiras artificiais; de povos de dois países separados pela conferência de Berlim.




Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Completa | IIª Entrevista colectiva de João Lourenço



Pensar e Falar Angola

Festa da Família

Neste momento muitos se interrogam: o que será Angola?
Angola passou por Guerras e com todas as suas consequências. Uns isto e aquilo pois então se afirmaram desavindos por décadas. Famílias se dissiparam, opiniões divergiram-se. Datas misturaram-se. O que vai ser Angola?
Em Angola discutem-se datas, discutem-se heróis e cobardes, fala-se em marimbondos e outros animais de conveniência ou inconveniência. Angola no seu todo diz BASTA e tenta erguer-se.
Hoje o Sr. Presidente da República recebeu os Jornalistas, nacionais e estrangeiros, e deu uma conferência de imprensa colectiva e sem tabus. Mostrou real conhecimento dos assuntos, flexibilidade, sem intimidações hesitações. O Presidente João Lourenço soube dar respostas com humor. Alguns Jornalistas não souberam estar à altura, mas isso é outra conversa e quando damos opinião não queremos magoar ninguém, opinamos apenas, que aqui é o caso.
O que será Angola?
Neste momento Angola é Festa em Família, procura de prendas e de muitos petiscos, de lugares e sons.

Pensar e Falar Angola

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Limpeza na Polícia

O comandante Geral da Polícia Nacional, Comissario Paulo de Almeida, informou esta terça-feira em Luanda que pelo menos 46 agentes encontram-se detidos por más práticas.
Falando no acto de punição de 16 agentes da corporação que dirige, Paulo de Almeida fez saber ainda que pelas mesmas práticas, comportamento que está na base do despedimento de outros 127 efectivos.
Paulo de Almeida acrescentou que a lista não está completa, deixando um aviso a "oficiais superiores" que actuam como “micheiros”.
"São 127 que já estão na lista para serem demitidos, 46 estão encarcerados", disse o responsável, reiterando que os desvios de conduta serão exemplarmente punidos. "Comigo as coisas têm de andar na linha", sublinhou Paulo de Almeida que deu voz às queixas que tem recebido pela população.
Dizer que Paulo de Almeida já tinha manifestado a sua preocupação com o número de polícias envolvidos em praticas indecorosas, garantindo que as mesmas seriam combatidas.



Pensar e Falar Angola

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Previsão economia revista em baixa

A consultora FocusEconomics reviu em baixa a previsão de crescimento de Angola em 2019, antecipando agora uma expansão de 1,9%, menos 0,4 pontos que no mês passado, quanto previa um aumento de 2,3%.
Consultora FocusEconomics reduz previsão de crescimento de Angola para 1,9% em 2019
Bandeira de angola
"A assistência financeira [de 3,7 mil milhões de dólares] e o apoio às políticas por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), a que se junta a subida dos preços do petróleo e um empréstimo do Banco de Desenvolvimento da China, devem sustentar a recuperação económica no próximo ano, apesar de a perspetiva de evolução permanecer altamente incerta", escrevem os analistas desta consultora.
No relatório deste mês sobre as economias africanas, onde se inclui um capítulo sobre Angola, os analistas sedeados em Barcelona dizem que os principais riscos são "a vontade política para continuar a implementar as reformas estruturais, a corrupção ainda generalizada, a depreciação da moeda e o aumento da dívida nacional".
O sentimento económico, lembram, degradou-se novamente no terceiro trimestre "e derrapou para o valor mais baixo do último ano, já que as reformas económicas tiveram pouco impacto no aumento da confiança dos principais setores, o comércio, a manufatura e a construção, que ficaram profundamente entrincheirados em território negativo".
Os dados disponíveis para o último trimestre do ano não permitem uma imagem clara sobre a direção da economia, dizem os consultores: "A produção petrolífera caiu em outubro, mas recuperou em novembro, só que os baixos preços do petróleo sugerem que a economia vai acabar este ano atolada numa profunda recessão", argumentam.
Para 2019, a previsão é de recuperação, "alicerçada no aumento da procura interna e na subida da produção petrolífera", que a FocusEconomics estima ser de 1,69 milhões de barris por dia, aumentando para 1,73 milhões diários em 2020, bem acima dos 1,55 milhões de outubro e dos 1,60 milhões de barris diários produzidos em novembro.
sapo - lusa

Pensar e Falar Angola

sábado, 15 de dezembro de 2018

Nzinga Mbande - 17 de dezembro

Nzinga Mbande, 1583 - 17 de dezembro de 1663, também conhecida como Ana de Sousa Nzingha Mbande, era uma rainha do século 17 dos reinos Ndongo e Matamba do povo Mbundu no sudoeste da África.

Em 1622, Nzinga encontrou-se com o enviado português para discutir um tratado de paz. Esperando ganhar alguma vantagem e mostrar superioridade, o governador português não lhe ofereceu uma cadeira pretendendo ele humilhá-la, fazendo com que se sentasse no chão. Nzinga percebeu o que estava a acontecer e ordenou que um de seus servos ficasse de joelhos. Nzinga então conduziu as negociações enquanto estava sentada na sua cadeira humana.

Em 1626, assumiu o controle como regente do sobrinho, mas acabou por assumir o controle, tornando-se rainha. Nesse meio tempo, ela preparou um exército e conquistou o reino de Matamba. Aliou-se aos holandeses contra os portugueses.

Em 1641, os holandeses, em aliança com o reino de Kongo, ocuparam Luanda. Nzinga enviou-lhes uma embaixada e fez uma aliança contra os portugueses, que continuavam a ocupar as partes internas de sua colónia, com seu quartel-general principal na cidade de Masangano. Na esperança de recuperar terras perdidas, com ajuda holandesa, ela mudou a sua capital para Kavanga na parte norte dos antigos domínios do Ndongo.

Em 1644 derrotou o exército Português em Ngoleme liderando os seus próprios guerreiros. Fez acordos com tribos africanas próximas para fechar o comércio de escravos português no coração de Angola cortando o seu acesso a estradas e postos de comércio, sufocando europeus e debilitando a economia colonial.
Ela morreu aos 80 anos em 1663.


Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Imagens da História




MiG-21bis angolano abatido pelas forças sul-africanas, a guerra angolana
Cubanos em Angola
Guerrilheiros de um Movimento de Libertação
Cartaz

De retalhos por aí dispersos se vai fazendo a História.
Hoje a guerra civil angolana é História. Infelizmente há quem a recorde com saudade e outros recordam-na para lembrar o futuro. 
Hoje trago imagens à luz com o intuito de ajudar a escrita da História.

Pensar e Falar Angola

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

requalificação de infra-estruturas culturais

Anunciado os concursos públicos para requalificação de infra-estruturas culturais pelo Ministério da Cultura
Os membros da Comissão Multissectorial para a implementação do projecto de transformação do antigo edifício da Assembleia Nacional em Palácio da Música e do Teatro e da Requalificação das Instalações da Tourada e do Cine Nacional anunciaram nesta terça-feira o lançamento, em breve, dos concursos públicos para a execução das obras em causa.
Durante a última reunião da comissão, dirigida pela sua Coordenadora, ministra da Cultura, Carolina Cerqueira , os seus membros deliberaram estarem reunidas as condições técnicas para o lançamento público dos concursos destinados à adjucação das obras para a transformação do Antigo Edifício da Assembleia Nacional, da requalificação das instalações da Ex-Tourada e do Cine Nacional.
Durante o encontro, em que participaram os ministros da Construção e Obras Públicas, do Ordenamento do Território e Habitação, o Secretário de Estado da Cultura, o Secretário de Estado das das Obras Públicas, o vice-governador da Província de Luanda para as Infra-Estruturas, o Director do Gabinete de Obras Especiais e o grupo técnico foi analisado e aprovado o relatório final dos trabalhos da comissão que será submetido ao Titular do Poder Executivo.
Considerou-se por findo o trabalho da comissão, sendo que doravante será da responsabilidade do Ministério da Construção e Obras Públicas a continuidade dos trabalhos.

in Facebook


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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

13ª vez campeã de Africa

A selecção nacional sénior feminina de andebol sagrou-se hoje campeã africana pela 13ª vez, ao derrotar o Senegal, por 19-14, na final da 23ª edição do campeonato continental que decorreu no Congo Brazzaville.
Andebol: Angola campeã africana pela 13ª vez


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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

UNITA projecta autarquias


UNITA projecta autarquias para combater assimetrias

A UNITA no Cuanza-Norte está empenhada na capacitação dos militantes sobre as estratégias do partido viradas para a criação de uma lei sobre autarquias que assegure a eliminação das assimetrias regionais e desigualdades entre os cidadãos, afirmou o secretário provincial do partido, Francisco Falua.
Militantes da UNITA
Fotografia: José Cola | Edições Novembro
O político fez as declarações na sexta reunião ordinária do comité provincial do partido, lembrando que entre as prioridades da UNITA na região destaque para a formação e preparação dos militantes sobre as vantagens da implementação das eleições autárquicas de forma simultânea em todos os municípios do país.
A UNITA já tem estratégias para a publicitação das vantagens das autarquias em todo o território nacional, numa altura em que a organização já conta com representações nos dez municípios do Cuanza-Norte e na maioria das sedes comunais, onde tem criadas bases políticas, sobretudo de mobilização de novos membros para as suas fileiras.
Francisco Falua criticou a proposta gradual para a implementação do processo autárquico por constituir uma medida que promove as assimetrias e eleva o crescimento desigual dos municípios do país.
O encontro em que participaram delegados dos dez municípios do Cuanza-Norte também analisou o actual nível de crescimento económico da província e o reforço da cooperação com as igrejas para adopção de estratégias conjuntas de resgate dos valores morais e cívicos da sociedade.
A problemática do aumento dos níveis de infecção do VIH-Sida na província, considerada a terceira mais infectada do país, o fenómeno da criminalidade e o desemprego no seio da camada juvenil constituíram também temas do encontro, que aprovou o relatório de actividades do partido referente ao presente e ao próximo ano.

Jornal de Angola


Pensar e Falar Angola

sábado, 8 de dezembro de 2018

Andebol no feminino

Angola bateu a congénere do Congo por 32-19 - em Andebol Feminino
Andebol/Angola: Campeãs africanas encerram fase de grupos com vitória
A seleção angolana feminina de andebol bateu ontem a similar do Congo, por 32-19, em jogo referente à quinta e última jornada da fase de grupos (B), da 23.ª edição do campeonato africano, que a cidade de Brazzaville acolhe até dia 12.
Angola, que procura o 13.º título continental, vencia ao intervalo por 18-9.
Ainda para a quinta jornada, o Congo Democrático derrotou a Guiné-Conacri por 35-18, enquanto Marrocos folgou por imperativo de calendário.
Angola começou a caminhada com estrondosa vitória diante da Guiné-Conacri, por 50-14, tendo depois vencido Marrocos por 40-17 , e triunfou no jogo mais equilibrado com a RDC por 33-24.
A competição retoma domingo com a disputa dos quartos de final, onde Angola terá pela frente o quarto classificado do grupo A.


Pensar e Falar Angola

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Direitos Humanos

’Direitos Humanos’ é elevado a assunto da Defesa e Segurança do país
07 Dezembro 2018

O Governo angolano garante a partir desta data, 6 de dezembro de 2018, que a defesa dos direitos humanos é "um aspeto importante da segurança nacional" e por isso passam a ser garantidos pelo Estado como direito fundamental dos cidadãos.

Angola: ’Direitos Humanos’ é elevado a assunto da Defesa e Segurança do país
O posicionamento foi expresso pelo ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Frederico Cardoso, quando procedia à abertura do ’workshop’ para a recolha de contribuições sobre a proposta da Estratégia do Executivo sobre os Direitos Humanos.
Frederico Cardoso considerou que quanto melhor estiverem asseguradas as garantias e as liberdades individuais e coletivas, os direitos políticos e civis, o acesso a bens públicos, nomeadamente a saúde, educação, saneamento básico e direito a um ambiente saudável e sustentável, maiores serão as garantias de bem-estar e de felicidade para os cidadãos.
Segundo o governante angolano, caso estes direitos não estejam assegurados "a própria segurança nacional estará então ameaçada". Daí esta medida do executivo que "eleva a matéria dos direitos humanos ao nível de questão de segurança nacional, merecedora de uma avaliação específica e periódica no conselho de segurança nacional, tal como têm sido avaliadas a defesa, segurança e a ordem interna do país nesse órgão", disse Frederico Cardoso.
A avaliação "correta" do estado dos direitos humanos em Angola, disse o chefe da Casa Civil, é uma tarefa que os comités provinciais dos direitos humanos, as associações e outros atores da sociedade civil, devem realizar.
O governo apela pois a estes atores para que "exerçam o seu papel e produzam informações e relatórios que permitam ao executivo a elaboração de um balanço objetivo sobre o assunto".
Sociedade civil é parte ativa, ’para não estarmos dependentes das avaliações’ de quem desconhece a realidade angolana
Em declarações à imprensa, o ministro da Justiça e Direitos Humanos de Angola, Francisco Queirós, disse esperar uma participação social acentuada e deixou o apelo à sociedade civil nestes termos:
"Temos que ser nós próprios, os angolanos com capacidade para fazermos a avaliação dos nossos direitos humanos, dos erros que cometemos, nós próprios fazermos os juízos, a condenação e a correção, para não estarmos dependentes das avaliações que fazem lá de fora, de pessoas que nem sempre conhecem a nossa realidade, não sabem qual é a complexidade da nossa situação e aparecem muitas vezes com posições paternalistas de nos dizerem o que devemos ou não em direitos humanos", disse o ministro.
Fontes: http://www.angola24horas.com/index.php/politica/item/12203-governo-angolano-eleva-direitos-humanos-a-assunto-de-seguranca-nacional?tmpl=component&print=1Foto: A elevação dos direitos humanos a questão de segurança nacional efectivar-se-á só se garantir direitos básicos — alimentação, emprego, habitação, saúde, educação … — que a maior parte da sociedade nacional formada por pessoas como estas da foto ainda esperam.


Pensar e Falar Angola

RITA GT em Viana do Castelo

https://youtube.com/shorts/qZkb4CfXTZQ?si=3K65JJEr5VQqsZZS Ao longo dos últimos dois anos tive a oportunidade de desenvolver “8”, uma obra d...