A Efeméride Nacional

11 DE NOVEMBRO DE 1975

domingo, 14 de agosto de 2011

Afrobasket2011 - Angola há 28 anos no pódio


Embora tenha chegado tarde ao mais alto nível (1980), o basquetebol angolano na classe sénior masculina não teve grandes dificuldades para dominar no continente africano, perante selecções com tradição como Egipto, Senegal, República Centro Africana (RCA) e Cote D'Ivoire.

O país estreou-se num campeonato africano das nações em basquetebol na 10ª edição, em 1980, em Rabat, no Marrocos, onde sob comando técnico de Mário Palma ocupou a sétima posição entre 11 participantes. Nesse Afrobasket ganho pelos senegaleses (4º troféu), Angola  já tinha elevado nível competitivo, juntamente com as selecções acima referenciadas.
 

Aquando da primeira participação angolana, 18 anos após o surgimento do Afrobasket, os faraós detinham já quatro títulos, os centro-africanos e marroquinos um cada, ao passo que os ivoirenses viriam a ganhar na edição seguinte, em 1981, em Mogadíscio, na Somália.
 

Na capital somali (11ª edição), o cinco nacional, ainda novato nestas andanças, baixou para o nono posto, antepenúltimo da classificação, com Victorino Cunha no comando, naquela que é, até então, a pior classificação da selecção em provas do género.
 

Apesar do percalço, a equipa persistiu na luta de tabelas com os “colossos” da época, optou pela troca de treinador, e na 12ª edição, em 1983, em Alexandria (Egipto), Angola atingiu pela primeira vez o pódio africano, onde se mantém firme, deixando a “mensagem” de que emergia uma potência do basquetebol continental.
 

Wlademiro Romero (já falecido) foi o técnico que alcançou tal proeza, depois do curto espaço de três anos, num campeonato ganho pelos anfitriões.
 

“Desenhava-se” então para breve o começo de uma nova era na modalidade em África, sendo cada vez mais visível a vontade dos angolanos em demonstrar qualidade e capacidade para serem campeões.
 

O conjunto nacional manteve o segundo lugar no Afrobasket85, em Abidjan (Cote d’Ivoire), mas desceu para o terceiro posto, dois anos mais tarde, na Tunísia, contrastando com o principal objectivo, que era o “assalto” ao topo do pódio.
 

Depois de duas medalhas de prata e uma de bronze, somente o título interessava à nação que viria a se tornar a mais ganhadora de todos os tempos no continente (10 títulos em 11 provas, sendo os seis últimos de forma consecutiva).
 

Foi assim que em 1989 os angolanos “ousaram” organizar a 15ª edição do Afrobasket em Luanda e o país conquistou o primeiro "ouro" da sua história, para daí em diante somar títulos nas edições de Cairo-91, Nairobi-93 e Argel-95.
 

Nestas missões estiveram, entre outros, nomes sonantes na história do basquetebol angolano, como Victorino Cunha e Wlademiro Romero, no banco, e Jean Jacques da Conceição, José Carlos Guimarães, Paulo Macedo, Aníbal Moreira, Manuel Sousa “Necas”, David Dias, Ângelo Victoriano, Herlander Coimbra e Victor de Carvalho, nas quadras.
 

O ciclo vitorioso sofreu um interregno em Dakar-97 (3º classificado) e foi retomado em Luanda-99, prosseguindo, até a presente data, com as edições de Casablanca-2001, Cairo-2003, Argel-2005, Luanda-2007 e Tripoli-2009.
 

Há 31 anos a disputar a maior prova a nível de selecções no continente, dos quais 28 no pódio, Angola conta 16 edições e 14 troféus, divididos em 10 medalhas de ouro, duas prata e igual número de bronze, liderando a galeria africana com o dobro em relação aos concorrentes mais próximos, Egipto e Senegal (5 títulos cada).
 

Várias gerações contribuíram para a invejável história, desde dirigentes, técnicos e jogadores.
 

Além dos nomes acima citados, constam, dentre muitos, Artur Barros, Alberto de Carvalho “Ginguba”, Benjamin Avó, Nelson Sardinha, Honorato Troso, Joaquim António “Quinzinho”, Garcia Domingos, Silvio Lemos, Carlos Almeida, Kikas Gomes, Edmar Victoriano “Baduna”, Justino Victoriano, Miguel Lutonda, Eduardo Mingas, Olímpio Cipriano, Carlos Morais, Gerson Monteiro, Victor Muzadi, Mario Belarmino e Armando Costa.    

A partir de quarta-feira, em antananarivo, inicia mais uma etapa na trajectória vitoriosa de angola

Por Valentim de Carvalho




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