Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

O Quimbanda



Chipalanga de Mucope que dirige o N'golo
Neves de Sousa




Pensar e Falar Angola

Terça-feira, 30 de Outubro de 2007

Hospital do Caminho de Ferro, Lobito

Hospital do Caminho de Ferro, Lobito
Colecção Bilhetes Postais de João Loureiro



Edifício construído no final do século XIX, na cidade do Lobito.
Dos diversos postais da época que tenho observado, este edifício é dos mais interessantes.
É um edifício de grandes dimensões, com dois pisos, telhado dividido em 4 águas, e sem ornamentos supérfluos.
É sóbrio, equilibrado, linear, adaptado ás condições climatéricas. Não sei se a sobriedade corresponde a gosto ou a economia, mas resulta muito bem.
A simetria do seu alçado é reforçada pela localização da escada dupla exterior, e de uma pequena elevação triangular, integrada no telhado, mas que funciona como frontão.
A linguagem arquitectónica, para a época, é pobre. Não existem ornamentos, nas varandas, nos remates dos telhados, nas escadas, não existem aberturas com molduras,…. Existe uma grande varanda que deve circundar o edifício ao nível do 1º andar, protegida por uma fenestração ritmada, 25 vãos para cada lado da escada, fenestração fechada por um qualquer material, leve e transparente, talvez rede mosquiteira. Esta varanda é um perfeito quebra sol, característico da arquitectura colonial.
A varanda, os espaços abertos ao nível do rés-do-chão e a descontinuidade da cobertura, quase junto ao cume, são elementos essenciais no arejamento e arrefecimento do espaço interior.
Materiais de construção: desconhecidos (os elementos que formam a varanda e escada, talvez sejam de madeira).


A. Quelhas





TEXTO SECUNDÁRIO




Pensar e Falar Angola

Escritores Angolanos - Henrique Abranches


Henrique Abranches nasceu em Lisboa em 1932. Veio para Angola em 1947 de que adquiriu a nacionalidade. Com Pepetela fundou em Argel Centro de Estudos Angolanos onde trabalharam na redacção de um manual de História de Angola. Publicou A Konkava de Feti, O Clã de Novembrino, Kissoko de Guerra,Titânia, Misericórdia para o Reino do Congo! e Senhores do Areal.

Três romances deste autor merecem a nossa atenção: A Konkava de Feti, O Clã de Novembrino e Misericórdia para o Reino do Congo!.

No primeiro socorre-se de materiais das tradições orais dos povos do sudoeste de Angola. O segundo narra a história de um naufrágio, gravitando à volta do velho tema da ilha. Os sobreviventes que, são colonos africanos cujo destino era o Brasil. Fundam uma nova comunidade no pedaço de terra para onde são lançados pelas ondas do Atlântico.Numa persistente luta contra as adversidades da natureza constroem uma sociedade cujas bases são constituídas pela cultura das diversas étnias do país de origem. Instituem regras e normas apropriadas à sua situação como, por exemplo, a que diz respeito à regulação das relações entre os homens e as mulheres, devido à escassez destas últimas.

Mas se tivermos em atenção a temática histórica, é sem dúvida o terceiro que melhor situa o autor no panorama ficção narrativa angolana.

Henrique Abranches vai à História de Angola e submete a um tratamento ficcional o chamado movimento messiânico dos antoninos que no século XVII é liderado por Cimpa Vita. O cenário é o reino do Congo, mais precisamente na região do Soyo.


TEXTO SECUNDÁRIO




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Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007

Premio Nacional de Cultura e Artes - 2007

Foram vencedores da Edição 2007 do Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais alta atribuição do Estado angolano, os seguintes criadores e colectivos:
- Literatura - Ana Paula Tavares com a obra "Manual para amantes desesperados"
- Música: Elias dya Kimuezu, pela sua carreira
- Teatro: Grupo "Horizonte Njinga Mbandi"
- Dança: Grupo "Bismas das Acácias", da província de Benguela
- Cinema e Audiovisuais: equipa do programa "Conversas de Quintal" da TPA
- Artes Plásticas: Ruy de Matos (a título póstumo)
- Investigação em Ciências Sociais e Humanas: António Fernandes da Costa, com a obra "Rupturas estruturais do português e línguas bantu em Angola"

Ana Paula Tavares nasceu na Huíla, Sul de Angola, em 1952.
É historiadora com o grau de Mestre em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Em Angola publicou Ritos de Passagem (poemas), UEA, 1985. Em Cabo Verde, Praia, O Sangue da Buganvília em 1998. Na Editorial Caminho publica em 1999 O Lago da Lua (poemas), seguido de Dizes-me Coisas Amargas como os Frutos (poemas) em 2001 (obra galardoada com o Prémio Mário António de Poesia 2004 da Fundação Calouste Gulbenkian), em 2003 Ex-Votos (poemas) e em 2004 A Cabeça de Salomé (crónicas). Tem participação com poesia e prosa em várias antologias em Portugal, Brasil, França, Alemanha, Espanha. Publicou alguns ensaios sobre História de Angola.


Os prémios serão entregues no dia 9 de Novembro
Clique em Ler mais para aceder à lista das obras de Ana paula Tavares publicadas na Editorial Caminho


Os Olhos do Homem que Chorava no Rio
(1.ª edição, 2005)
«O Campo da Palavra», n.º 139

O Lago da Lua
(1.ª edição, 1999)
«Caminho da Poesia», n.º 65

Dizes-me coisas amargas como os frutos
(1.ª edição, 2001)
«Caminho da Poesia», n.º 70

Ex-Votos
(1.ª edição, 2003)
«Outras Margens», n.º 20

A Cabeça de Salomé
(1.ª edição, 2004)
«Outras Margens», n.º 33

Manual Para Amantes Desesperados
(1.ª edição, 2007)
«Outras Margens», n.º 61




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Povos de Angola



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Domingo, 28 de Outubro de 2007

O REENCONTRO PLANETÁRIO DAS CULTURAS

O CONSTRUÇÃO DA COMUNIDADE LUSÓFONA

Os continentes que formam o planeta são placas boiando em permanentes movimentos alterando-se fisicamente no tempo e no espaço e ao se olhar o mapa-múndi constata-se claramente o encaixe perfeito dos continentes sul-americano e africano , ambos delimitando margens ao oceano Atlântico .

Aceitando-se como verídica a teoria cientifica que afirma ser o humano "Australopithecus" originário da África Austral por ser uma teoria lógica , é possível desenharem-se os caminhos percorridos pelos seres humanos através do planeta , em sua busca incessante do desconhecido ou seja do conhecimento , em acordo com a teoria da evolução das espécies de Charles Darwin .

Nos primórdios , os humanos não dispunham ainda de barcos capazes de atravessar os oceanos que permitissem ir e vir e retornar ao porto de partida com relativa segurança e é natural que seguissem a pé ou a cavalo ou apenas em pequenos barcos costeiros através dos continentes à procura das terras com mais alimento e mais protegidas de conflitos inter-humanos e o retorno às terras de origem dificilmente acontecia ou demorava muitos anos a acontecer morrendo os viajantes muitas vezes nesse caminho de retorno .

Os descendentes dos "Australopithecus" foram caminhando não só mais para o sul de África como também para o norte espalhando-se pelo leste e oeste europeu , subindo a Ásia , atravessaram o "Estreito de Bering" perto do pólo norte e desceram pela América do norte até chegar à América do Sul e ao Brasil , fim do caminhar e daí em diante existia o oceano atlântico , e na outra margem a África aonde parece ter começado esta aventura humana , em curiosa busca do conhecimento e consequente desenvolvimento racial e cultural .

Os cientistas genéticos afirmam que os povos existentes nas Américas antes da chegada dos europeus vieram da Ásia e realmente os índios têm uma aparência física muito semelhante à dos asiáticos .

As características genéticas observadas nos índios da América do Sul e do norte confirmam que a primeira ocupação deste território aconteceu do norte para sul depois de terem atravessado o "Estreito de Bering" , vindos da Ásia .

O caminhar humano desde a África até à América atravessando a Ásia até chegar ao Brasil processou-se em tempo lento e com modificações do corpo e da mente na adaptação às novas condições ecológicas de cada região originando grupos humanos diferenciados física e culturalmente .

No continente africano , o clima , a vegetação , a abundância de caça , peixe e frutos permitiram um determinado tipo de vida ; a temperatura quente não obrigava o corpo a produzir grandes quantidades de gordura e a pigmentação escura da pele protegia o corpo dos raios solares .

Na Europa e Ásia , regiões mais frias do planeta , o corpo produzia e retinha maior quantidade de gordura para se proteger do frio e os cabelos devido à gordura do corpo tornaram-se lisos deixando de ser curtos e encaracolados e a pigmentação da pele passou a ser mais clara devido à incidência menor de raios solares .

Ou seja , pode-se entender perfeitamente as diferenças físicas e culturais dos grupos humanos através de uma análise das condições ecológicas ambientais aonde cada grupo se inseriu e insere e quanto mais difícil o meio ambiente maior a necessidade de ampliar as capacidades mentais e físicas para superá-lo , obrigando isso a desenvolvimentos mentais e físicos diferenciados .

Segundo a ciência , os seres humanos têm uma origem comum e possuem o mesmo potencial mental dependendo de cada individuo ou grupo o desenvolvimento desse potencial .

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Seis mil anos antes da era cristã , a humanidade assemelhava-se bastante em seu desenvolvimento cultural e a agricultura ainda era desconhecida para a maioria dos habitantes já estabelecidos em todos os continentes .

A agricultura foi a mola impulsionadora nas diferenças sociais e económicas actuais .

Ao mudarem seus sistemas de vida nómada de caçadores e colectores de alimentos para um sistema sedentário e fixarem-se em moradias ao redor dos campos plantados surgiram os primeiros aglomerados humanos , embrião das futuras cidades , iniciando-se o processo de trocas de experiências entre os indivíduos das comunidades e surgindo daí a plantação extensiva dos campos , as primeiras rotas do comércio e mais tarde a comunicação escrita da língua falada .

Séculos antes da chegada dos portugueses e espanhóis à América no século XV , as civilizações "Incas" e " Aztecas " que viviam na América Central e do Sul cultivavam o milho , feijão , algodão, batata , etc. , e dominavam a técnica da irrigação dos campos , conheciam a matemática , a astronomia e a escrita .

Nos fins do século XIV , os portugueses construíram e desenvolveram as primeiras caravelas que utilizavam velas latinas e enfunaram as proas dos navios contra os ventos à bolina , possibilitando o ir e vir para qualquer lugar do globo, implodindo-se as fronteiras marítimas e unindo-se os continentes e culturas através dos oceanos .

Ao serem eliminadas as fronteiras marítimas , aceleraram-se as comunicações entre os grupos humanos miscigenando-se ainda mais as culturas e as características raciais de maneira rápida entre a Europa , África , América e Ásia .

É importante notar que após centenas de milhares de anos de colonização do planeta , foi possível aos descendentes dos primeiros colonos na terra , POVOS NEGROS ORIGINÁRIOS DA ÁFRICA AUSTRAL , reencontrarem-se pela primeira vez na história humana , quando a América se religou à África através das pioneiras viagens marítimas oceânicas iniciadas pelos portugueses e deixando os mares de serem fronteiras mas agora importantes vias de comunicação .

O século XIV , sem esquecer a turbulência social , económica e ecológica gerada pelos europeus , deve celebrar o acto de religar a humanidade à sua origem africana , despertando-se a curiosidade para um maior conhecimento entre os povos que fazem parte da COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA ( CPLP ) e incentivando-se o intercâmbio educacional entre os jovens destes países .


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A arquitectura em análise, Mossâmedes

Quando Moçâmedes ainda era Mossâmedes


Os edifícios mais importantes de Moçâmedes no século XIX, ocupavam linearmente a linha da costa: o Hospital D. Amélia, o Palácio do Governo e a igreja.
Os edifícios civis têm como característica comum, a traça oitocentista dos edifícios públicos:
- Linhas clássicas, ritmos de fenestração regular e ritmadas, platibandas com relevos a reforçar as principais geometrias, escondendo os beirais, frontão triangular e centralizado no alçado principal.
- Os vãos das portas e janelas, quer estejam localizados nos pisos térreos, quer nos superiores são encimados por arcos de volta inteira ou perfeitos e/ ou arcos abatidos, com fechos salientes.
- As zonas mais nobres do interior do edifício, tem expressão no exterior, através de varandas salientes.
- Nos alçados a pedra trabalhada é saliente e localizada nos cunhais, molduras de vãos, e frisos de platibanda. Os restantes panos são rebocados e pintados favorecendo a visualização de contrastes.
A. Quelhas
Palácio - colecção Bilhetes Postais de João Loureiro
Hospital D. Amélia - colecção Bilhetes Postais de João Loureiro

Companhia Commercial d'Angola - colecção Bilhetes Postais de João Loureiro

Observem nesta imagem, carros de tracção animal, pormenor que frequentemente´era afastado da câmara fotográfica. Outros pormenores, o candeeiro a gaz e o passeio citadino.






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Sábado, 27 de Outubro de 2007

Humor



Dois angolanos na conversa:


- Mano, pus soalho frutuante em casa! Bonito! Assim quando vier as próxima cheia, o chão frutua e não fica com a casa inundada! Tá vendo?


Responde o outro: - Mas se vier muitas cheias isso sobe muito e tu bate com as cabeça nos tecto, pá!!!!


E o outro: - Ah, não tem probrema! É que eu também pus tecto farso!!!!
(A capacidade de olhar sempre o outrolado das coisas e nunca perder a capacidade de rir de si próprio são indicadores fundamentais de inteligência)

(A capacidade de olhar sempre o outro lado das coisas e nunca perder a capacidade de rir de si próprio são indicadores fundamentais de inteligência)






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Sábado musical








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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Nova Lisboa


O Plano Geral de Urbanização de Nova Lisboa, da autoria do Ministério das colónias/Gabinete de Urbanização Colonial, estrutura um vasto plano de conjunto, dentro do modelo da garden-city (…). Esta plano está centrado na rotunda inicial, a qual datava do 1º plano de 1912, mas já inclui agora amplos espaços desenvolvidos a este (uma longa avenida) e a oeste (um eixo com nova rotunda).

Aguiar, José António de – L’habitation dans les pays tropicaux, 1952



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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

Mais um

Integração por ruptura. .... e que ruptura! Ruptura em linguagem, ruptura que soma cerca de 60 anos.


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Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007

Escritores Angolanos - Lopito Feijoó


J.A.S. Lopito Feijoó nasceu no Lombe, província de Malanje a 29 de Setembro de 1963. Passou a infância em Maquela do Zombo e adolescência em Luanda, no bairrro do Cazenga. Fez os estudos primários, secundários e pré-unviversitários em Luanda. Na década de 80 foi co-fundador da Brigada Jovem de Literatura de Luanda e realizou estudos de Direito na respectiva Faculdade da Universidade Agostinho Neto. Fez parte do elenco de direcção da Brigada Jovem de Literatura até 1984, data em que, com outros membros que pugnavam pela ruptura dos cânones do cantalutismo e pela busca de novas formas estéticas e semânticas para a Literatura Angolana, se constituíu o Grupo Literário OHANDANJI. Destaca-se na sua geração pela sua actividade de editor de publicações informais e plaquettes, além de boémio alimentador de polémicas, é activo frequentador de tertúlias, praticante da crítica e do ensaio nos anos 80. Mas é sobretudo com o texto poético que se firmou no panorama da poesia angolana, caracterzando-se, para além do experimentalismo, por uma certa iconolastia e erotização do vocabulário da poesia.Em 1985, é-lhe atribuída menção especial no Concurso literário do INALD pelo livro Entre o Ecran e o Esperma.
É membro da União dos Escritores Angolanos.
Publicou Doutrina (poesia, UEA,1987); Me Ditando, Rosa Cor de Rosa, Corpo-a-Corpo (plaquettes de poesia,1987); No Caminho Doloroso das Coisas-Antologia de Jovens Poetas Angolanos (UEA 1988); Cartas de Amor (UEA,poesia, 1990); Meditando (ensaio e crítica, 1994)

http://www.nexus.ao/kandjimbo/feijoo.htm

clique em Ler mais


39



Uma mulher outra cicatriz

Perdida perdiz

Marca que não fiz



41



Sons são nada só

Idas e vindas lavras e pa

Lavras repetindo se continua mente





43



Mega morte canta rolando prazeres

Ab solúveis polifonias qual só

Neto de Camões na ilha de Moçambique








QUASE HAIKU



Sobram insones rumores infernais

como que viesse uma tempestade avassalar

os desígnios d’outra moldura









REFLEXÃO



Balanço três

de qual (+) harmonia

na procura e sintonia

e

ou

de

em/quanto quem quando

quem quando quanto

quando em/quanto quem.



- Mas para quando o qual de quem

em/quanto aquece isto?








SISTEMA DE EQUAÇÃO TRIDIMENSIONAL DUM

MISTÉRIO A DESVENDAR





1 – Variável S:

Tanto tempo são todos os dias de manhã

a tarde e a noite no SUL quando chove.



2 – Variável C:

São todos os tempos no CENTRO de todos

os dias e deste tema por (a)bordar...



3 – Variável N:

( e porque)

são todos os tempos de colheita se a

ironia ancestral da vida troveja sobre

o sempre também a NORTE da humanidade?







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Edifício de Escritórios Alameda


Este edifício contém 4880 m2,dos quais 3,094 m2 são em cave.

A sua linguagem arquitectónica é contemporânea, envolvendo a volumetria de um cilindro e de um prisma rectangular incompleto, conferindo uma dinâmica especial ao edifício, reforçada pelo contraste entre os materias.

Esta arquitectura não está especialmente relacionada com o meio onde se implanta, não terá nada a ver com Africa e com Angola. Este edifício, tanto poderia construir-se em Luanda, como em S. Francisco ou em Paris, no entanto isto significa que Angola está a companhar as correntes arquitectónicas do século 21, que se caracterizam por serem internacionais e globais, de acordo com o mundo global em que vivemos, em que a informação circula tão rapidamente, que não favorece os regionalismos.

Mesmo assim, gostei. Formalmente, muito bem conseguido.
(falta saber quem é o autor e a localização)


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Terça-feira, 23 de Outubro de 2007

E no entanto ela move-se!

Está a mexer sim senhora!




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Construção

(isto está a mexer... não sei se da melhor forma, mas está a mexer.)

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Parque Nacional de lona

Parque Nacional de lona

Origem - Estabelecido como Reserva de Caça a 02-10-1937.
Classificação - Parque Nacional, II, desde 26-12-1964.
Localização- O Parque Nacional de Iona está situado no sul de Angola, na província do Namibe, entre o Oceano Atlântico e os rios Cunene e Curoca.
Área - Ocupa 15.150 km².
Limites Geográficos - 15 44' a 17 16' de Latitude Sul e 11 44' a 13 14' de Longitude Este.
Limites Naturais - Limitado a Norte pelo Rio Curoca, a Sul pelo Rio Cunene, a Oeste pelos Rios Cunene e Curoca e, a Leste, pelo Rio dos Elefantes.
Descrição -O Parque Nacional de Iona estende-se das dunas de areia junto ao mar, até às montanhas Tchamalinde, a Leste. O centro do Parque é de planícies abertas. A pluviosidade média anual varia entre 100 mm a 500mm, aumentando à medida que nos afastamos do mar. Existem trinta e uma fontes naturais dentro do Parque.
Há três tipos de vegetação: anharas, dunas com arbustos e planície de savana com pequenos arbustos. Abunda a welvitschia mirabilis, planta que pode atingir mais de mil anos de vida.
O antílope emblemático do Parque é a palanca negra gigante (Hippotragus niger), praticamente extinta, mas existem outros mamíferos como o elefante, olongo (Strepsiceros strepsiceros - kudu), leão, rinoceronte negro, onça, hiena, guelengue (Oryx gazella blainei) e várias espécies de zebras.
Visitantes - Começou em 2001 a receber visitantes, em viagens organizadas a partir da Namíbia.
http://www.cpires.com/angola_parques.html
(clique em Leia mais e veja fotos)







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Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

INJUSTA JUSTIÇA DA VIDA

REFLEXÃO SOBRE OS SERES HUMANOS COM DIFICULDADES FÍSICAS PARA SE LOCOMOVEREM E SOBREVIVEREM .
Não é uma questão de bondade nem pode ser a ilusão de um mundo virtual em algum lugar no céu ao lado de algum Deus conceitual a razão que deve nortear os humanos na luta pela injusta justiça da vida de maneira a permitirem àqueles menos favorecidos física , mental e espiritualmente obterem condições mínimas de sobrevivência necessárias ao seu desabrochar como seres humanos dignos , saudáveis e felizes.

Há exemplos neste planeta de países que da extrema miséria conseguiram construir uma sociedade mais feliz e pacífica e outros que apesar de não possuírem grandes recursos financeiros sempre tiveram dignidade e felicidade com lideranças sábias pois compreendem que a felicidade individual real depende fundamentalmente da felicidade colectiva e vice-versa .

Angola é um imenso e belo país em sua deslumbrante natureza geo-económica e é uma coincidência favorável que se deve agradecer aos céus a existência de um povo com bastantes misturas tribais e raciais extremamente pacifico comparativamente a outros países e outros povos menos misceginados .

Nesta nação é perfeitamente possível desenvolver uma acção integrada a partir das lideranças sociais , políticas e económicas em busca de um maior equilíbrio social e económico bastando para isso o querer de algumas poucas lideranças que certamente , com seu exemplo , podem gerar muitas acções dinamizadoras nesse sentido .

O projecto de "fome zero" deflagrado pelo presidente Luís Inácio "Lula" no Brasil pode até não alcançar o objectivo total que se desejaria mas o simples facto de se deflagrar essa acção de cidadania já de si é suficiente e justificativo para se juntar energias e trabalhar nesse sentido .

Com fome , com sede , sem um tecto , sem agasalho , sem dignidade , sem felicidade , sem respeito , não é possível ao ser humano desenvolver o potencial de inteligência contido em sua mente .

E sem a dignidade plena de um povo não há uma Nação digna e respeitada .

A cultura de um povo só pode ser elevada ao seu grau mais elevado se seus cidadãos tiverem consciência de si , de suas raízes sejam elas quais forem e de seu "modus vivendi".

Ninguém pode ser integralmente feliz se ao seu lado houver um outro ser , humano ou não , infeliz .

Pode haver muita gente a dizer que "está feliz" mas "ser feliz ou não ser infeliz " é algo profundamente diferente .

Só os humanos que são justos consigo mesmos , que reflectem sobre suas próprias fraquezas , seus erros , só esses humanos são capazes de compreender a injustiça de um viver humano sem dignidade mínima .

Basta olhar e sentir profundamente os seres humanos que palmilham milhares de quilómetros apoiados sobre as suas mãos por falta de pernas ou de uma simples cadeira de rodas por culpa de um passado ou presente violento devido à injustiça da vida que os obrigou a palmilhar por caminhos muitas vezes pouco dignos e com muito sofrimento ou violentos .

Quando se nasce , ninguém escolhe o lugar ou o caminho a seguir .

Dói , a quem observa o horizonte profundo ao redor , constatar tantos jovens e idosos dormindo nas soleiras das esquinas das ruas muitas vezes sujas , buscando um pedaço de tecto que os abrigue ao cair da noite do frio , da chuva ou do calor do sol , estendendo as mãos pedintes pois outros caminhos mais dignos e felizes não lhes são oferecidos pela injusta vida aonde nasceram .

É preciso olhar o exemplo que é a vida de um dos maiores cientistas humanos chamado de "Stephen Hawking" , nascido inglês , que apesar de estar completamente preso a uma cadeira de rodas e só conseguir comunicar-se com o mundo através da fala de um computador é no entanto um dos seres humanos mais inteligentes na terra só porque lhe foi dada a oportunidade de uma vida com dignidade .

Se esse humano tivesse nascido em um outro espaço geográfico poderia não ter construído uma vida tão plena , criativa , profunda e profícua .

E muitas vezes basta uma pequena ajuda para construir muita dignidade humana mas é preciso muita consciência para se compreender isso e haver muita energia mental para deflagrar essa acção .

Aqueles que possuem um corpo físico e mental normal deveriam compreender sua sorte na vida .

Ao morrer nenhum ser humano leva consigo suas riquezas materiais mas apenas a energia de suas acções nesta vida e no instante de sua passagem física ele apenas tem tempo para se questionar se valeu este seu viver e se a resposta a esta pergunta for negativa certamente aquele seu instante supremo será muito triste .

Basta querer construir uma vida colectiva com mais justiça ao nosso redor , eliminando-se a mediocridade do viver e dos actos .

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Empreeendimento Comandante Gika


2 torre de escritórios
2 torres residenciais
1 hotel
+ Luanda Shoping
(isto está a mexer.... não sei da melhor forma, mas está a mexer!!!!)


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Angola no Can 2008





TEXTO SECUNDÁRIO



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Girabola 2007 - Interclube campeão de Angola!

Terminou ontem o Campeonato Nacional de Futebol - Girabola 2007.


Depois de um início de época bem atribulado, onde ao fim de quatro jornadas o Interclube, o clube dos polícias de Angola, não tinha conseguido qualquer vitória, o brasileiro Carlos Mozer,
ex-internacional da selecção canarinha, na sua primeira época como treinador principal conseguiu afastar o estigma do despedimento e ainda garantir o cumprimento do segundo ano de contrato assinado no início desta época futebolística.





Tendo conseguido a proeza de nunca mais perder e com uma segunda volta espectacular, o Interclube estabeleceu o record de permanecer 22 jogos invicto, entre empates e vitórias. Assim sendo, o clube ligado ao Ministério do Interior cometeu a proeza de pela primeira vez se ter consagrado campeão de Angola.


No final do jogo o entusiasmo foi tanto que a festa começou a ser feita pelos jogadores e dirigentes dando-se de seguida a inevitável invasão do campo pelos ferverosos adeptos.


Fotos: Gentileza Maisfutebol Angola
JORNADA 26 2007-10-21

1º de Agosto 1-0 Ac. Soyo
Desp. Huíla 1-0 At. Namibe
ASA 2-2 Sagrada
Interclube 2-0 Santos
Juventude Moxico 1-1 Benf. Luanda
Petro Huambo 0-1 Petro Luanda
1º de Maio 3-1 Benfica Lubango

Com este resultado a classificação terminou assim:

1 - Interclube 55
2 - 1º de Agosto 54
3 - Petro Luanda 50
4 - ASA 40
5 - Sagrada 40
6 - Petro Huambo 39
7 - B. Lubango 39
8 - Desp. Huíla 38
9 - 1º de Maio 36
10 - Benf. Luanda 35
11 - Santos 27
12 - Ac. Soyo 23
13 - At. Namibe 16
14 - Moxico 6

Leia Mais

Interclube, 1º de Agosto, Petro de Luanda e ASA disputarão as Afrotaças, os dois primeiros a fase preliminar da liga dos Campeões e os outros dois a Taça de África, enquanto Académica do Soyo, Atlético do Namibe e Moxico descem de divisão



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